(551)Sentindo a importância do nosso inconsciente.

1. “Na arte, a inspiração tem um toque de magia, porque é uma coisa absoluta, inexplicável. Não creio que venha de fora pra dentro, de forças sobrenaturais. Suponho que emerge do mais profundo eu da pessoa, do inconsciente individual, coletivo e cósmico.”
2. “Minha consciência é inconsciente de si mesma, por isso eu me obedeço cegamente.”
3. “Nosso inconsciente é infinito.”

São palavras de Clarice Lispector (1920-19770), enriquecendo esta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma jornada de transformação interior. Sempre me interessei pelos estudos do nosso “inconsciente”, porque reconheço a sua importância em nossas vidas. Talvez também tenha sido por isso que Freud (1856-1939), na minha avaliação, tenha sido muito feliz quando reconheceu que “o inconsciente é a nossa verdadeira realidade psíquica”. Ele acreditava que conversando com seus pacientes, poderiam serem mostradas suas memórias doloridas e ocultas na consciência e, assim, com o conhecimento delas os pacientes tinham condições de aliviar seus sintomas.

Gosto desta explicação do filósofo Luiz Felipe Ponde, manifestado no seu livro “Diálogos sobre a natureza humana – Perfectibilidade e Imperfectibilidade”, publicação da Editora nVersos, por mim relido várias vezes:

– “Não somos plenamente autônomos porque existe um inconsciente, e esse inconsciente, que está fora da autonomia consciente do EU, impacta diretamente o modo como você pensa. Quando se rastreia essa questão até o passado, já no Romantismo – pois quem inventou a ideia de inconsciente foram os românticos -, aparece ali o limite: as emoções limitam a ação da consciência, o irracional.”

Agora vejam que interessante, esta outra explicação do neurocientista António Damásio, no seu recente livro “A estranha ordem das coisas – as origens biológicas dos sentimentos e da cultura”, lançado no Brasil pela Editora Companhia Das Letras, com tradução de Laura Teixeira Motta [de todos os seus, para mim foi o que mais me impressionou e recomendo a leitura].

– “O desencadeamento de respostas emotivas ocorre de modo automático e não consciente, sem a intervenção da nossa vontade. Frequentemente, percebemos que uma emoção está acontecendo não por causa da situação que a desencadeia, mais porque o processamento da situação causa sentimentos, isto é, experiências mentais conscientes do evento emocional. Depois do sentimento, podemos entender (ou não) por que estamos nos sentido de certo modo.”

Termino este nosso encontro com esta introdução do astrólogo Oscar Quiroga, no seu horóscopo divulgado na última terça-feira, dia 10/06/2025:

“CONSCIÊNCIA E INCONSCIENTE
Apesar de que, como seres psíquicos, estamos determinados pelos implacáveis mecanismos do Inconsciente, somos também consciência capaz de nos reinventarmos, mas o interessante de nossa constituição é que, enquanto o Inconsciente atua por inércia, a consciência depende de nos erguermos e tomarmos decisões que criem novos rumos.

Se não houvesse consciência, o Inconsciente não existiria e nem muito menos haveria qualquer perspectiva de desenvolvimento de uma terapia para aliviar nosso sofrimento psíquico, porque essa depende inteiramente da atuação da Consciência, única capaz de produzir reinvenção.

Fica sabendo então, que se não te ergues e tomas decisões por tua própria e livre vontade, continuarás permitindo que o inconsciente seja o motorista de tua existência.”

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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