(460) Sentindo neste Natal, nossos entes queridos em uma dimensão de transcendência espiritual.

Se quiseres entender a beleza de um pássaro, uma folha ou uma pessoa, deves direcionar toda a sua atenção a ele. Isso será percebimeto. E podes direcionar toda tua atenção para algo apenas quando estiveres interessado.

São palavras do filósofo indiano Krishnamurti (1895-1986), ao manifestar o seu entendimento sobre o que devemos entender sobre “percebimento”. Explicando com minhas palavras, é a capacidade que temos de poder direcionar toda a nossa atenção para algo somente quando estamos interessados, quando realmente queremos entender algo importante em nossas vidas, dedicando toda a nossa atenção. Em artigo publicado na edição 107 da Revista SOPHIA, no início deste ano, com o título “O processo da consciência”, Svitlana Gavrylenko comenta:

– Alguns psicólogos modernos definem percebimento, ou atenção plena, como o rastreamento contínuo das experiências atuais, ou seja, um estado em que o sujeito se concentra na experiência do momento presente, sem se envolver em pensamentos sobre eventos passados ou futuros. Essa é a chamada capacidade da consciência de introspecção em suas próprias atividades. Portanto, alguns tendem a entender o percebimento como uma presença “aqui e agora” constante, mas parece que essa é uma visão um tanto simplificada.

No início desta nossa caminhada para o “autoconhecimento”, nunca imaginei chegar a esse número de mensagens postadas. Muito cedo fiquei convencido de que nesta nossa dimensão existencial de vida, tudo acontece “quando” e “como” tem que acontecer. Assim também devemos entender a “finitude humana“. Este nosso encontro tem para mim um subjetivo significado muito especial. Explico: Nesta data, em muitas comemorações anteriores do Natal, sempre fiquei muito entristecido com a ausência de uma pessoa muito querida e importante na minha história de vida, que foi para um Plano Superior de Elevação Espiritual. Pensando na sua ausência, sem uma explicação de causalidade, comecei a ler a referida revista acima citada. Foi quando nela encontrei o referido ensinamento de Krishnamurti sobre o nosso “percebimento interior”. Foi quando, emocionado, veio-me à mente a vontade de ‘in memoriam’ dedicar para Sônia esta mensagem.

Vejam o que já disseram sobre a finitude humana: Pablo Picasso “A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.” ; Mario Quintana “A morte deveria ser assim: um céu que pouco a pouco anoitecesse e a gente nem soubesse que era o fim…” ; Maximilien de Robespierre ; “A morte não é o sono eterno. A morte é o início da imortalidade!.” e Schopenhauer“A vida é um sonho e a morte o despertar.”.

Pensem nisso.
Feliz Natal para todos nós.

(459) Sentindo a proximidade de um novo ano em nossas vidas.

Eis a minha doença: não me restam lembranças, tenho apenas sonhos. Sou um inventor de esquecimentos.

São palavras do escritor moçambicano Mia Couto, um dos meus preferidos, no seu romance “O Mapeador de Ausências“, publicação da Editora Companhia Das Letras, que recomendo para meus seguidores.
A primeira sensação que tive com a leitura desse livro, foi a da ilusória passagem do “tempo” em nossas vidas que, no entanto, subjetivamente pode parecer esquecida em nossas memórias como se estivesse apagada para sempre. Na mensagem anterior, registrei ser a última de 2024, mas recebi vários pedidos de seguidores para continuar mais um pouco e, se possível, até a chegada de um novo ano em nossas vidas (2025). Fiquei emocionado!

Mia Couto considera ser uma doença quando “não lhe restam lembranças”, certamente referindo-se aos fatos marcantes de sua trajetória de vida. Em seguida, valoriza seus sonhos para se declarar “um inventor de esquecimentos” [Gostei desse seu “sentir”]. Certo é que os nossos tempos “passado”, “presente” e “futuro”, compondo a história de nossas vidas, podem não serem mais lembrados com riquezas de detalhes; mas nunca serão, por nós, totalmente esquecidos. Isto porque, como entendo, nós somos somos subjetivamente impulsionados por sucessivas necessidades de novas experiências de “descobertas”, de “melhorias”, de “crescimentos”, … Além disso, o nosso “tempo” também podem ser subjetivamente delimitado por circunstâncias que são muitas vezes indesejadas por nós e, portanto, difíceis de serem esquecidas, e compondo um mosaico existencial do nosso “existir” modelados, de modo consciente, de acordo com as nossas manifestações de “escolhas”. Vejam o que já falaram sobre o “tempo“:

