“O que for teu desejo, assim será tua vontade. O que for tua vontade, assim serão teus atos. O que forem teus atos, assim será teu destino.”
São palavras do médico Deepak Chopra. Entendo que esse seu “sentir” se aplica mais para nós, quando crescemos e temos desejos futuros de realizações. Sou de uma época em que na minha infância, em boa parte da minha adolescência, muitos já me perguntavam o que eu queria ser quando crescer. Hoje lembrei disso porque na condição de assinante, recebi a Edição 190 da Revista Humanitas, publicação da Editora Escala. Nela encontrei esta narrativa da doutora em Filosofia, Monica Aiub [por mim resumida]:
– Ao ser entrevistado em 1965, Guimarães Rosa afirmou “que gostaria de ser um crocodilo, porque amava os grandes rios, pois são profundos como a alma do homem. Na superfície são muito vivazes e claros, mas nas profundezas são tranquilos e escuros como os sofrimentos dos homens. Amo ainda mais uma coisa de nossos grandes rios: sua eternidade. Sim, rio é uma palavra mágica para conjugar eternidade.”
Gostei desta conclusão de Monica:
– “O pai, ao ir para o meio do rio com sua longa canoa, deixa os afazeres cotidianos, o habitual, e constitui novos hábitos. Em sua canoa só cabe ele, e cabe somente a ele riscar a terceira margem. Ao fazê-lo, ele se funde com o rio, largo, profundo, escuro, eterno. A humanidade que somos e que nos tornamos em cada escolha, em cada ação. Quais serão as nossas escolhas e ações no curso desse “rio”? Riscaremos a “terceira margem”?
Infelizmente muitos de nós ainda conduzimos nossas canoas por águas indesejadas, e somos levados para infinitos destinos desconhecidos.
Pensem nisso!
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.