(450) Sentindo que podemos criar e significar o nosso “tempo”.

Lembro-me do passado, não com melancolia ou saudade, mas com a sabedoria da maturidade que me faz projetar no presente aquilo que, sendo belo, não se perdeu.

São palavras da escritora Lya Luft (1938-2021), para quem dediquei a criação desta nossa caminhada para o “autoconhecimento” (mensagem 001). Um precioso ensinamento por ela, subjetivamente considerado “sabedoria da maturidade”.

Este nosso encontro foi motivado pela leitura do interessante artigo “Modificar o passado?”, do Filósofo Clínico Lúcio Packter, que foi publicado em outubro de 2013 na Edição nº 87 da Revista Filosofia, da Editora Escala. Ele inicia fazendo-nos esta pergunta:

Você gostaria de mudar eventos em seu passado para que tudo o que houve depois, as decepções, as tristezas, os enganos, pudessem ser evitados?

Em seguida responde, com esta explicação:

“Em diversos casos é possível modificarmos o passado, a experiência subjetiva de determinados eventos. Os caracteres que permitem essa modificação do passado podem atuar de modo focal, como em uma vivência dolorosa, ou podem agir de modo sistêmico: nesse último caso, uma série de desdobramentos em cascata costuma ocorrer alcançando possivelmente os dias atuais e, em alguns casos, seguindo para o futuro. (…) Reinterpretar o passado é uma das maneiras mais comuns de se entabular tal modificação, ainda que, em muitos casos isso pouco adiante, pois é insuficiente para a pessoa refazer em outras bases o que aconteceu.”

Termino o nosso encontro, com este meu entendimento:

– Ninguém pode, em sua atual realidade, modificar o seu “passado” [no sentido de mudar o fluir da sua inteireza]. O que podemos fazer no nosso “presente”, através das conhecidas buscas individuais de “autoconhecimento”, ou com a ajuda de “acompanhamentos psicoterápicos”, é procurar “identificar” e até mesmo entender as causas subjetivas de eventos ocorridos no nosso “passado” que, no nosso “presente”, podem estar nos incomodando, fazendo mal, e… O que não devemos, no nosso “presente”, é continuar revivendo, continuar perpetuando em nós, eventos que aconteceram no no nosso “passado”, mas ressignificá-los em nossas novas realidades existenciais. Volte para o inicio deste nosso encontro, e veja o exemplo de Lya Luft. O “tempo” não existe, é apenas uma necessária abstração humana. Crie para você um seu “tempo”, enriquecido com as proveitosas experiências do seu “passado”.

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(449) Sentindo mais uma vez nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento”, Clarice Lispector.

A saudade é a prova que o passado valeu a pena.

O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido. Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado

São palavras de Clarice Lispector sobre o “passado”, em dois momentos da sua vida. Clarice transmitia a percepção interior do seu “sentir”, através de uma linguagem simples, compreensível e direta [portanto, de fácil compreensão]. Sabia, com elegância de estilo, transformar o aparentemente complicado, em uma linguagem simples com matizes de pureza e de beleza. Vejam este exemplo em Água viva:

– Rosa é flor feminina que se dá toda e tanto que para ela
só resta alegria de se ter dado. Seu perfume é mistério
doido (…) Os cravos vermelhos berram em violenta beleza
(…) O crisântemo é de alegria profunda (…)

Em setembro de 1956 escreveu uma carta para Fernando Sabino, iniciada com estas palavras:

“Eu queria me pôr completamente fora do livro, e ficar de algum modo isenta dos personagens, não queria misturar ‘minha vida’ com a deles. Isso era difícil. Por mais paradoxal que seja, o meio que achei de me pôr foi colocar-me dentro claramente.”

Terminou, manifestando esse seu “sentir”:

Certas coisas não se dizem, porque dizendo, deixam de ser ditas pelo não-dizer, que diz muito mais.

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br
3. As citações sobre Clarice Lispector oram reproduzidas da Edição 229 da Revista CULT, de novembro de 2017, Ano 20, da Editora Bregantini, que recomendo a leitura para todos o seguidores, como eu, de Clarice Lispector.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(448) Sentindo uma subjetiva percepção, com o passar do tempo em nossas vidas.

O tempo passa e percebemos por que deixamos nossas marcas pelo caminho, como o náufrago na ilha deserta que vai riscando a pedra para evitar esquecer que foi esquecido pelo mundo.

