(644) Sentindo a escolha infinita do meu calendário.

Entre dívidas e cobranças vai terminando o ano, que é puramente fiscal, porque no céu a vida continua a despeito de todos os diferentes calendários de nossa humanidade. Procure você também se focar na continuidade“.

Nesta sua participação de número 145 em nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior, são palavras do astrólogo Oscar Quiroga no seu horóscopo divulgado hoje, dia 03/12/2025. Sobre a passagem do tempo registradas nos calendários vejam, dentre outros, o que já disseram: Mario Quintana – “Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça.” / Carlos Drummond de Andrade – “São mitos de calendário tanto o ontem como o agora, e o teu aniversário é um nascer a toda hora.” / Carlos Heitor Cony – “Ano novo, vida velha. A vida é mais do que calendários, fusos ou orbita gravitacional.” e Vergílio Ferreira – “Uma história vivida não tem tempo de calendário – tem-no só no que se viveu.”.

A parte conclusiva de Quiroga contém um precioso ensinamento, sugerindo-nos focar em um ciclo vital de “continuidade”. Assim, para os que acreditam, como eu acredito em termos de evolução existencial e espiritual, essa perpetuação ocorrerá por dimensões de transcendências infinitas.

Agora vejam a evolução deste registro histórico, feita pelo neurocientista Miguel Nicolelis no seu livro “O verdadeiro Criador de tudo – como o cérebro humano esculpiu o universo que nos conhecemos”, publicação da Editora CRÍTICA, que recomendo a leitura:

– “Os nossos ancestrais do Paleolítico Superior descobriram uma forma de registrar a sua visão de mundo, as suas abstrações mentais: marcando as paredes de rochas de cavernas subterrâneas. Ao fazer isso, eles garantiram que o tempo passasse a ser não só expandido em suas próprias mentes, mas que adquirisse uma representação visual permanente. Foram necessários trezentos e cinquenta séculos para que o processo de contabilizar o tempo mudasse das pinturas rupestres para outro tipo de suporte.
O surgimento dos primeiros calendários astronômicos por meio da observação de eventos celestiais recorrentes, como o movimento relativo da Terra ao redor do Sol ou o ritmo das fases da Lua, introduziu um novo padrão de tempo. Criados originalmente por sumérios, egípcios e um pouco mais tarde por chineses, os primeiros calendários astronômicos surgiram com os primeiros registros da linguagem escrita, por volta de 4000 a.C. Os calendários babilônicos, persa, zoroastras e hebreus vieram na sequência, mostrando que a medição do tempo adquiriu uma posição de grande destaque nas principais culturas humanas. A introdução da escrita, de calendários e, mais tarde, a impressão de jornais, textos e livros em grande escala (…)”.

Termino este nosso encontro, revelando que a “imortalidade da minha alma” é o meu calendário temporal.

Pensem nisso!

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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