Clarice Lispector: “Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito.” ; Fernando Pessoa: “Tudo o que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível.” e “A memória é a consciência inserida no tempo.” ; Lewis Carrol, em “Alice no País das Maravilhas”: Quanto tempo dura o eterno? Responde o coelho, Às vezes apenas um segundo.” ; Mario Quintana: “Não faças da tua vida um rascunho. Poderás não ter tempo de passá-la a limpo.” e “Na convivência, o tempo não importa. Se for um minuto, uma hora, uma vida. O que importa é o que ficou deste minuto, desta hora, desta vida.” ; Charles Chaplin: “Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre.” ; José Saramago: “Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.” ; François Rabelais: “Tudo chega com o tempo, para quem sabe esperar.” ; Plutarco: “O tempo é o mais sábio dos conselheiros.” ; Auguste Rodin: “Nada é perda de tempo se você usar a experiência sabiamente.” ; Sêneca: “O tempo revela a verdade.” ; Santo Agostinho: “O tempo é um vestígio de eternidade” ; Machado de Assis “O tempo corre, e as nossas sensações com ele se modificam.” e Anaïs Nin: “Sempre dizem que o tempo muda as coisas, mas que tem que as mudar é você.”.

Pensem nesses sentires.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(458) Sentindo que tudo da nossa história de vida, merece ser avaliado e contado.

“Somos conhecedores da nossa história de vida? O que aconteceu nos primeiros anos após o nascimento, sabemos o que para nós será contado. Depois, quando temos consciência das nossas sucessivas interações existenciais, podemos lembrar de muitos fatos marcantes e assim compor a história das nossas jornadas de vida.”

São minhas palavras, motivadas pela importância que devemos reconhecer sobre as nossas conquista nesta dimensão de vida e, também, da superação dos nossos momentos difíceis para que não se repitam. Mas nem sempre isso é possível, por circunstâncias alheias a nossa vontade.

Esses estados subjetivos de necessidades, que chamamos de “desejos”, foram muito estudados e explicados por Freud. Na sua obra “A interpretação dos Sonhos”, ele apresentou este seu entendimento no sentido de que “somente um desejo é capaz de colocar o aparelho psíquico em movimento”. Sobre termos “consciência” das nossas narrativas, esclarece a médica, psicoterapeuta e hipniatra, Lais Helena da Rocha, referindo-se a Jung:

– “A consciência para a psicologia analítica é definida como a parte da personalidade da qual temos conhecimento. O inconsciente se refere a tudo o que é desconhecido em nossa psique e é formado por duas partes: inconsciente pessoal e inconsciente coletivo.”

Sabemos que Jung fez a seguinte distinção entre o “inconsciente pessoal” e o “inconsciente coletivo”: – O primeiro é representado pelos sentimentos e ideias reprimidas na vida do indivíduo. O segundo não é desenvolvido individualmente, mas herdado entre as pessoas, sendo um conjunto de sentimentos e pensamentos compartilhados por todos. É, portanto, um reservatório de imagens mentais conhecidas como arquétipos, recebidas através de nossos ancestrais.

Agora vejam que interessante, para o qual peço sua atenção:

Sempre que me refiro à “história de vida” [ou a qualquer outra narrativa histórica], lembro de quando me dediquei ao estudo das manifestações artísticas, especificamente sobre a nossa “percepção” de contemplação, em razão deste entendimento de Fayga Ostrower (1920-2001), na segunda edição do seu livro “A Sensibilidade do intelecto”, publicação da Editora CAMPUS, ensina (numerei e resumi):

1. Na teoria da Gestalt, o enfoque prioritário é qualitativo e não quantitativo. A percepção não envolve um ato fisiológico, mas um processo dinâmico e caraterístico da consciência humana. Perceber é sinônimo de compreender.