São palavras do doutor em Educação Histórica pelo UFPR, Daniel Medeiros, na sua coluna Ideia & Eventos, com o título “Um ano para a História”, referindo-se ao ano da pandemia, publicada na Edição 158 da Revista humanitas, da Editora Escala. Ele inicia com estas palavras:

– “Todo ano que termina nos faz respirar aliviados, principalmente por ainda estarmos respirando, apesar de tudo. E isso quer dizer que até aqui vai tudo bem. Afinal, ainda estar por aqui implica a possibilidade de refazer os caminhos abandonados, reiniciar as promessas esquecidas, recuperar os prejuízos ocorridos, reformar as decisões mal pensadas, recalcular os rumos da jornada. Ou seja, continuar vivendo.”

Pouco depois, Daniel Mederios complementa citando Freud:

Freud já lembrava, em seu Luto e Melancolia, a importância de deixarmos o tempo atuar sobre nossas energias psíquicas até que elas resolvam aceitar a perda do objeto de desejo e voltar-se para outro, pois sempre há um objeto desejo largado por aí, nesse mundão. A doença, lembrava o mestre vienense, é continuar a amar o objeto perdido e ignorar sua partida, seu desfazimento no Letes, o rio do esquecimento necessário.

A subjetiva analogia da percepção da passagem do tempo feita pelo náufrago na ilha deserta, me fez lembrar deste ensinamento transmitido em 2011, com o filme “Medianeras”, dirigido por Gustavo Taretto:

– “A estrutura de pensamento é como nos constituímos em nossa relação com o mundo, ela é composta por tópicos que identificam algumas características de nossa singularidade: como vejo o mundo, como me vejo, minhas emoções, e mais alguns outros tópicos (…). O filme Medianeras faz uma análise da solidão, não uma solidão traumática, mas “uma solidão a que já estamos acostumados. De todos os dias. Solidão urbana. A solidão que sentimos quando estamos rodeados de desconhecidos”, como disse Taretto. Uma solidão que vamos construindo cotidianamente e, como no caso de Martin (Javier Drolas), identifica na sua cidade traços de si” (Referindo-se ao crescimento descontrolado da cidade de Buenos Aires).

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(447) Sentindo com o passar do tempo, a chegada da velhice.

Uma bela velhice é, comumente, recompensa de uma bela vida.

São palavras do filósofo e matemático grego Pitágoras (c.570-495 a.C). Que síntese preciosa de valoração do nosso existir, condicionando o reconhecimento de “uma bela velhice” como sendo recompensa de “uma bela vida”. Confesso nunca ter pensado assim, pois sempre detive minha atenção para este meu subjetivo reconhecimento:

– Para cada um de nós parece existirem ciclos do nosso viver concentrando espécies de oportunidades, de possibilidades de descobertas e de acontecimentos, desejados ou não por nós, que condicionados à nossa liberdade de escolhas determinarão o que fomos nesta dimensão de vida.

O que motivou este nosso encontro foi a excelente abordagem da doutora em Filosofia pela PUC de São Paulo, Monica Aiub, com o título “A velhice e o tempo”, divulgada na sua coluna PENSEI, Edição 177 da Revista humanitas, da Editora Escala. Esta é a sua segunda participação em nossa caminhada para o “autoconhecimento”. Dela destaco estes enfoques para os quais peço a sua atenção (numerei):

1. Nós nos sentimos envelhecidos ao notarmos que o mundo em que nascemos e crescemos não existe mais como era; as relações não se dão da maneira como apendemos; o trabalho que sabíamos fazer não tem mais utilidade; não temos o mesmo corpo e a mesma memória. 2. As questões sobre o envelhecimento surgem independentemente da idade cronológica da pessoa. Há jovens que aos vinte e poucos anos já se consideram idosos ou se preocupam com a velhice; enquanto outros jovens, maiores de 70, vivenciam sua quase plena juventude. 3. Não é possível traçar, somente através da idade cronológica de uma pessoa, seus limites, possibilidades ou necessidades; é preciso conhecer as reais condições existenciais dela, ainda assim, a margem de erro é grande. 4. Em “Sua velha”, citei Simone Beauvoir, no livro A velhice, tratando da dimensão existencial das situações humanas. No caso da velhice, uma modificação da relação com o tempo, que implica mudanças nas relações com o mundo e com a própria história. Por outro lado, aponta ela, não se tratar de um estado natural, mas de um “estatuto” construído e imposto socialmente. Não nos vemos como “velhos”, somos vistos e nomeados por outros a partir de padrões sociais vigentes. Paradoxalmente, o modo como nos relacionamos existencialmente como tempo – e que interfere na forma como nos relacionamos conosco, com o mundo e com os outros – não é referencial do “ser velho”. 5. A velhice nos faz perceber a proximidade do fim, da morte. Se, de um lado, a ideia de terminalidade nos assalta e angustia, de outro, nos faz pensar como queremos viver o tempo que nos resta.

