(492) Sentindo o sublime do “eterno”, em nossas vidas.

Tudo continua, apesar de parecer que relacionamentos terminam, que as mudanças mudam tudo, e que o passado seria o lugar onde tudo aconteceu. Tudo continua, a mais real matéria do Universo é a eternidade.

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga no seu horóscopo divulgado no dia 10/02/2025. Esta é a sua nonagésima participação em nossa caminhada para o “autoconhecimento”. Quando nos deparamos com a literalidade de muitas das suas previsões astrológicas, entendo que de modo subjetivo também podemos ser estimulados para um nosso “voltar-se para si mesmos. Neste encontro e de modo conclusivo, Quiroga está transmitindo o reconhecimento de uma “continuidade” na infinita perpetuação no Universo, sensorialmente modelada pela nossas compreensões de “eternidade”. O alcance subjetivo dessa perspectiva individual de buscas de conhecimentos [acrescento: em todas as áreas de aprendizados de “saberes humanos], pode representar para cada um de nós uma espécie de “chamado”, no sentido de necessidades de explicações para muitas das nossas reações comportamentais. Algumas, inclusive que podem nos fragilizar emocionalmente, deixando-nos totalmente paralisados, sem ação. Talvez tenha sido por isso que Quiroga se referiu aos términos de “relacionamentos”, mas no sentido de que eles “nunca acabam” porque permanecerão para sempre no nosso “inconsciente” e em nossas lembranças conscientes. Ensina o neurocientista António Damásio, no seu livro “O mistério da consciência – do corpo e das emoções ao conhecimento de si”, publicação da Editora Companhia das Letras, com tradução de Laura Teixeira Martins Castro, que recomendo como leitura obrigatória (numerei):

1. A palavra imagem não se refere apenas a imagem “visual”, e também não há nada de estático nas imagens. (…)

2.As imagens de todas as modalidades “retratam” processos e entidades de todos os tipos concretos e abstratos.

3. As imagens podem ser conscientes ou inconscientes. Cabe notar, porém, que nem todas as imagens que o cérebro constrói se tornam conscientes.

Pergunto para você:

Em termos de significados quais foram as imagens subjetivas de aproveitamento e de ajuda, que este nosso encontro lhe proporcionou?

Termino, com este “sentir” de Clarice Lispector:

Dizem que a vida é para quem sabe viver, mas ninguém nasce pronto. A vida é para quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para aprender.

Pensem nisso.

Notas:
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2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(491) Sentindo os cuidados, nas escolhas dos caminhos das nossas convivências.

O valor das pessoas que você articular para ficarem ao seu lado é o valor do caminho que todas vão trilhar juntas, consolidando interesses e visões a longo prazo. É uma longa e deliciosa caminhada. Em frente com tudo.

São palavras do astrólogo Ocar Quiroga, em uma das previsões do seu horóscopo divulgado hoje, dia 06/03/025. Existe um antigo ditado popular que nos aconselha – “Antes só do que mal acompanhado.” Trago esse exemplo para iniciar este nosso encontro, porque muitos entendem que “autoconhecimento” diz espeito apenas às nossas “buscas de interiorizações”, com a finalidade de significar os nossos sentimentos e emoções.

Fui intuído para neste nosso encontro, pedir a sua atenção para outro tipo de percepção subjetiva de “autoconhecimento”. Explico: Em todas as nossas relações de convivências, sejam elas de que natureza forem, nós precisamos não apenas conhecer as “qualidades” e os “propósitos” das pessoas com quem nos relacionamos, mas também com os valores dessas caminhadas mútuas de “interesses e visões a longo prazo”. Confesso que nunca pensei nessa subjetiva perspectiva de “autoconhecimento”. Repito: Sobre as necessidades de, previamente, serem bem avaliados os caminhos que, por vezes, o “destino” exigem as nossas opções de escolhas para serem seguidos.