2. Na Gestalt não existe a noção de totalidade ou partes, isoladamente. São estados de relacionamentos, pois as totalidades podem modificar-se a qualquer instante através de novos relacionamentos. Segundo Max Wertheimer, “o todo é mais do que a soma de suas partes”. Ou seja, a totalidade nunca é apenas uma adição de suas partes. Em vez de adição, o todo resulta da integração de suas de suas partes. O todo constitui sempre uma síntese. Ao se interligarem diverso componentes, integrando-se, surge uma nova totalidade.

3. É preciso ficar claro que tais conteúdos estão e fazem parte integrante do ato de percepção presentes e fazem parte integrante. Em termos artísticos não existem formas previamente classificadas como “boas” ou más”. Na arte, as formas boas são as expressivas. Pois na arte só há formas expressivas, ou, então, são inexpressivas e não se qualificam como “formas de arte”.

Fayga dedicou várias páginas do seu livro para, sobre as composições de artes, explicar a “percepção do apreciador”. Ela concorda com Max Wertheimer, que entende não existir na Gestalt, isoladamente, a noção de partes, assim “o todo é mais do que a soma de suas partes”. Por exemplo: na pintura de uma jarra com flores em cima de uma mesa; nós devemos o conjunto, mas não apreciar e “gostar” apenas da jarra, ou das flores, ou da mesa. Isto porque, no todo dessa representação pela pintura, existe uma “integração” de totalidade dos componentes da criação do artista. A composição artística precisa ser entendida como um “todo” da mensagem que o deseja transmitir. Repito: as partes que foram acima por mim numeradas, podem ser comparadas ao conhecimento da nossa “história de vida”. Portanto, quando contamos algumas partes lembradas da nossa “história de vida”, também conseguimos transmitir o que ela representa para nós.

Pensem nisso.

Este é o nosso último encontro de 2024. No início do próximo ano [ainda sem a previsão de uma determinada data] continuaremos com a nossa caminhada para o “autoconhecimento”. Boas festas para todos vocês.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(457)Sentindo as previsões astrológicas, como contribuições para o “autoconhecimento”.

“Tantas coisas passam pela sua alma! Nem todas são valiosas nem tampouco todas merecem sua atenção, é necessário você selecionar intencionalmente o que vai permitir que aninhe em sua mente e continue sendo pensado.”

São palavras de Oscar Quiroga, em uma das previsões astrológicas do seu horóscopo divulgado hoje, dia 16 de dezembro de 2024. Considero também ser um proveitoso aconselhamento para as nossas “tomadas de decisões” diante certos estados de incertezas que, por vezes, nos surpreendem. Sob essa perspectiva, vejam que interessante: No seu mais recente livro, “Diálogos sobre a natureza humana – Perfectibilidade e Imperfectibilidade”, lançado no Brasil em 2023 pela Editora nVersos, o conhecido filósofo Luiz Felipe Pondé explica que no estoicismo há uma busca de autonomia, que os estoicos chamam de Autárkeia, ou “eu mesmo ser o princípio do modo como eu vivo”. Concordo com esse entendimento dos estoicos porque, cada um de nós, temos e vivenciamos uma nossa “realidade existencial” e também “psíquica”, que nos influenciam no nosso “modo de ser”, de “agir” e de “pensar”. Voltemos a nossa atenção para a previsão astrológica de Quiroga:

– “Tantas coisas passam pela sua alma! Nem todas são valiosas nem tampouco todas merecem sua atenção, é necessário você selecionar intencionalmente o que vai permitir que aninhe em sua mente e continue sendo pensado.”

Vejam [com minhas palavras] que interessante recomendação de Quiroga: – Nós devemos avaliar com mais atenção o que, aparentemente, nos interessa ou não. O que motivou este nosso encontro foi justamente a subjetividade dessa “avaliação” porque, como entendo, também pode se processar auxiliada pelo nosso “inconsciente“. Aliás, um dos principais fundamentos da teoria psicanalítica é o reconhecimento de que os processos psíquicos são em sua imensa maioria, “inconscientes”. A respeito, Jung reconhecia que o “inconsciente” se refere a tudo o que é desconhecido da nossa psique. Sobre as práticas de “análises”, termino este nosso encontro com esta detalhada explicação da psicanalista francesa Dominique Fingermann:

