(627) Sentindo existirem sentimentos, que não decorrem das nossas realidades já vivenciadas.

Aproveite os bons sentimentos que circulam pela sua alma, porque ainda que não encontrem suporte nos acontecimentos, muito pelo contrário até, são reais o suficiente para confiar em que o porvir seja cheio de auspícios.”

Há muito não fico surpreso e nem mais me impressiono com muitas das previsões do astrólogo Oscar Quiroga, recordista em número de participações em nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformações interiores. Nesta, a de número 140, no seu horóscopo divulgado hoje, dia 15/11/2025, ele tocou num detalhe subjetivo que confesso nunca ter pensado a respeito. Certo é que todos nós temos a nossa “realidade psíquica”, que é personalíssima e, portanto, só nos pertence (mensagens anteriores, 336, 338 e 347).

Agora vejam que interessante:

Keitiline Viacava, que é doutora em Psicologia pela UFRGS, no seu artigo “O que autoconsciência tem a ver com controle cognitivo?”, explica (Fonte: Revista Humanitas, volume 138, publicação da Editora Escala):

– “Autoconsciência é a capacidade mental de perceber que a experiência emocional, cognitiva ou comportamental vivenciada é relacionada a nós mesmos, não ao que percebemos nos outros. Ter consciência sobre si ajuda a separar o que é realmente nosso do que foi (ou está sendo) aprendido por meio de exposição repetida e reforço do meio, por exemplo. É ela que nos permite depreender e atribuir sentido de/a tudo o que está ao nosso redor, e também ao que está em nós. A autoconsciência é, portanto, a consciência de sí, e compreendê-la é essencial para quem busca adotar uma postura mais protagonista e autêntica. (…) Logo, a autoconsciência parece depender não apenas da consciência, mas também da habilidade individual de autocontrole sobre a sua composição. (…) A verdade é que a autoconsciência é mais complexa e envolve muito mais do que reconhecer a própria imagem.

Volto às palavras de Quiroga que foram escolhidas para iniciar este nosso encontro:

– “Aproveite os bons sentimentos que circulam pela sua alma, porque ainda que não encontrem suporte nos acontecimentos, muito pelo contrário até, são reais o suficiente para confiar em que o porvir seja cheio de auspícios.”

O que mais gostei [agora repetido e adaptado com minhas palavras] foi o reconhecimento de Quiroga no sentido de que, com a percepção subjetiva e sensorial da nossa Sensibilidade da Alma, certos sentimentos nossos não dependem necessariamente, de um embasamento subjetivo vinculados a certos acontecimentos ocorridos em muitas das realidades por nós vivenciadas. Basta que subjetivamente estejamos autoconscientes dos seus benefícios.

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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