Veja que interessante conclusão que me veio à mente, influenciado por Quiroga: – Diante de caminhos desconhecidos precisamos fazer nossas escolhas de acordo com o que neles podemos encontrar, e não sobre o que desejamos encontrar.

Termino este nosso encontro com este “sentir” de Clarice Lispector, sobre as passagens pelos seus caminhos, nesta dimensão de vida:

– “Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, Depende de quando e como você me vê passar.

Pensem nisso.

Notas:
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2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(490) Sentindo a caminhada para as realizações do que sonhamos e imaginamos.

A dimensão dos sonhos e da imaginação é infinita, e parece muito próxima da realidade concreta, e talvez o esteja, mas entre o sonho e a concretização há toda uma disciplina a ser aplicada cotidianamente para acontecer.

Você fará o que pretende, quanto a isso não há de haver dúvidas. A questão toda gira em torno de como você se aproximará de suas pretensões e as fará acontecer? A qualidade do caminho determina o destino.

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga em duas previsões do seu horóscopo divulgado hoje, dia 05/03/2025. Vejam que se referindo a signos diferentes do zodíaco, elas se completam. O “Sonhar” e a “imaginação” são faculdades humanas com subjetiva essência existencial de desejos que, segundo Quiroga, em termos de realizações precisão serem por nós favorecidos.

A segunda previsão diz respeito ao nosso “querer” se tornar realidade, porque sempre estará sujeito às surpresas das imprevisibilidades. Por essa razão, Quiroga reconhece a importância dos caminhos que devemos seguir para alcançarmos o destino sonhado e por nós imaginado de acordo com os nossos objetivos de conquistas, sejam elas de que natureza forem.

Termino este nosso encontro com este “sentir de Clarice Lispector:

Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas..

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(489) Sentindo o nosso “sexto sentido”.

“SEXTO SENTIDO
Nossos cinco sentidos recebem impressões do mundo exterior, as quais são processadas em diversos níveis biológicos, produzindo reações, pensamentos, imagens e desejos, tudo isso nos servindo como um sistema de localização para nos movimentarmos pelo mundo afora.

Há também outro sentido, que não está desenvolvido em todas as pessoas, apesar de todas, sem exceção, o possuir, e esse recebe impressões do mundo interior, subjetivo, que nos conecta a uma experiência muito mais ampla do que a oferecida pelo mundo objetivo e exterior.

Tudo que percebemos em sonhos e certos tipos de imaginação dependem desse sexto sentido, e nos momentos em que Netuno se expressa, como agora, a percepção do mundo subjetivo fica mais acentuada do que o normal, e cada um de nós administra a situação de acordo ao nosso alcance.”

Nesta sua octogésima terceira participação nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma jornada de transformação interior, são palavras do astrólogo Oscar Quiroga na introdução do seu horóscopo divulgado no dia 02/03/2025. Como sempre acontece, fico impressionado com a clareza na sua maneira de transmitir suas percepções interiores. Agora vejam que interessante: Sempre entendi que em nossas relações interpessoais, o “sexto sentido” também exerce uma espécie de atração de “identidades de almas”, de “sensibilidades de almas”, o que considero ser uma “percepção intuitiva” por muitos reconhecida como sendo de natureza “extra-sensorial”.

Também é merecedor da nossa atenção, o fato de Quiroga ter associado a percepção em nossos sonhos, bem como muitas das nossas imaginações, como dependentes de nosso “sexto sentido”. Detalhe: Principalmente nos momentos em que Netuno se expressa, causando-nos uma mais acentuada percepção do nosso “mundo subjetivo. Como acredito, esse seu entendimento subjetivamente também deve explicar muitas das nossas variações comportamentais.

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(488) Sentindo o nosso “sentir angústia”.

Nada será como antes, nunca mais, porém, se isso provoca angústia em sua alma, só é assim porque ainda você não conseguiu perceber que há males que vêm por bem. A vida nos protege, às vezes, de um jeito que parece castigo.