– “A linguagem no processo de análise é fundamental para o analisando se tornar uma espécie de historiador de si próprio ao longo do tratamento. Essa procura, esse exercício que se repete nas sessões de terapia, promove a transferência, um fenômeno que acontece entre o analisando e o analista, no qual ocorre a repetição de modelos infantis e figuras referenciais do passado, criando espaço para que afetividades, sentimentos e desejos aflorarem e sejam vivenciados e sentidos pelo analisando. A forma como o analista irá manipular essa transferência poderá aproximar o paciente de um entendimento sobre suas questões e conflitos. Essa etapa marca a primeira virada da análise, porque, ao se ouvir, o paciente passa a deduzir sua implicação nos relatos.
“Eu sempre falo que o trabalho analítico é como o trabalho de uma mulher rendeira. Ela vai bordar em torno dos furos e isso não quer dizer que vai cerzir os furos. Na medida em que você produz, vão se identificando, se localizando os furos em torno do qual o analisando borda. Em certa medida, é isso que se consegue deduzir no final de uma análise, são esses furos, que é aquilo que não se liga, que não tem sentido, o que não tem uma significação. Mas é a partir disso que se vai localizar uma identidade, é a partir disso que surgirá algo novo.”

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(456) Sentindo nossa casa como um “templo” de paz, de harmonia existencial e espiritual.

Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada.

São palavras de Lya Luft, para quem dediquei a criação desta nossa caminhada para o “autoconhecimento” (mensagem 001). Neste nosso encontro vamos conhecer a sua “A casa inventada“, título de um dos seus livros publicados pela Editora Record, que recomendo a leitura. Nessa casa imaginária, em cada cômodo foram guardados “amores”, “dores”, “frustações”, “alegrias”,…

Em entrevista concedida ao seu amigo Gustavo Ranieri, publicada em 2017 na Edição 119 da Revista da Cultura, da antiga Livraria Cultura, Lya respondeu estas cinco perguntas para as quais peço a sua atenção:

O que a senhora sentiu ao confrontar diversos temas singulares ao escrever “A casa Inventada”?
Lya – Esse foi o meu livro de número 30. Em cada página escrita, cada escritor sente à sua maneira: coisas tristes, alegres, no meu caso, muita imaginação. Gosto de escrever, são momentos felizes. Divirto-me mesmo que meus personagens sofram.

Há uma passagem na qual se diz que, por mais intensa que uma relação seja, as pessoas nunca saberão de fato o que se passa dentro uma das outras. A senhora acredita que a casa, no entanto, é quem chegaria mais perto de conhecer quem cada um é de verdade?
Lya – Acredito, sim, que nunca conhecemos alguém inteiramente, nem parceiro, nem filho, nem o melhor amigo. É por isso que existe certa fascinação pelo ser humano. E, apesar do que escrevo nesse livro, casa não é pessoa, portanto não sabe nada. Ela só existe. Quem sabe são seus fantasmas.

Em certo momento, a senhora escreveu que “não somos arquitetos, pedreiros: somos amadores”. Essa premissa é válida para todas as nossas relações e experiências? É aí que podemos aplicar outro trecho, “metade formada de escolhas; a outra metade, milagres?
Lya – Mais ou menos isso. Digo que viver é difícil, uma montanha russa de alegrias e dores, surpresas sempre. Milagre foi meu jeito de expressar talvez “surpresas”, ou coisas que pensávamos serem impossíveis.

O que te proporciona mais prazer hoje?
Lya – Estar com meu parceiro, filhos, netos e netas, tranquilamente. Ou estar lendo um bom livro.

Como a senhora avalia sua relação com a sua casa e de que forma ela influencia em sua maneira de viver?
Lya – Nossa casa é sempre, ou devia ser, nosso retrato. A minha é aconchegante, sem luxo, com uma linda paisagem diante das janelas, muitos livros nas paredes. Um lugar para se sentir bem, sem formalidades nem complicações.

No título desta mensagem comparei a nossa casa a um Templo de paz, de harmonia existencial e espiritual. Mas esses “estados de alma” são emanados de nós, com a nossa presença em uma relação sublime e subjetiva integração.

