Hoje comecei o dia lendo a tradução de uma entrevista de Homero Santiago, docente do Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo, publicada na Edição 177 da Revista Humanitas, da Editora Escala. O que chamou muito a minha atenção foi esta parte:
– “Segundo uma ótica fatalista, é impossível mudar a vida, a qual se transforma em destino inevitável.
Minha primeira reação foi perguntar para mim mesmo, com esta única palavra – Será?. Isto porque sempre acreditei no nosso poder de escolha. Foi quando logo após, deparei-me com esta síntese: – “O Universo funciona suprindo necessidades enquanto nossa humanidade prefere funcionar satisfazendo desejos. A diferença entre “necessidades” e “desejos” é sutil, requer muito discernimento para ser por nós distinguida. Certo é [como acredito] que o Universo foca no essencial (necessidades), e o ego humano busca o atendimento imediato de seus (desejos). Isso chama-se “autoconhecimento”. Portanto, todos nós precisamos se interiorizar para [repito] conhecer as nossas “necessidades”, sejam elas de que natureza fororem. Sob uma perspectiva religiosa, o que motivou um enfoque subjetivo deste nosso encontro, foram estas palavras do Frei Robson Luiz Scudela, sobre o 4º Domingo da Quaresma (Jo 9,1-41), que encontrei ontem na folhinha destacável do Calendário “Coração de Jesus – Abençoai este lar”, que me foi presenteado no início deste ano:
– “Vendo um homem cego de nascença, Jesus vai ao seu encontro, restituindo-lhe a visão. Diante do milagre e do fechamento à ação de Jesus, muitos não admitiram que aquele homem era o mesmo que até então estava cego. Outros, entre eles os fariseus, acusavam que aquele homem não guardava o sábado. Outros, ainda, o expulsaram da comunidade visto que ele testemunhou que quem o fez ver veio de Deus. Jesus, vendo-o expulso da comunidade, vai novamente ao seu encontro. O cego, que agora vê, testemunha sua fé em Jesus e prostra-se diante dele, pois Jesus é a sua verdadeira luz. Também nós podemos ser curados de nossas cegueiras. Infelizmente, muitas vezes, presumindo ver, continuamos cegos, incapazes de ver Jesus, a verdadeira Luz, em quem podemos confiar.”
Pensem nisso!
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.