São palavras do astrólogo Ocar Quiroga em uma das previsões do seu horóscopo divulgado hoje, dia 27/02/2025. A “angústia” também é subjetivamente sentida com nossos estados de alma manifestados por “ansiedade”, “inquietude” e de “sofrimento”. Seus nexos de causalidades, variando de indivíduo para individuo, revelam muitas da nossas reações emocionais. Iniciando este nosso encontro, Quiroga exemplifica com uma das consequências da passagem ilusória do “tempo” em nossas vidas. Assim, sob uma perspectiva de mutabilidade, realmente tudo que já passou “não será mais como antes” mas, como acredito, muitas vezes são necessárias condições subjetivas para as nossas avaliações de aprendizados. Portanto, a “angústia” faz parte do espaço subjetivo humano, da constituição da nossa individualidade, da nossa identidade. Talvez seja por isso que nós sempre precisamos ressignificar nossas interações de vida, inclusive porque convivemos com realidades existenciais diferentes da nossa, o que pode subjetivamente nos influenciar com situações angustiantes.

Vejam o que já disseram sobre “angustia”:

Fernando Pessoa: “Considerar a nossa maior angústia como um incidente sem importância, não só na vida do universo, mas da nossa mesma alma, é o princípio da sabedoria.” ; José Saramago: “Quando a aflição aperta, quando o corpo se nos desmanda de dor e angústia, então é que se vê o animalzinho que somos.” ; Martin Heidegger: “A angústia é a disposição fundamental que nos coloca perante o nada.” ; Cecília Meireles: “Eu quero a memória acesa depois da angústia apagada.” ; Sigmund Freud: “Longe de ser o juiz implacável de que falam os moralistas, a nossa consciência é, pelas suas origens, «angústia social» e nada mais.” ; Anaïs Nin: “Eu não soube suportar a passagem das coisas. Tudo o que flui, tudo o que passa, tudo o que mexe sufoca e enche-me de angústia.” ; Paulo Coelho: “Você foi a esperança nos meus dias de solidão, a angústia dos meus instantes de dúvida, a certeza nos momentos de fé.”

Termino este nosso encontro, com esta crônica de Clarice Lispector:

“O que é angústia.
Um rapaz fez-me essa pergunta difícil de ser respondida. Pois depende do angustiado. Para alguns incautos, inclusive, é palavra que se orgulham de pronunciar como se com ela subissem de categoria – o que também é uma forma de angústia.

Angústia pode ser não ter esperança na esperança. Ou conformar-se sem se resignar. Ou não se confessar nem a si próprio. Ou não ser o que realmente se é, e nunca se é. Angústia pode ser o desamparo de estar vivo. Pode ser também não ter coragem de ter angústia – e a fuga é outra angústia. Mas angústia faz parte: o que é vivo, por ser vivo, se contrai.

Esse mesmo rapaz perguntou-me: você não acha que há um vazio sinistro em tudo? Há sim. Enquanto se espera que o coração entenda.

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(487) Sentindo com sentimentos de espiritualidade, o transcender existencial.

O que reúne e atrai as pessoas não é a semelhança ou identidade de opiniões, senão a identidade de espírito, a mesma espiritualidade ou maneira de ser e entender a vida.

São palavras do escritor francês Marcel Proust (1871-1922). Todos nós temos a essência existencial de “espiritualidade”, que nos favorece acreditar em um subjetivo estado conscientização de elevação interior nesta dimensão de vida. Sob uma subjetiva perspectiva de origem existencial, somos “seres espiritualizados”.