Vejam o que já disseram sobre a nossa morada: Mario Quintana, “Amar é mudar a alma de casa.”; Leon Tolstoi, “A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família.” e “A mulher que não sabe ser feliz em casa não será nunca feliz.”; Cícero, “Casa sem livros, corpo sem alma.”; Émile Zola, “O amor, como as andorinhas, dá felicidade às casas.”; Le Corbusier, “Uma casa é uma máquina para a gente morar dentro.”; Benjamin Franklin, “Amo a casa em a qual não vejo nada supérfluo e encontro tudo o que preciso.” e Antoine de Saint-Exupéry em O Pequeno Príncipe, “Quer seja a casa, as estrelas ou o deserto, o que os torna belos é o invisível.”.

SINTA A SUA CASA COMO SENDO O SEU SANTUÁRIO, DEPENDE APENAS DO SEU “QUERER”, DO SEU “ACREDITAR”.

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(455) Sentindo a importância subjetiva das nossas “rotinas”.

A rotina é o ritmo sobre o qual você construirá o destino, portanto, se você fizer alguns ajustes necessários em sua rotina, tendo em mente os objetivos que pretende conquistar, o caminho será muito facilitado.

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga, em uma das previsões do seu horóscopo. Que riqueza de tema para esta nossa jornada de buscas de interiorizações, de “autoconhecimento”. Com a sua peculiar subjetividade, novamente se volta para as imprevisibilidades dos nossos “destinos” com esta previsão astrológica de 02 de setembro de 2023:

Nem tudo pode ser realizado de imediato, há coisas que precisam amadurecer, e muito, antes de serem colocadas em prática. Leve isso a sério para fazer escolhas mais sábias sem, no entanto, perder a leveza. É assim.

Complemento com estes dois modos de sentir as “rotinas”:

De Clarice Lispector: “Estou cansada da rotina de me ser.” e de José Saramago: “O homem entra mais rapidamente no quotidiano do que a mulher; em contrapartida, a mulher vive melhor no âmbito do não real. Por isso não precisa da rotina. A mulher aprofunda; o homem expande.”

A previsão de Quiroga escolhida para iniciar este nosso encontro, insere a subjetividade de uma valoração nunca antes por mim pensada: a de que, sempre que possível, as “rotinas” também devem ser por nós avaliadas e se possível, aproveitadas para favorecerem a “construção do nosso destino” e de acordo com os nossos desejo de futuras conquistas de realizações. A “rotina”, portanto, não deve ser apenas motivo de “acomodação” mas, também, de experiências que possam favorecer as realizações dos nossos desejos de futuras conquistas.

RESUMINDO:

– Analisando e valorando cada instante das nossas vidas, as rotinas também podem ser preciosas fontes para futuras descobertas interiores e de realizações futuras, mas concordo com Quiroga – “Tudo precisa do seu tempo para amadurecer.”

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e
expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(454) Sentindo a necessidade de subjetivamente avaliar os nossos desejos.

Nem tudo precisa ser útil ou ter um destino prático de imediato, há coisas que podem e devem ser experimentadas de acordo com o impacto das emoções e da subjetividade, condições que nem sempre são devidamente valorizadas.

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga em uma das previsões do seu horóscopo divulgado hoje, dia 11 de dezembro de 2024. Refleti muito a respeito e resolvi trazer para este nosso encontro porque gostei desta parte: “(…) há coisas que podem e devem ser experimentadas de acordo com o impacto das nossas emoções e da subjetividade, condições que nem sempre são devidamente valorizadas”.

Todos nós, naturalmente, vamos conhecendo as nossas necessidades e preferências de realizações e de conquistas, sejam para o nosso “agora” ou para o nosso “futuro”. Quiroga está se referindo a uma subjetiva perspectiva ainda por nós não vivenciada. No entanto, de modo conclusivo, diferencia e condiciona certas experiências aos impactos que poderão ser subjetivamente causados ao nosso emocional.

