Esclarecimento Necessário
Nunca imaginei chegar a esse número de mensagens nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformações interiores. Ontem, pela primeira vez, a mensagem que recebeu o número 584 foi, por um descuido meu, deletada. Como nessas situações não conseguimos repetir exatamente o que anteriormente escrevemos, trago outro tema para este nosso encontro. Vejam:
“As pessoas diferem na forma como adquirem conhecimento, como processam informações do entorno e como avaliam esforço e resultado. Isso se chama “diversidade cognitiva” ou “diversidade de pensamentos.”
São palavras de Keitiline Viacava, Ph.D., que realizou pós-doutorado em Neurociência Cognitiva na Universidade de Georgetown, em Washington, e é doutora em Psicologia pela UFRGS. Escolhi esse tema porque repetidas vezes tenho reafirmado que cada um de nós, somos “seres únicos” em todos os sentidos. Peço sua atenção para estas considerações da doutora Keitiline, reproduzidas do seu bem fundamentado artigo “Ganhos da diversidade cognitiva”, publicado na Edição 142 da Revista Humanitas, da Editora Escala (numerei):
1. Diante de situações de ganhos e perdas, alguns focam as recompensas enquanto outros focam os prejuízos, trata-se de uma distinção cognitiva. (…) Pesquisas mostram que equipes de pessoas com pensamentos diferentes superam grupos homogêneos, resolvem problemas com mais eficiência e inovam mais, produzindo o que se chama de “bônus da diversidade”.
2. A convivência entre pessoas com formas diversas de pensar não é tarefa simples, pois se confronta com tendência (ou viés) que temos de busca por conformidade para evitar conflitos e retaliação, e isso desafia a diversidade.
3. Uma das principais ideias por trás da noção de diversidade cognitiva é que não há um estilo único, desejado ou ideal de pensamentos, já que esses são sempre dependentes das pessoas e dos contextos nos quais estão inseridos. O que existe é a necessidade de conhecermos mais sobre a maneira como pensamos para, assim, desenvolvermos estratégias cognitivas e empáticas que facilitem a convivência com modos de pensar diferentes do nosso. (…) Busque criar ambientes psicologicamente seguros, em que você e seus pares de confiança se sintam confortáveis para se expressar de maneira honesta e aberta.
Conclui a doutora Keitiline: – “Ajude a aliviar o medo e as preocupações daqueles que conseguirem compartilhar pontos de vista divergentes do grupo. Com o tempo, essa prática aumentará as chances de outras pessoas se expressarem, elevando a diversidade cognitiva e seus benefícios associados.”
Certo é que todos nós temos as nossas diferenças, as nossas individualidades, também definidas pelas manifestações subjetivas do nosso psiquismo. Com este meu “sentir” termino nosso encontro com esta esmerada síntese conclusiva de Clarice Lispector:
– “ATRAVÉS DAS RELAÇÕES HUMANAS MUITO SE PODE APRENDER.”
Pensem nisso.
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.