(572) Sentindo que podemos “repensar nossas vidas”.

Nunca se afaste de seus sonhos, pois se eles se forem, você continuara vivendo, mas terá deixado de existir.

São palavras do ator e cineasta briânico Charles Chaplin (1889-1977). Para muitos, entendo que esse seu “sentir” nem sempre será fácil de ser colocado em prática. Principalmente por aqueles que ainda não aprenderam que sonhar também é uma forma de repensar e também buscar mudanças significativas em nossas vidas. O que também motivou este nosso encontro foi esta introdução do astrólogo Oscar Quiroga, no seu horóscopo divulgado ontem:

“O MUNDO
O mundo é o somatório de tudo que nossa humanidade pensa, sente, expressa, atua e coloca em prática no âmbito privado e público, e cada um de nós recebe o impacto telepático dessa colossal vibração, a administrando de acordo com nosso alcance de entendimento.
Para infortúnio nosso, na atualidade esse somatório se inclina acentuadamente a uma condição miserável, porque nossa humanidade anda se esquecendo de que a felicidade que busca não é uma experiência individual, mas a construção de relacionamentos auspiciosos.
Como resultado, podemos estar em momentos muito bons de nossa experiência individual, mas mesmo assim não estamos livres de circunstâncias, que se manifestam através das pessoas, que põem para baixo o que, de outra maneira, seria um momento de celebração.”

Portanto, precisamos aprender que a felicidade precisa ser buscada por todos nós. Há muito sou seguidor da doutora em Filosofia pela (PUC-SP), Monica Aiub. Este nosso encontro está sendo enriquecido com o seu entendimento conclusivo no sentido de que, subjetivamente, todos nós somos motivados e influenciados por certas circunstâncias que favorecem um nosso poder de “Repensar a Vida”.

Gosto destas suas explicações que selecionei da sua coluna PENSEI, publicada na edição 180 da Revista Humanitas, da Editora Escala (numerei):

1. Quando me perguntam o que se faz no consultório de filosofia, a primeira resposta que surge é pensar, pensar junto com outra pessoa. As questões sobre as quais pensamos podem ser as mais variadas, mas em geral, partem da vida e a ela retornam. É comum nos ocuparmos tanto com as demandas cotidianas que nos sobra pouco tempo para olhar para a vida que temos. Projetamos futuros possíveis, mas nem sempre avaliamos o quanto são realmente possíveis. Revistamos o passado, mas nem sempre compreendemos o que vivemos nem o quanto o vivido nos torna quem somos. Por vezes sentimos algo estranho, uma sensação de haver algo errado, uma certa insatisfação, uma dor difusa, um incômodo pouco definido… E muitas dessas vezes optamos por deixar para lá, não olhar para o que nos retira da rotina diária.

2. Problemas existem e atravessam nosso caminho, tirando-nos da rota comum, invadindo nosso cotidiano e nos desconcertando. Diante deles, nós nos sentimos sem rumo e somos provocados a alterar a vida, movimentar nosso existir. Então nos perguntamos: O que aconteceu? Por que? Como? Quando? Para quê? O que fazer? Nem sempre temos respostas e às vezes nossas perguntas nos enredam mais que os próprios problemas. Nós nos perdemos, rodamos em círculos intermináveis sem sair do lugar, nos culpamos, sofremos, agimos de modo a criar mais e mais problemas… Pode até parecer que não há saída, não há o que possa ser feito, afinal, nem sequer conseguimos compreender o que aconteceu. Em momentos assim, é importante falar sobre isso. Falar nos ajuda a desabafar, a olhar para as questões que incomodam, formulá-las e, o mais importante, a nos ouvir. Mas falar para quem? Poderia ser para nós mesmos, para um espelho, para uma “inteligência artificial”… Sabemos que falar para nós mesmos pode nos manter no mesmo círculo, nos dispersar. Falar para um espelho ou para um software também não nos traz a interlocução necessária. Podemos ter como interlocutores amigos, familiares, conhecidos, mas talvez nossos assuntos não recebam a devida atenção, ou tenhamos receio de possíveis julgamentos daqueles que nos acompanham na vida. Podemos ainda temer que nossas inquietações provoquem preocupações e angústias maiores nas pessoas que amamos. Ou talvez tenhamos medo de nossas vulnerabilidade serem exploradas e utilizadas contra nós, ainda que não intencionalmente. Esses são alguns dos muitos motivos pelos quais muitas vezes evitamos conversar sobre o que nos aflige.

3. A reflexão exige, assim, que a pessoa compreenda-se para além de si mesma, isto é, ela é parte de uma sociedade, do conjunto de todas as espécies que coabitam o planeta, de tudo o que há. […] Diante das reflexões éticas, somos chamados a repensar a vida, a investigar causas e consequências de nossos comportamentos, a modificar alguns hábitos ou adotar novas perspectivas.

4. Escutar filosoficamente é acompanhar o pensamento da outra pessoa, observar sua articulação de ideias, o encadeamento de seu raciocínio, a base para a formulação de suas premissas.

5. A reflexão exige análise dos contextos e das relações entre o modo de pensar e viver da pessoa e os modos próprios do mundo no qual ela se insere. Assim, a investigação sobre esses modos é um dos elementos do trabalho e é feita junto com a pessoa, pois o objetivo é que ela se aproprie deles e reflita sobre as possíveis interações com o mundo e as outras pessoas.

6. A reflexão exige, assim, que a pessoa compreenda-se para além de si mesma, isto é, ela é parte de uma sociedade, do conjunto de todas as espécies que coabitam o planeta, de tudo o que há.

7. Muitas vezes o processo de reflexão é difícil, pois nos coloca diante de causas e implicações que não havíamos observado. A transformação faz-se necessária e, consequentemente, o que tínhamos como certo e habitual desfaz-se e novas construções são exigidas. Como reconstruir? Como se reinventar? O que está por trás das novas formas que estão em construção? Quais as suas implicações?

Conclui a doutora Monica Aiub:

“Mudar hábitos, fazer escolhas diferentes, posicionar-se, permitir-se ser de outro modo são desafios difíceis de pensar e realizar, mas esse é o processo através do qual olhamos para além de nós e de nossos pensamentos e nos tornamos um pouco mais conscientes e responsáveis por nossas escolhas e suas consequências, ou seja, por quem nos tornamos e pela vida que vivemos a cada dia.”

Emocionado, termino este nosso encontro com este meu “sentir”:

– A principal motivação desta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma jornada de transformação interior, é definida pelo meu desejo de querer ajudar as pessoas, incentivando-as para uma prática individual, silenciosa, de um “voltar-se para si mesmo”. De todas as anteriores, considero esta mensagem muito especial porque todos nós precisamos repensar as nossas vidas”, acreditando que somos assistidos pela universal plenitude de um princípio maior – DEUS.

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br
3. Endereço eletrônico da doutora Monica Aiub: www.monicaaiub.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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