Monica, conclui:

Se a velhice é, como afirmou Beauvoir, uma modificação de nossa relação com o tempo, se como seres vivos somos dotados de plasticidade e capazes de nos reinventar, por que não transformamos nossos modos de viver a partir da relação com o tempo que temos hoje?

Termino este nosso encontro com esta explicação da minha filha, Jamille Mamed Bomfim Cocentino, na introdução do seu livro “O Amor nos Tempos da Velhice – perdas e envelhecimento na obra de Gabriel Garcia Márquez”, publicação da Editora Casa do Psicólogo, fruto de pesquisa de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura da Universidade de Brasília:

– Neste estudo, partimos do princípio de que pensar os aspectos subjetivos relacionados à velhice e suas perdas constitui um imperativo para os profissionais da saúde mental na contemporaneidade. É uma oportunidade ímpar de oferecer uma parcela de contribuição para a expansão do conhecimento sobre uma temática que nos parece insuficientemente tratada e estudada na literatura psicológica do Brasil. A literatura é, sem dúvida, uma importante possibilidade e instrumento para auxiliar a compreensão de processos subjetivos que perpassam a velhice e suas perdas. A literatura pode fornecer uma contribuição valorosa aos estudos da psicologia que buscam um entendimento melhor e mais profundo do processo de envelhecimento em nossa cultura e dos processos subjetivos associados às perdas na velhice.

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(446) Sentindo a importância do nosso pensar.

Investigar as origens do pensamento com base na realidade, deparar-se com o próprio erro e aprender com ele, modificar a conduta podem ser consequências do pensar junto com outras pessoas. Mas nosso cotidiano nos envolve, cada vez mais, em tarefas mecânicas.”

São palavras de Monica Aiub, doutora em Filosofia pela PUC de São Paulo, na sua coluna PENSEI, na Edição 178 da Revista humanitas, da Editora Escala. Há muito sou seu seguidor, mas só agora estou realizando um antigo desejo – o de enriquecer com seus ensinamentos a nossa caminhada de buscas interiores de “autoconhecimento”, motivado pela sua interessante e bem fundamentada abordagem sobre a nossa “Tarefa do Pensar“. Isto porque como entendo, quando pensamos revelamos o que sentimos. Para este nosso encontro selecionei estas partes (numerei):

1. “O modo como pensamos – ou nos isentamos de pensar, quando externalizamos a tarefa – nos propicia uma leitura da realidade que guia nossas ações, nossas possíveis intervenções no real e, consequentemente, em nossa vida.

2. Raras são as vezes em que nos questionamos sobre os pensamentos que nos guiam, comumente os tomamos como verdades. Examinar nosso modo de pensar, suas origens, seu desenvolvimento e suas implicações é papel da filosofia. Também é papel da filosofia examinar, diante dos fatos, o que é ou não verdade – ainda que a discussão em torno do conceito de verdade possa ser bem mais complexa.

3. Assumir a tarefa de pensar não significa que não tenhamos referências, influências, interesses; significa termos consciência do lugar a partir do qual lemos o mundo, interpretamos os fatos, mas também ter consciência de outros lugares possíveis, das contraposições e, principalmente, dos motivos pelos quais nos mantemos neste lugar. Por isso, não estamos sós na tarefa. Dialogamos com nossas referências, a partir de um repertório cultural construído e aprendido socialmente; dialogamos com as pessoas com nossas questões. É a partir do diálogo que estabelecemos nossas reflexões, nossos questionamentos sobre a vida cotidiana e, até, sobre nossos próprios pensamentos. Não qualquer diálogo, mas aquele que nos provoca a examinar nossos princípios, valores, argumentos, pensamentos e ações.

4. Investigar as origens do pensamento com base na realidade, deparar-se com o próprio erro e aprender com ele, modificar a conduta podem ser consequências do pensar junto com outras pessoas. Mas nosso cotidiano nos envolve, cada vez mais, em tarefas mecânicas.

