(741) Sentindo a necessidade de inclusive subjetivamente, explicar a nossa admiração.

E pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz, você era a princesa que eu fiz coroar e era tão linda de se admirar!

São palabras de Chico Buarque, atualmente com 81 anos de idade. Um gênio da música popular brasileira. O que motivou este nosso encontro foi a sua última palavra na sua manifestação acima: “admirar“.

Sempre pergunto para mim mesmo: – “O que eu gosto e admiro,está em mim ou em que eu aprecio? Isto porque outra pessoa pode no mesmo instante, apreciando algo comigo, não manifestar os meus sentimentos de “admiração”. Pergunto: Como explicar isso? Gosto deste “sentir” de Ana Maria Haddad Baptista, que é um dos seres humanos que mais admiro. Recentemente ela foi por mim citada na mensagem 740, sobre “espiritualidade”. Sobre o tema por mim escolhido para este nosso encontro, ela escreveu na sua coluna “intersecções”, na edição 144 da Revista Humanitas, da Editora Escala:

– “A capacidade de admirar é para poucos. Porque admirar algo é despojar-se de si e admitir, para nós mesmos e para o mundo, que existem coisas muito além do que poderíamos imaginar.”

Em seguida ela explica: – “Estamos falando de uma admiração cujo recorte de visualização enxerga aquilo que até então não tínhamos imaginado. Muito diferente do “admiro-me”. Em outras palavras: admirar a si mesmo. Narciso. Infelizmente jamais faltou nem faltará para a alegria daqueles que não conseguem ir além de si mesmo. Afinal…não custa lembrar com Pessoa, entre outros, quando afirma que somos apenas o que nos supusemos. Grande verdade.”

Complementa: – “Admirar significa exercitar os nossos sentidos. Mas, ao mesmo tempo, medir o quanto somos capazes de olhar para o outro. (Para os encontro que a vida nos oferece e, muitas vezes, ignoramos). Baudelaire não foi e não será o único a ter tal capacidade. De ver e nos mostrar aquilo que passa ao largo da maioria por uma subtração, intencional ou não, de olhares cuja superficialidade não permite a percepção do que deveria ser digno de exaltação.”

Pensem nisso!

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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