Com essa introdução peço a sua atenção para esta explicação de Daniela Ovadia, jornalista científica que desenvolve pesquisas no Laboratório de Neurologia do Hospital de Niguarda, em Milão, na Itália. [Transcrição resumida do artigo “O poder da oração”, publicado na Edição nº 1 da Revista Mente Cérebro, sobre o tema “Fé, o lugar da divindade no cérebro, da Editora Duetto]:

– “Desde seu nascimento a psicologia voltou-se para o comportamento religioso. Na Europa como nos Estados Unidos houve grande interesse em compreender o componente psíquico da “experiência religiosa” por meio da nova ciência. A espiritualidade, porém, não era considerada objeto de pesquisa. (…) Atualmente, caminhamos para um entendimento contextualizado do termo “espiritualidade” quando se refere – por coincidência, justaposição, sobreposição ou oposição – ao termo “religião” ou “religiosidade. (…) O pesquisador Vassillis Saroglou considera ‘traços de personalidade’ associados à espiritualidade. O perfil dos que valorizam sua manifestação moderna parece afastar-se do modelo associado à religiosidade clássica. A qualidade social e altruísta está presente, mas de forma menos intensa e sistemática que na religião tradicional; o interesse por questões ligadas à espiritualidade não representa mais a rigidez em relação às ideias e aos valores, revelando muitas vezes caráter extrovertido e voltado à novidade, à multiplicidade e à variedade de experiências; essa abertura permite a passagem fácil para crenças paranormais.”

Termino este nosso encontro, com este “sentir” de Clarice Lispector:

Estou com saudade
de mim. Ando pouco
recolhida, atendo demais
ao telefone escrevo,
depressa,
vivo depressa. Onde está
eu? Preciso fazer um
retiro espiritual e
encontrar-me enfim –
enfim, mas que medo de
mim mesma.

Pensem nesse estado de alma de Clarice.

Notas:
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3. Vídeo Youtube, música “Seu eu quiser fala com Deus”, interpretada por Gilberto Gil.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(486) Sentindo os benefícios do acompanhamento psicoterapeutico.

A teoria da associação de ideias, que vai reaparecer na psicanálise, vinculada ao inconsciente, e o conceito clínico de associação livre. O paciente deve entrar na associação livre, ou seja, falando o que lhe vem à cabeça, enquanto o analista fica em atenção flutuante, quer dizer, ele também entra no estado de suspensão de uma associação de ideias consciente para acompanhar a fala do paciente. Algumas pessoas dizem que é quase uma relação mágica.

Esta explicação é do filósofo brasileiro Luiz Felipe Pondé, no seu livro “Diálogos sobre a natureza humana – Perfectibilidade e Imperfectibilidade”, publicação da Editora nVersos, que recomendo a leitura. Trago para a nossa caminhada de “autoconhecimento”, uma jornada de transformação interior, por também considerar ser possível uma subjetiva comparação com o que acontece com as nossas buscas interiores, principalmente as silenciosas, individuais, através de um nossos “voltar-se para si mesmos”. Nesse seu livro, sob uma perspectiva subjetiva merece a nossa atenção este seu entendimento de Pondé: – “Nós nós não somos plenamente autônomos porque existe um inconsciente, e esse inconsciente, que está fora da autonomia consciente do EU, impacta diretamente o modo como pensamos.” O que não podemos esquecer é que a autonomia privada de cada pessoa se manifesta na sua possibilidade de se autodeterminarem de acordo com os seus interesses, sejam eles de que natureza forem, e, portanto, com liberdade de fazerem suas escolhas.

Certo é que em toda prática psicoterapeutica, sempre deverá ser respeitada plenitude da nossa “autonomia” individual, o que muito contribuirá para a descoberta subjetiva dos nossos desejos de “buscas interiores”, de “autoconhecimento”, e da subjetividade de muitos dos nossos “estados de alma”. A respeito entendia Freud ((1856-1939):

Se você fizer análise, de algum modo, poderá viver um pouco menos mal, um pouco melhor, que na realidade é o que todo mundo busca.

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(485) Sentindo os sentimentos de “Religiosidade” e de “Fé”.

