(653) Sentindo o que também aprendemos com as nossas emoções.

Nesta parte do caminho se manifestarão as emoções que não encontraram vias de expressão no momento em que foram evocadas pelos acontecimentos. Com o tempo, essas emoções podem ter amadurecido, ou apodrecido.

Nesta sua participação de número 150 em nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior, são palavras do astrólogo Oscar Quiroga, que selecionei do seu horóscopo divulgado hoje, dia 14/12/2025. Aprendi muito cedo que em nossas vidas tudo acontece “quando” e “como” tem que acontecer, não como desejamos que aconteça. Mas também, contrariando as nossas expectativas de desejos, podem nunca vir acontecer. Quiroga tocou em um ponto interessante relacionado com o fluir da “temporalidade”, nunca por mim pensado antes. Explico:

– Sempre considerei que o meu “sentir emoção” ocorre simultaneamente com a minha vivência sensorial dos eventos que lhe deram causa. Efetivando-se assim, uma relação de causalidade ensejadora das manifestações dos nossos estados emotivos.
Em razão das palavras de Quiroga que iniciam este nosso encontro, dei uma pausa na elaboração desta mensagem para pensar mais a respeito. Foi quando veio-me à mente esta situação que me motivou perguntar para mim mesmo: – Se faço uma escolha esperando um imediato resultado que não acontece? Se esse resultado, para minha surpresa, só vai acontecer muito depois, eu posso vir a me emocionar? Para esta última pergunta, fiquei surpreso porque a minha resposta foi um “SIM”.

Lembrei do excelente artigo da doutora Keitiline Viacava, Ph.D, que realizou o seu pós-doutorado em Neurociência Cognitiva na Universidade de Georgetown, em Washington. Publicado na Edição 145 da Revista Humanitas, da Editora Escala, com o título “O papel das emoções nas escolhas, numerei e dele destaco:

1. “De que maneira buscamos atingir nossos objetivos de saúde, carreira, finanças e relacionamentos? Fazemos isso a partir da avaliação das opções, realizando escolhas. A tomada de decisão é a função cognitiva que permite essa ação. Ela envolve a seleção e a análise de informações sobre as alternativas na nossa mente, culminando na obtenção de um resultado que, na maioria das vezes, é incerto.”

2. “Assim, a nossa capacidade de avaliar as situações não é totalmente objetiva. Recorremos a associações, percepções e lembranças registradas na nossa mente para reduzir esforços de mapeamentos das incertezas e atribuir valor às opções. Fazemos isso sem esforço, com apoio das emoções.”

Concluiu a doutora Keitiline Viacava:

– “Não estou, obviamente, advogando contra nenhum conhecimento, apenas sugerindo que é preciso dar um passo atrás para compreender o papel que desempenham, sobretudo como são potencializados pelas emoções para reduzir incertezas e acelerar recompensas. Somente assim evitaremos “cozinhar ovos na torradeira”. Antes de tentar eliminar as emoções das decisões, busque refletir sobre o que elas estão sinalizando. São elas que sustentam a memória, direcionam a atenção e permitem a aprendizagem – e tudo isso é considerado natural, mesmo nos casos difíceis, em que precisamos desfazer associações negativas. Por que haveria de ser diferente com a tomada de decisão? Ao adotar uma perspectiva mais flexível do papel das emoções, você aprenderá muito sobre a maneira como avalia opções, se cobrará menos e, com o tempo, saberá identificar quando confiar na sua intuição.”

Termino, citando este “sentir” do psiquiatra Augusto Cury:

SE O TEMPO ENVELHECER O SEU CORPO MAS NÃO ENVELHECER SUA EMOÇÃO, VOCÊ SERÁ SEMPRE FELIZ.”

Pensem nisso!

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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