(708) Sentindo o foco sensorial, das nossas percepções subjetivas.

1. “Os sentimentos são invisíveis, nós podemos apenas enxergar seus vestígios e sinais aparentes, mas nunca a intensidade de seu fluxo misterioso. Isso prova que, mesmo que algo seja invisível, continua sendo real.”
2. “Procure dar razão aos seus sentimentos, para que sua alma possa encontrar a orientação adequada neste momento, em que precisa tomar algumas decisões. Os sentimentos são puros, não se intoxicam com raciocínios.”

Nesta sua participação de número 175, em nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformações interiores, são palavras do astrólogo Oscar Quiroga em duas previsões astrológicas do seu horóscopo divulgado hoje, dia 21/02/2026, com esta introdução:

– “A Vida é um mistério no qual nos movimentamos e experimentamos ser, e é de operação imparcial, sem preferências, pois, brinda com suporte para o que apreciamos e também para o que abominamos.
Poderia te dizer, com licença poética, que a Vida é o que acontece enquanto estamos preocupados e ensimesmados com nossas angústias, ou entretidos com os vídeos das redes sociais, porém, a Vida é tudo, absolutamente tudo, somos nós refletindo e somos nós perdendo tempo também, a Vida contempla absolutamente tudo.
Agora, conseguir perceber com a mesma imparcialidade que a Vida opera, esse é o maior objetivo que um ser humano pode almejar, porque ao conseguir ter essa percepção, o humano pode ser sério ou pode perder tempo, mas nada nem ninguém o amarrará, é o humano livre.”

Pergunto para você, o que podemos acrescentar? A minha resposta é “nada”. Considero Quiroga um ser humano iluminado, e muito consciente da sua missão nesta dimensão de vida. O que me motivou escolher as suas duas previsões que selecionei para iniciar este nosso encontro, foi o fato que em meus momentos de indecisão aprendi escutar mais os meus sentimentos, do que os meus conhecimentos adquiridos. Vejam que interessante: No seu artigo “Filosofia e coflito subjetivo”, esclarece Daniel Borgoni, pesquisador de pós-doutorado de Filosofia da USP:
– “A filosofia, disse Aristósteles, nasce do espanto, uma perplexidade que surge quando miramos nossos olhos no mundo e nos perguntamos “por que é, “o que é” e “como é”. Embora necessário, o espanto filosófico não é condição suficiente para a filosofia, na medida em que a pessoa que a ela se dedica deve passar por vários enfrentamentos. Um deles é de ordem cognitiva, diz respeito ao esforço que a pessoa tem de fazer para entender o encadeamento lógico do pensamento da autora ou do autor que está lendo, por exemplo.”

Por sua vez, peço sua atenção para estas considerações de João de Fernandes Teixeira, que também possui formação em Filosofia: -“Estados mentais são subjetivos, ou seja, experimentados em primeira pessoa. Quando sinto uma dor posso até descrevê-la para o médico, mas a sensação é intransferível, as palavras nunca chegam a descrevê-la na sua totalidade ou na forma que sua intencidade possa ser precisamente determinada por outra pessoa. Tampouco adiantaria um neurocientista descrever os circuitos cerebrais responsáveis pela dor. Quando eles são ativados, podemos saber que a pessoa sente dor, mas são insuficientes para determinar quão intensa ela é.”

Termino, com esta informações do médico e psicoterapeuta junguiano, Carlos São Paulo: – “Jung chamou de funções psíquicas irracionais aquelas que nos fazem perceber o mundo além da lógica e da razão. Há dois grandes grupos nessa categoria: sensação e intuição. O primeiro atende bem à “organização vertical” e percebe o mundo por meio dos cinco sentidos. É uma sensação determinada sobretudo pelo objeto. Para os que estão nesse grupo, “nada exite além do concreto e do real; considerações sobre ou além disso são aceitas apenas enquanto fortalecem a sensação. Os intuitivos absorvem os fenômenosque presenciam de forma subliminar à consciência e só vai perceber que está se orientando de modo acertado, sem ter consciência das etapas, quando finalmente tem seu momento de intuição. Por ter a função sensação subliminar à consciência eles sentem a tarefa desagradável por estarem focando no resultado final e sofrem com isso.”

Pensen nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
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3. A citaçções de strong>Daniel Borgoni e João de Fernandes Teixeira foram publicadas nas Edições 145 e 142 da Revista Humanitas, publicação da Editora Escala. De Jung, na Edição 112 da Revista PISIQUE, também da Rditora Escala.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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