5. Como o filosofar se dá em diálogo – e o diálogo exige escuta atenta, investigação e penar junto -, a tarefa do pensar se expande sempre que nos dispomos a ela. A disposição em: examinar e reavaliar nossas crenças, opiniões, hábitos, condutas quando somos questionados; investigar, descobrir e examinar novos fatos; debruçar-se sobre antigos e novos problemas; perceber, perceber-se; reinventar-se e criar mundos…

Termino este nosso encontro, com este “sentir” deo filósofo alemão Schopenhauer (1788-186):

Importante não é ver o que ninguém nunca viu, mas sim, pensar o que ninguém nunca pensou sobre algo que todo mundo vê.

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(445) Sentindo a necessidade de sublimar nossas vidas.

Nunca é tarde para velar o passado e lhe conferir um sentido, um destino para ser preciso, que não é o do apagamento e do silêncio, mas o da reflexão.

São palavras do filósofo e psicanalista Érico Andrade, na sua coluna sobre cinema, na Edição 141 da Revista humanitas, publicação da Editora Escala, comentando o documentário “Emicida: AmarElo – É tudo Pra Ontem”, dirigido por Fred Ouro Preto. Ele inicia com esta introdução:

TUDO QUE NÓS TEMOS É NÓS
A história só existe quando é contada. E existem diversas formas de contar uma história. Para quem foi vedado o caminho das letras se conta história com o corpo. Com o movimento da boca, das pernas e mesmo a herança de um batuque. É possível também contar história desviando o corpo do destino puramente relativo e, completamente compreensível, para lhe entregar à arte.
Algumas e alguns diriam que é possível sublimar o sofrimento e produzir arte. Sublimar, para alguém desavisado, não é esquecer o sofrimento ou fingir que ele não existiu, porque, no final das contas, a gente nunca esquece. Trata-se de elaborar. Sentir, repetir e refletir. Caminhar, apesar de todos os grilhões que nos prendem.
Sublimar é quando podemos fazer um longo, árido e necessário trabalho de luto. É só aí que podemos atingir o passado com o presente.
Os iorubás, na sua ancestral sabedoria, diriam que “Exu matou um pássaro ontem com uma pedra que só lançou hoje”. É isso. Nunca é tarde para velar o passado e lhe conferir um sentido, um destino para ser preciso, que não é o do apagamento e do silêncio, mas o da reflexão.

PERGUNTO

COMO VOCÊ, SILENCIOSAMENTE, CONTARIA PARA SI MESMO A SUA HISTÓRIA DE VIDA?

Certo é que com o passar do tempo, tudo que acontece em nossas vidas é resultado de causalidades que, nem sempre, permanecerão conhecidas por nós. Por essa razão, existem imprevisibilidades que nos surpreendem, mas outras não. Sob uma perspectiva subjetiva já pensei muito a respeito. Atualmente não mais, porque me parece existir uma espécie de necessidade de todos nós, nesta dimensão de vida, termos que vivenciar essa experiências como sendo fontes de aprendizados. Em uma avaliação temporal, no meu caso, não esqueço muitos dos meus momentos difíceis e indesejados.
Resumindo: Como “sublimar” também significa “tornar sublime“, termino este nosso encontro respondendo a pergunta acima com estas minhas palavras:

– O que for lembrado da minha história de vida, sempre será por mim contado com a perpetuação das matizes subjetivas de todos os meus sentimentos sublimes.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(444) Sentindo a potencialidade interior de acreditar mais em nós mesmos.

Se você fica o tempo todo se importando com as circunstâncias é porque ainda não fortaleceu sua vontade o suficiente para se tornar independente dessas. Sua vontade pode moldar o cenário pelo qual você transitar.

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga, em uma das previsões do seu horóscopo divulgado hoje, dia 20 de novembro de 2024, no jornal Correio Braziliense, totalizando a sua septuagésima primeira participação nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento”. Recentemente me perguntaram sobre esse número de participações; respondi ser pela “subjetividade” nos seus conhecimentos de astrologia, transmitidos através de uma escrita simples e de fácil compreensão.

Vejam o exemplo acima:

Realmente existem pessoas que se preocupam mais com as “circunstâncias”, sejam elas de que natureza forem, de acordo as suas percepções interiores de avaliação. Para Quiroga, esse comportamento encobre, subjetivamente, a nossa necessidade consciente de ser mais livres e, portanto, mais libertos dessas circunstâncias que podem nos prejudicar ao expor nossas ideias e, até mesmos, de mostrar para nós mesmos, e para todos, o nosso modo de ser, de avaliar e nos posicionar. Isso é prática individual de “autoconhecimento”, que pode ser melhor avaliada com a ajuda de “acompanhamento psicoterápico”.