A primeira coisa que se aprende em filosofia é que o que importa são as perguntas, e não, necessariamente, as respostas. Filosofar é aprender a fazer perguntas significativas que nos tornam mais inteligentes e mais interessantes (não, necessariamente, mais felizes), mesmo que sejamos mera poeira que pensa no vazio do universo, ou talvez, exatamente por isso.

São palavras do filósofo brasileiro, Luiz Felipe Pondé no seu livro “Como aprendi a pensar – Os filósofos que me formaram”, publicação da Editora Planeta que recomendo a leitura. O que motivou este nosso encontro foi um “chamado intuitivo” para pedir a atenção dos meus seguidores para os sentimentos de “Religiosidade” e de “Fé”.
Vejam que estou considerando “Religiosidade” e “Fé” com sendo dois sentimentos que, como acredito, fazem parte da natureza humana e são despertos em nós.

A ciência busca uma explicação para esses nossos dois estados de alma. O neurocientista Mario Beauregard, professor da Universidade de Montreal, em suas pesquisas sobre as nossas “experiências místicas” tem se dedicado à localização no cérebro humano que viabiliza uma espécie de percepção de transcendência de natureza mística. Os pesquisadores que procuram descobrir as bases neurais dos sentimentos religiosos, são chamados de neuroteólogos. Exames sofisticados de imagem, mostram que a origem dos sentimentos religiosos podem estar em processos neurológicos complexos. O neurologista António Damásio [muito citado nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma jornada interior de transformação], reconhece no seu livro “O mistério da Consciência – do corpo e das emoções ao conhecimento de si”, publicação da Editora Companhia Das Letras com tradução de Laura Texeira Motta:

– “Ter sentimento é extraordinariamente valioso para a orquestração da sobrevivência. (…) Em outras palavras, “sentir” sentimentos amplia o alcance das emoções, facilitando o planejamento de formas de reação adaptativa que sejam novas e talhadas sob medida para a ocasião. (…) Agora, considere o seguinte: conhecer um sentimento requer um sujeito conhecedor. Ao procurar uma boa razão para a durabilidade da consciência na evolução, não seria uma tolice dizer que a consciência perdurou porque os organismos que dela são dotados podiam “sentir” seus sentimentos.”

Gosto desta síntese de Detlef Linke (1945-2005), que em vida foi neurologista do Hospital Universitário de Bonn, onde também lecionou: – “A religião certamente é mais que um determinado estado emocional vivido em plenitude.”

Quanto ao nosso sentimento de “, para mim defino com esta palavra – “ACREDITAR“.

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(484) Sentido a subjetiva necessidade definir o que queremos.

Todo vazio existencial que a alma experimenta é provocado pela falta da companhia certa, mas como a alma precisa dela, passa a exercitar o trabalho imaginário de a construir mental e emocionalmente. Isso vale.

São palavras de Oscar Quiroga em uma das previsões do seu horóscopo divulgado hoje, dia 16/02/2025, sobre as nossas relações de convivências mútuas que são merecedoras da nossa atenção, porque todos nós temos as nossas “incompletudes”. Vejam que interessante, Quiroga está se referindo a um subjetivo e consequente “vazio existencial” que a nossa alma experimenta, por ele exemplificado pela falta de uma “companhia certa” em nossas vidas. Mas como entendo, não se trata de uma regra geral porque existem pessoas que, sempre que possível, preferem viver só, comportamento que deve ser por todos respeitado. A respeito é muito importante reconhecer que podemos estar nos sentido sozinhos e, assim, também ter essa subjetiva sensação de um “vazio existencial”.

