“É claro que você se sentiria melhor se pudesse ter certeza absoluta sobre o que fazer a seguir, mas apesar do incômodo da incerteza, você precisa aceitar que esse estado de coisas lhe brinda com margem para mudar de rumo“.
São palavras do astrólogo Oscar Quiroga, mantendo com esta participação de número 119 a sua condição de recordista nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento – uma trajetória de transformações interiores. Se você tiver interesse em conhecer as anteriores, basta colocar o nome dele no campo de pesquisa ao lado. Mas se tiver usando o seu celular, clique nos três traços horizontais que aparecem ao lado de “Sensibilidade da Alma” e inicie a sua pesquisa desejada. Esta é a primeira vez que faço este esclarecimento, atendendo um pedido que recentemente me foi feito.
Neste nosso encontro Quiroga está se referindo a um tema relevante em nossas vidas – o da “imprevisibilidade”. Entendo que em cada um de nós, suas consequências também estão relacionadas a vários fatores das nossas realidades de interações existenciais. Dentre eles, merece atenção especial os de natureza comportamental que são subjetivamente explicados pelos nossos “estados de surpresa”. Acredito que tenha sido por isso que Quiroga inicia a escrita da sua previsão astrológica, afirmando e reconhecendo que seria melhor se todos nós tivéssemos “certeza absoluta” sobre o que fazer [mas isso é “previsibilidade”]. Resumindo: Gosto deste precioso e conhecido ensinamento do sociólogo e filósofo francês, Edgar Morin:
– “É preciso estar aberto para o incerto, para o inesperado. É preciso ser sensível ao fraco, ao acontecimento que nos surpreende.”
Termino este nosso encontro, respondendo a pergunta feita anteriormente por um seguidor. Ele quis saber como, interiormente, explico e manifesto a minha inspiração. Respondi de modo parecido, semelhante ao da resposta de Fernando Sabino (1923-2004), ao ser entrevistado por Clarice Lispector (1920-1977) [Fonte: Clarice Lispector entrevista grandes personalidades, publicação da Editora Rocco.]:
Clarice: “Fernando, qual o seu processo de trabalho, você se inspira como? Ou se trata de uma disciplina?
Fernando Sabino: “Há muito tempo que não me dou a esse luxo: o de inspirar-me. Contar com algum tema, alguma solicitação, algum estímulo que signifique uma verdadeira inspiração. E a verdadeira inspiração é aquela que nos impele a escrever sobre o que não sabemos justamente para ficar sabendo.”
Pensem nisso.
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.