Termino este nosso encontro com estas palavras conclusivas de Quiroga:

“A sua vontade pode moldar o cenário pelo qual você transitar.”

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(443) Sentindo a importância da subjetividade dos acontecimentos, em nossas vidas.

Suas certezas estão sendo modificadas como efeito dos acontecimentos em curso e, também, porque sua alma vem questionando intimamente seu papel na vida. Assim, se inaugura uma época de boas transformações.

O poder que você busca não está nas circunstâncias, que podem ser favoráveis ou adversas, de acordo com o momento, mas em fortalecer sua vontade para que essa prevaleça em todos os cenários mutáveis pelos que transitar.

Já estava sentindo a sua falta. Nesta sua septuagésima participação em nossa caminhada para o “autoconhecimento”, Oscar Quiroga me parece iluminando ao transmitir para os seus seguidores essas suas previsões astrológicas. Isto porque apesar da clareza na sua escrita, também nos instiga para a necessidade de ser feita uma subjetiva interpretação (como acontece neste nosso encontro.

Voltem para o início desta mensagem, façam uma releitura dessas suas duas previsões astrológicas. Na minha avaliação, são belas manifestações sobre as “circunstâncias” presentes em nossas vidas sendo, muitas delas, mutáveis em todos os sentidos pelo fluir do curso dos acontecimentos. Quiroga explica que isso acontece porque a nossa alma [que nesta caminhada para o “autoconhecimento” estou tendente a começar a também chamar de “o nosso outro “EU”], motiva-nos a questionar mais, principalmente de modo subjetivo, sobre a nossa missão existencial e espiritual nesta dimensão de vida.

Se você gostou deste nosso encontro virtual, termino pedindo a sua atenção para este entendimento dos doutores João Antonio de Moraes e Adriano Matilha, transmitido em conjunto na sua abordagem que recebeu o título, “Oráculo Digital”, publicada na Edição 162 da revista humanitas, publicação da Editora Escala:

– “As subjetividades dos indivíduos construídas no contexto de digitalização da vida humana têm como fonte, para construção das visões de mundo e das crenças individuais, as informações obtidas a partir das tecnologias digitais. De modo geral, frequentemente os indivíduos se “alimentam” de informações fornecidas por redes sociais e aplicativos de comunicação instantânea, como Facebook e WhatsApp, depositando grande grau de confiabilidade a elas.”

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(442) Sentindo a importância da “cultura” e da “inteligência artificial”.

CULTURA NÃO É LER MUITO, NEM SABER MUITO. É CONHECER MUITO.

Nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento”, pela primeira vez vou falar de dois temas: Cultura e Inteligência Artificial, que considero serem marcos históricos importantes para a evolução da Humanidade. As palavras escolhidas para iniciar este encontro, são de Fernando Pessoa (1888-1935).

Todos nós temos noção sobre o que devemos entender por cultura em uma sociedade livre e civilizada. Sob uma subjetiva perspectiva, entendo que todas as manifestações de culturas devem, necessariamente, estar associadas a um complemento sobre a que se referem. Um bom exemplo é quando estamos nos referindo aos hábitos e às crenças de um determinado povo.
A cultura é condição humana valiosa para a educação e para o nosso crescimento em todos os sentidos. Vejam estes reconhecimentos sobre a sua importância:

De Confúcio – “A cultura está acima da diferença da condição social.”; de José Ortega y Gasset – “Cultura é o sistema de ideias vivas que cada época possui. Melhor sistema de ideias das quais o tempo vive.”; de Herbert Spencer – “A cultura do espírito aumenta os sentimentos de dignidade e de independência.”; de André Malraux – “A cultura não se herda, conquista-se.” e, finalmente, da nossa Fernanda Montenegro – “Nossa deformação cultural nos faz pensar que cabe a um segmento da sociedade levar cultura a outro. Nós temos é que buscar a cultura no povo, dando condições para que ela brote.”

