(555) Sentindo o nosso acreditar, em um exemplo universal de renascer.

Hoje, muito cedo, fui acordado com o sinal de recebimento pelo meu celular, de uma dessas figurinha contendo esta mensagem:

Corpus Christi
Ele se fez pão, se fez presença,
se fez amor que permanece.
Hoje celebramos o Cristo vivo
que habita entre nós. Que nossa fé
se renove neste dia santo, e que
cada partilha nos lembre:
Ele está aqui. Sempre esteve.
Sempre estará.”

“Este é o meu corpo,
que é dado por vocês.” (Lucas 22:19).
Cristo está entre nós.

Durante todos esses anos, na minha trajetória existencial nesta dimensão de vida, neste dia religioso foi a primeira vez que isso aconteceu comigo, deixando-me com esse gesto de um amigo em um sublime “Estado de Graça“. Os pesquisadores que se dedicam à descoberta das bases neurais dos sentimentos religiosos, são chamados de neuroteólogos. Dentre eles, o indiano Vilayanur Ramachandran, do Centro de Pesquisas Cerebrais e Cognitivas da Universidade da Califórnia, em San Diego, que é considerado um dos mais dedicados e respeitados nessas pesquisas.

O líder do budismo tibetano, Dalai Lama [que em 1989 recebeu o Prêmio Nobel da Paz], criou o Mind and Life Institute, um centro de pesquisas para estudar o comportamento do nosso cérebro durante a meditação e as experiências místicas. Faço esses registros apenas com a finalidade de mostrar para meus seguidores, que apesar dos avanços da ciência em diversas áreas do conhecimento humano, com destaque para as neurociências, existem várias buscas voltadas para o entendimento dos nossos sentimentos de religiosidade e, principalmente, de Fé.

Por sua vez, a jornalista científica Daniela Ovadia, pesquisadora do Laboratório de Neuropsicologia do Hospital de Niguarda, em Milão, na Itália, esclarece no seu interessante e bem fundamentado artigo sobre o poder da oração:

– “Carl Gustav Jung faz distinções entre religiosidade, religião e crença. Para ele, a primeira é uma função natural e inerente ao psiquismo, um instinto, um fenômeno genuíno; a segunda, uma atitude da mente. Já o credo é uma forma codificada de vivenciar a experiência religiosa original. E todas as fés são válidas, visto que recolhem e conservam imagens simbólicas advindas do inconsciente, elaborando-as em seus dogmas e assim realizando conexões com as estruturas básicas da vida psíquica. Ele entendia o termo em seu sentido radical, como “religio” e “religare”, ou seja, com a função de unir o consciente a aspectos inconscientes significativos; uma observação conscienciosa e acurada do numinoso (o efeito dinâmico ou existência que domina o ser humano, independentemente de sua vontade).”

Não tenho dúvidas que neste nosso encontro, muitos de nós não temos condições de entender essa explicação de Jung. Mas com a subjetiva percepção sensorial da nossa “Sensibilidade da Alma”, será mais fácil de entender apenas com estas palavras: “Ter Fé é acreditar.

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br
3. Partes desta mensagem foram possíveis de serem feitas, consultando a Edição nº 1 da Revista Grandes Temas Mente Cérebro, dedicada ao tema “Fé – lugar da divindade no cérebro”, publicação da Editora Duetto.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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