“O que vemos não é o que vemos, senão o que somos.”
São palavras de Fernando Pessoa (1888-1935). Um exemplo de que uma determinada “palavra escrita” poderá mais tarde dificultar o entendimento do seu antigo significado, em razão do seu posterior desuso.
Explico: Esse “senão” de Fernando Pessoa (que etimologicamente possui vários significados), agora deverá ser por nós entendido como sendo um “mas sim”. Vejam o que já disseram sobre o uso da “palavra escrita”: Johann Goethe: “Uma palavra escrita é semelhante a uma pérola.”; José Saramago: “É a literatura o que, inevitavelmente, faz pensar. É a palavra escrita, a que está no livro, a que faz pensar. E neste momento é a última na escala de valores.” e Malala Yousafzai em 2013, no seu discurso de inauguração da Biblioteca de Birmingham: “Não há melhor arma do que o conhecimento, e não há melhor fonte de conhecimento do que a palavra escrita.”
Certo é que para a nossa necessidade de compreensão, pode existir uma grande diferença entre as “palavras escritas” e as por nós faladas. Essas últimas, diante de um “mal-entendido”, poderão ser de imediato explicadas, esclarecidas. O que não acontece com as “palavras escritas”, que poderão depender de uma nossa explicação sobre o seu uso.
Por último, concordo plenamente com Fernando Pessoa. Isto porque entendo que todas as nossas “sensações perceptivas”, subjetivamente revelam para todos muito do que somos e também, em certos casos, para nós mesmos.
Pensem nisso!
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.