(827) Sentindo o que para mim, chamo de “sentimento de espiritualidade”.

O que reúne e atrai as pessoas não é a semelhança ou identidade de opiniões, senão a identidade de espírito, a mesma espiritualidade ou maneira de ser e entender a vida.”

São palavras do escritor francês Marcel Proust (1871-1922). Que síntese primorosa! Aproveito para registrar que a sua considerada obra-prima, foi o livro “Em Busca do Tempo Perdido”.
Outro que muito se dedicou ao estudo da “espiritualidade”, foi o monge benedetino alemão Anselm Grün. Nunca esqueço dessas suas palavras – “Você é você. Você é único. Viva o que você é.” Mas ainda não sei em que contexto elas foram por ele pronunciadas. Sob uma perspectiva subjetiva da nossa interioridade, também me parecem estar relacionadas a uma necessidade “de conhecermos nos mesmos” e, assim, vivermos em harmonia com o modo que sentimos ser o melhor para nós mesmos.
Ainda com relação ao meu entendimento de “espiritualidade”, defino-o resumidamente como sendo um sentimento interior da nossa “Essência Divina“, para nós intuido de um plano universal de “Transcendência Superior”. Agora vejam que interessante: No seu livro “Em busca de Espinosa: prazer e dor na ciência dos sentimentos”, publicação da Editora Companhia Das Letras, o médico neurologista e neurocientista português, António Damásio, explica [dentro do possível, numerei resumidamente]:
1. “As experiências espirituais nutrem o ser humano.” 2. “O tipo de experiências espirituais a que estou aludindo não é equivalente a nenhuma religião.” 3. “E é hora de tocar na questão delicada que diz respeito a “localizar” o espiritual dentro do organismo humano. Não creio que haja um centro cerebral para a espiritualidade, no sentido frenológico do termo. Mas creio que podemos compreender como um estado espiritual ocorre, em termos neurobiológicos. Visto que o espiritual é uma espécie de sentimento, imagino que depende das estruturas e operações descritas no capítulo 3, em especial da rede de regiões somatossensitivas do cérebro. O espiritual é um estado particular do organismo, uma combinação delicada de certas configurações corporais e de certas configurações mentais. Manter tais estados depende da riqueza do nosso pensamento, com relação à condição do self e à condição self dos outros, no que respeita ao passado e ao futuro, no que respeita às idéias concretas e abstratas da nossa própria natureza.”

Pensem nisso!

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

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Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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