Sobre a Inteligência Artificial, na edição 165 da Revista humanitas, publicação da Editora Escala, em sua coluna “Ideias & Eventos”, com o título “O futuro do futuro”, Daniel Medeiros, doutor em Educação Histórica pela UFPR e professor no Curso Positivo, faz estas interessantes observações (numerei):

1. “A questão que se coloca com a emergência das inteligências artificiais, que assumem a função de pensar por nós e por responder a milhares de questões que antes exigiam esforço humano, além de criar, compor, desenhar, redigir, programar e tudo o que antes parecia ser resultado exclusivo do nosso gênio, é como será o futuro agora que o futuro já chegou e que os livros de ficção perderam a graça diante da realidade cotidiana, cada dia com uma novidade, desde o primeiro chat, no fim do ano passado, até esse momento, no qual mais de dois mil tipos de inteligências artificiais já estão disponíveis para todos os perplexos usuários.”
2. “Este texto ainda está sendo feito por mim. Sentei-me diante do computador – uma invenção fabulosa, como antes havia sido a máquina elétrica, e antes a máquina manual, e a caneta esferográfica, e a caneta tinteiro, e o lápis, e a pena, e… – e redigi essas palavras, frases e parágrafos. Até quando isso será necessário? Por que simplesmente não peço que a IA faça isso por mim? A resposta a essa pergunta é o grande desafio para nós nos próximos anos. E, creio, dessa resposta depende muito do que chamamos de Humanidade.”

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(441) Sentindo as pedras, nas realidades do nosso “existir”.

Nossos verdadeiros desejos sempre se transformam em realidade.

São palavras do escritor Paulo Coelho, imortal da Academia Brasileira de Letras. Foram por mim escolhidas para iniciar este nosso encontro porque, apesar de acreditar que muitas coisas acontecem quando têm que acontecer, também entendo que nós precisamos criar nossas realidades. A iniciativa de criação desta mensagem, veio-me à mente ao conhecer a história de “Sísifo“, assim contada por Daniel Medeiros, que é doutor em Educação Histórica e professor no Curso Positivo. Dentro do possível assim vou resumir, complementando e respeitando a inteireza da sua explicação (numerei);

1. Sísifo, na mitologia grega, foi um cidadão condenado pelos deuses a subir um morro carregando uma pesada rocha, apenas para vê-la deslizar pelo trajeto já percorrido, e depois recomeçar tudo outra vez.

2. O objetivo simbólico dessa repetição, era o de mostrar a falta de finalidade da existência humana. Explico: Ao se aproximar do topo do morro as esperanças se renovam, são feitos novos planos, e acredita-se que tudo vai ser diferente.

3. Como acontece na virada do ano, quando comemoramos o fim de um ciclo existencial de nossas vidas e outro se inicia. É quando nem sempre percebemos que as nossas simbólicas “rochas pesadas” lentamente podem refazer novos caminhos de volta, para os pés dos morros de nossas vidas.

4. Conclusão: Se compreendemos que o fluir existencial de nossas “vidas” também pode ser comparado ao “rolar da pesada rocha” de Sísifo, para o doutor Daniel Medeiros “em algum momento pode surgir a pergunta que é, segundo o filósofo Albert Camus, a única verdadeira questão da existência humana: o que fazer? Continuar? Ou, como diria o poeta João Cabral de Mello Neto, “pular da ponte da vida?”.

Complementa o doutor Daniel Medeiros, de modo conclusivo:

– “Albert Camus escreve um belo livro sobre esse personagem inigualável, afirmando que toda a alegria silenciosa de Sísifo consiste nisso. Seu destino lhe pertence. A rocha é sua casa. Da mesma forma, o homem absurdo manda todos os ídolos se calarem quando contempla seu tormento. No universo que repentinamente recuperou o silêncio, erguem-se milhares de vozes maravilhadas da Terra. O ano novo começa, nossa vida recomeça. Se temos consciência disso, sabemos que haverá pedra e haverá subida. Quando a pedra deslizar e se perder lá embaixo, estaremos no alto do morro e seremos livres. Não será por muito tempo, mas será um tempo único e incrível. Depois, desceremos com o vento no rosto, sentindo as forças da natureza restaurando nosso cansaço. E será hora de encarar a pedra novamente, com a alegria de quem sabe o que está fazendo.

Termino esta mensagem, com este meu “sentir”:

– A VIDA NOS OFERECE OPORTUNIDADES EM TODOS OS SENTIDOS DO NOSSO EXISTIR. MUITAS DELAS, AINDA ENCOBERTAS PELAS “PEDRAS EM NOSSAS CAMINHADAS, QUE PRECISAM SER POR NÓS DESCOBERTAS E REMOVIDAS.

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

error: Content is protected !!
Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.