Confesso nunca ter passado por essa situação porque em termos práticos e objetivos, tenho os meus “desejos”, os meus “sonhos”, as minhas “idealizações”, mas somente consigo subjetivamente aferir seus efetivos resultados depois de efetivamente conhecê-los. Por essa razão, entendo que para todos nós, sempre que possível devemos previamente definir, para nós mesmos, o que ainda precisamos conquistar. Sugiro para você esse exercício de “autoconhecimento”, independente da efetiva ocorrência temporal dos atendimentos dos nosso ideais de realizações.

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(453) Sentindo os benefícios da meditação.

Olhe para uma árvore, uma flor, uma planta. Deixe sua atenção repousar nelas. Note como estão calmas, profundamente enraizadas no Ser. Deixe que a natureza lhe ensine o que é a calma.

Meditação também é busca de plenitude de calma interior, um estado de alma que alcançamos contemplado a natureza. Com este meu entendimento, iniciei este nosso encontro com essas palavras do escritor e conferencista alemão, Eckhart Tolle.

Sobre os benefícios de qualquer prática meditativa, peço sua atenção para estas considerações de Keitiline Viacava, que possui pós-doutorado em Neurociência Cognitiva pela Universidade de Georgetown, em Washington, DC, e também é doutora em Psicologia pela UFRGS, reproduzidas do seu artigo “Para treinar mente, medite”, publicado na Edição 143 da Revista Humanitas, da Editora Escala (numerei e resumi):

1. A meditação, como muitos exercícios considerados místicos, merecem uma análise sob o olhar rigoroso da ciência. Seguindo uma visão cognitivista de mundo e de pessoas, tendo a considerar a meditação mais pelo lado do treino mental, e menos pelo lado espiritual.

2. Sabe-se que o treino da mente pela meditação pode impactar positivamente respostas emocionais e cognitivo-comportamentais nas pessoas.

3. Ela é útil porque pode aumentar o foco e reduzir a reatividade a situações negativas e, assim, também acaba contribuindo para a produtividade e criatividade na vida pessoal e profissional.

4. Em um estudo canadense, Diana Koszyckia e alguns de seus colegas da Universidade de Ottwa compararam os efeitos da meditação aos efeitos da terapia cognitivo-comportamental em 53 pacientes diagnosticados com transtorno ansioso social. Os resultados mostraram que, apesar de os dois grupos terem obtido melhora nos sintomas, o que foi submetido à terapia apresentou escores mais baixos em medidas de ansiedade social, se comparado ao grupo exposto ao treino da meditação. Uma explicação para esses resultados talvez seja a influência positiva das técnicas de indução da respiração adotadas na meditação sobre os processos de autorregulação da emoção.

5. A meditação também pode aprimorar a performance cognitiva global. Por exemplo, ela tem impacto positivo no desempenho da memória de trabalho, no processamento visuespacial e nas funções executivas como um todo, incluindo a tomada de decisão, a redução de problemas e a manutenção na atenção concentrada.

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos..

(452) Sentindo a subjetividade nos sentimentos de “segurança” e “confiança”.

Não se trata apenas que sua alma se sinta segura e confiante, mas de fazer algo prático quando esses estados de ânimo ocupam a consciência. As sensações são invisíveis, precisam de ação para se expressarem.

São palavras de Oscar Quiroga no seu horóscopo divulgado hoje, dia 09 de dezembro de2024. Esta é a sua septuagésima terceira participação em nossa caminhada para o “autoconhecimento”. Se me pedirem para explicar esse número expressivo, respondo ser devido principalmente à “subjetividade” de muitas das suas previsões astrológicas. O exemplo acima é merecedor da nossa atenção, vejam:

Está manifestado em forma de aconselhamento no sentido de que, em certas situações não basta que estejamos sentindo apenas “segurança” e “confiança“. Isto porque são dois estados subjetivos e
comportamentais que em determinadas circunstância nem sempre se manifestam juntos produzindo, em nós, seus efeitos. Assim [repito] em determinada situação da nossa realidade existencial, nós podemos estar “confiantes” no alcance dos nossos objetivos e, ao mesmos tempo, subjetivamente nos sentindo “inseguros”. Também pode ocorrer que o nosso objetivo ainda não esteja totalmente definido e, portanto, ainda permanecendo em nossa esfera de completa realização dos nossos “desejos”. Ou seja, temos apenas uma incompleta percepção subjetiva de realizações dos nossos “ideais”, “desejos”, “vontades”,… Concordo com Quiroga no sentido de que, efetivamente, esses dois subjetivos estados [o de “segurança” e o de “confiança”] também precisam estar previamente “conscientes”. Mas o que mais gostei da previsão astrológica de Quiroga, foi o seu reconhecimento de que as sensações são invisíveis e precisam de ação para se expressarem. Agora vejam que interessante:

– O respeitado neurologista António Damásio, no seu livro “O mistério da consciência – do corpo e das emoções ao conhecimento de si”, lançado no Brasil pela Editora Companhia Das Letras, com tradução de Laura Teixeira Motta, esclarece:

– Consciência é um fenômeno inteiramente privado, de primeira pessoa, que ocorre como parte do processo privado, de primeira pessoa, que denominamos mente. A consciência e a mente, porém, vinculam-se estreitamente a comportamentos externos que podem ser observados por terceiras pessoas. (…) A consciência tem de estar presente para que os sentimentos influenciem o indivíduo que os tem, além do aqui e agora imediato.

Termino o nosso encontro, com este meu entendimento: Parece-me que a previsão astrológica de Quiroga, subjetivamente está em harmonia com a essência dos ensinamentos da Damásio acima referidos, porque também entendo que nós sempre devemos estar conscientes dos nossos estados de “segurança” e de “confiança” nas buscas das nossas pretensões, sejam de que natureza forem.

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(451) Sentindo a nossa consciência de “subjetividade”.

É muito importante que você entre na sua vida subjetiva, que é invisível, mas muito real, e lá estabeleça uma conversa longa, profunda e sincera com sua alma, para não se perder no caminho dos fingimentos.

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga, em uma das previsões astrológicas divulgadas hoje no seu horóscopo. Pergunto: Como devemos priorizar e vivenciar uma nossa relação existencial de “subjetividade?

– Entendo ser uma questão comportamental que deverá ser naturalmente desenvolvida por meio de “conscientes” e “desejadas” práticas de “autoconhecimento”, que viabilizem um nosso escutar de “interiorizações subjetivas”. Vejam essas informações que selecionei do excelente artigo “O mistério da consciência“, do mestrando em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Daniel Borgoni publicadas em 2014, na Edição 48 da Revista Filosofia, da Editora Escala (numerei):

1. A Experiência consciente, embora seja um estado mental passível de explicação por quem tenha experimentado uma determinada sensação, não é algo que se deva generalizar, já que ela possui um caráter “qualitativo subjetivo”, variando de acordo com cada pessoa ou situação.

2. Quando as tive, cada uma delas apareceu em minha consciência de um determinado modo, ou seja, cada uma delas teve uma característica qualitativa distinta que foi apreendida subjetivamente. Assim, as experiências conscientes têm caracteres qualitativos subjetivos que são acessíveis a partir de um ponto de vista em primeira pessoa e, portanto, são relativos a quem está tendo a experiência.

Agora prestem atenção para esta explicação de Daniel Borgoni:

“Os qualia são associados à consciência fenomênica, tendo em vista que eles são apreendidos pela consciência de quem os experiencia, ou seja, as características ou propriedades qualitativas da experiência subjetiva aparecem a uma consciência. (…) É importante notar que a “consciência” é um termo que admite várias acepções, como estar desperto, estar em estado de vigília, estar atento a algo ou ter autoconsciência. Mas a consciência fenomênica aponta para outro sentido, a saber, a consciência entendida como experiência consciente. Desse modo, sempre quando utilizarmos “consciência” neste texto, estaremos utilizando-a nesse sentido, que também é sinônimo de consciência fenomênica. As experiências conscientes são comuns em nossa vida. Nós sabemos que as vivenciamos e elas são uma das coisas das quais mais temos certeza no mundo, porém são um grande mistério. Nós ainda não conseguimos explicar coerentemente como elas surgem no cérebro e o que elas são.

Termino esta mensagem com este “sentir” do educador e filósofo Paulo Freire (1921-1997):

– “O amor é uma intercomunicação íntima de duas consciências que se respeitam. Cada um tem o outro como sujeito de seu amor. Não se trata de apropriar-se do outro.

Pensem nisso.

Notas:
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2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

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