Com relação à necessidade de escolha da “companhia certa”, também merece a nossa atenção por se tratar de uma subjetiva valoração pessoal que precisa ser muito bem avaliada por todos nós. Lembrei desta história: A filha iniciou um relacionamento amoroso e para todos dizia que finalmente encontrou para sempre o “homem da sua vida”. Com poucos dias de relacionamento, mandou fazer uma tatuagem apenas com o nome dele – Caio. Preocupada, a mãe disse que ela foi precipitada, porque precisaria de mais tempo para melhor conhecer esse rapaz. Ela reafirmou para a mãe: “Ele é o homem da minha vida que há muito eu procurava encontrar.” Passados uns dias, ele terminou o relacionamento. Desesperada, a filha procurou o tatuador para apagar tudo, e ele respondeu – “Não tem jeito, essa tatuagem é para sempre, o que podemos fazer é transformar em uma frase, sugerindo-lhe – “ Caio mas levanto“.

Sobre o “vazio existencial”, sempre que possível precisa ser por nós conhecido e definido. Essa é uma proveitosa prática de “autoconhecimento”. Sobre o subjetivo reconhecimento para nós do encontro de uma “companhia certa”, lembrei desta outra história: Em um encontro de dois antigos colegas de Faculdade, um perguntou para o outro – “Cara, quanto tempo, você casou? Não, porque ainda não encontrei a “pessoa certa”. Tempos depois, um outro encontro foi iniciado com esta pergunta: Cara, você encontrou a “pessoa certa”? Encontrei. O outro: Que maravilha, agora você está feliz! Não, deu tudo errado porque ela também estava procurando a sua desejada “pessoa certa”.

RESUMINDO.
Sinta, e subjetivamente elabore suas buscas interiores com significados para todos os seus desejos de realizações. Nossas vidas são como as ondas dos mares, que podem nos levar por caminhos ainda desconhecidos do nosso imaginário.

Pensem nisso.

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(483) Sentindo necessidade de atenção, nas nossas relações intersubjetivas.

Olhar para si mesmo não é tarefa fácil como se diz por aí. Para entender e não se perder nos meandros da psique, é precio estar aberto para uma escuta qualificada. É essa a tarefa de psicanalistas e psicólogos.”

São palavras do pisicanalista José Andrade Nogueira, na parte conclusiva do seu artigo “Além das fronteiras do objeto”, publicado na edição 141 da Revista Humanitas, da Editora Escala. Logo no início das suas considerações ele explica:

– “Antes de avansar no assunto, seria interessante pensar que, para os conceitos da filosofia, geralmene o objeto está por fora do sujeito e não se associa necessariamente ao que há dentro dele; pelo contrário, associa-se a tudo aquilo que esteja fora do indivíduo, sujeito ao objeto. Da mesma forma, este mundo do sujeito, do indivíduo, torna-se subjetivo, ou seja, tudo aquilo que faz parte dele mesmos.”

O que me motivou trazer essas considerações para este nosso encontro, foi esta sua observação após se referir a uma entrevista concedida por Lacan para Emilio Granzotto, na revista italiana Panorama de 1974: “[…] Tomam-me por um obscuro que esconde seu pensamento em cortinas de fumaça. Eu me pergunto por quê. A propósito da análise, repito com Freud que é ‘o jogo intersubjetivo’ através do qual a verdade entra no real”.

Em seguida o psicanalista José Andrade Nogueira comenta:

– “Segundo as observações de Jacques Lacan nesse trecho da entrevista, destaca-se notoriamente esse mundo do sujeito que, em conflito consigo mesmo, traz para fora o que ele, Lacan, chama de “real”. Desta forma, fica tão claro para nós que, para a psicanálise, tanto o mundo dentro do sujeito – o mundo subjetivo – quanto o mundo fora dele – o mundo objetivo – se misturam, causando uma série de conflitos inevitáveis e, muitas vezes, tormentosos, inquientantes, doorosos. (…)
Em suma, na psicanálise, esses fenômenos causais que, em virtude da vivência do indivíduo, tornam-se parte dele são ao mesmo tempo interiores e objetivos. Mas como assim? Simples! Para a Psicanálise, um fator gerador de ansiedade nas pessoas está exatamente entre esses conflitos intersubjetivos já descritos por Lacan.

Se você gostou deste nosso encontro e havendo interesse, procure se informar a respeito.

Notas:
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