{"id":9786,"date":"2018-02-17T19:09:42","date_gmt":"2018-02-17T22:09:42","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=9786"},"modified":"2024-12-07T20:37:18","modified_gmt":"2024-12-07T23:37:18","slug":"202-sentindo-o-que-pode-acontecer-nos-relacionamentos-afetivos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=9786","title":{"rendered":"(203) Sentindo o que pode acontecer nos relacionamentos afetivos."},"content":{"rendered":"<p>Em qualquer relacionamento afetivo devemos saber \u201cmostrar\u201d e &#8220;compartilhar&#8221; as nossas consequentes descobertas interiores de \u201cautoconhecimento\u201d. Nem sempre eles completam os seres humanos, porque, necessariamente, dependem de m\u00fatuas aceita\u00e7\u00f5es de &#8220;prefer\u00eancias&#8221; e &#8220;idealiza\u00e7\u00f5es individuais&#8221; de  desejos de realiza\u00e7\u00f5es. Acredito que em todo relacionamento, o mais importante n\u00e3o \u00e9 a sabedoria da &#8220;cumplicidade&#8221;. H\u00e1 necessidade de cada um dos envolvidos &#8220;conhecer a si mesmo&#8221; e, assim, favorecerem o conhecimento do outro. Explico: \u00c9 porque nas nossas rela\u00e7\u00f5es interpessoais, sentimos a necessidade de tornarmos conhecidos como desejamos ser, e n\u00e3o como para os outros parecemos ser. Nesta nossa caminhada de &#8220;autoconhecimento, muitos enfoques foram dedicados aos nossos relacionamentos (mensagens: 098, 111, 112, 122, 133, 141, 160, 162, 179 e 184). Para esta mensagem selecionei estas considera\u00e7\u00f5es feitas pelo psicanalista argentino Gabriel Rol\u00f3n, na entrevista concedida ao jornalista Lucas Vasques, publicada na Edi\u00e7\u00e3o 96, Ano VII, da Revista PSIQUE, lan\u00e7ada no Brasil pela Editora Escala:<\/p>\n<p>1. Sobre se concorda com Vinicius de Morais, quando ele disse que &#8220;o amor deve ser infinito enquanto durar&#8221;. Se existe a possibilidade do amor ser para toda a vida. <\/p>\n<p>Gabriel Rol\u00f3n. Essa ideia \u00e9 muito interessante. Creio que h\u00e1 amores que podem durar toda a vida, mas n\u00e3o acho que essa eternidade seja uma exig\u00eancia pr\u00e9via. Quero dizer, quando iniciamos um relacionamento, n\u00e3o podemos exigir dessa pessoa que nos garanta que a rela\u00e7\u00e3o v\u00e1 durar a vida toda, porque isso \u00e9 algo que ningu\u00e9m pode assegurar. A vida \u00e9 feita de mudan\u00e7as e, \u00e0s vezes, um casal vai se acomodando a essas mudan\u00e7as, ambos se modificam para seguir juntos e pode ser que essa rela\u00e7\u00e3o dure a vida toda. Outras vezes n\u00e3o acontece assim, mas n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o seja um casal feliz. Por isso, acredito que, em lugar de esperar a eternidade, uma rela\u00e7\u00e3o de casal precisa ser forte. Que nos fa\u00e7a sentir vivos, como se nesse momento nada importe mais do que estar juntos, sentir-se perto e bem cuidados mutuamente. Depois, quanto vai durar n\u00e3o importa. A vida \u00e9 s\u00f3 tempo e quando algu\u00e9m consegue ser feliz parte desse tempo, fazendo dele er\u00f3tico e emocionante, me parece que j\u00e1 est\u00e1 justificada sua presen\u00e7a nessa vida.<\/p>\n<p>2. Sobre se a infidelidade deve ser tratada com toler\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Gabriel Rol\u00f3n. H\u00e1 pessoas que podem perdoar a infidelidade e outras n\u00e3o. E as que podem n\u00e3o s\u00e3o melhores do que as que n\u00e3o podem. A infidelidade d\u00f3i, fere a autoestima, o respeito, a seguran\u00e7a em si mesmo e a confian\u00e7a no outro. S\u00e3o muitas coisas que se rompem. Por isso, n\u00e3o se pode exigir de algu\u00e9m que a aceite. Mas h\u00e1 quem possa dar uma nova oportunidade. Em alguns casos, acaba sendo positivo. Para conseguir, h\u00e1 de se ter paci\u00eancia, n\u00e3o se prender ao rancor, n\u00e3o falar sobre o assunto todo o tempo. E admitir que se n\u00e3o se pode perdoar \u00e9 melhor separar do que conviver com um sentimento cont\u00ednuo. Mas, quando se perdoa, s\u00e3o dadas oportunidades que, muitas vezes, valem a pena.<\/p>\n<p>3. Sobre o seu entendimento de que o amor n\u00e3o garante a fidelidade, que n\u00e3o existe alma g\u00eamea e nem amor incondicional.<\/p>\n<p>Gabriel Rol\u00f3n. O tema infidelidade \u00e9 uma quest\u00e3o importante e, para entend\u00ea-lo, \u00e9 preciso perceber que o amor e desejo s\u00e3o coisas diferentes. \u00c0s vezes, temos a tend\u00eancia de pensar em ambos como se fossem a mesma coisa ou, ao menos, duas emo\u00e7\u00f5es que andam de m\u00e3os dadas. E n\u00e3o \u00e9 assim. \u00c9 poss\u00edvel desejar algu\u00e9m sem am\u00e1-lo e, inclusive, h\u00e1 quem possa amar uma pessoa que j\u00e1 n\u00e3o deseja. (&#8230;) \u00e9 preciso dizer que a fidelidade \u00e9, antes de mais nada, uma decis\u00e3o que algu\u00e9m toma e sustenta, \u00e0s vezes com muito esfor\u00e7o. \u00c9 nesse ponto que afirmo que o amor n\u00e3o garante a fidelidade, porque sequer pode impedir o desejo e evitar que nos sintamos atra\u00eddos por mais algu\u00e9m. Depois, cada pessoa decidir\u00e1 o que fazer com esse desejo: se o concretiza ou se renuncia a ele. O tema alma g\u00eamea \u00e9 muito antigo. (&#8230;) h\u00e1 pessoas que acreditam nisso e andam desesperadas, porque dizem que n\u00e3o encontram o amor. E esse amor n\u00e3o \u00e9 algo que se encontra, como se fosse uma moeda jogada na rua. O amor \u00e9 algo que se constr\u00f3i, assumindo as diferen\u00e7as, aceitando-as e sabendo que nunca ningu\u00e9m vai nos completar, que esta metade perfeita n\u00e3o existe. Isso \u00e9 um pouco cria\u00e7\u00e3o de alguns pensadores, mas n\u00e3o foi casual.  H\u00e1 no ser humano a necessidade de se sentir completo e o amor provoca uma situa\u00e7\u00e3o enganosa, na qual isso parece poss\u00edvel. Mas n\u00e3o \u00e9. Desgra\u00e7adamente, ou melhor, felizmente. Porque um ser completo fica sem desejos e tudo o que fazemos na vida fazemos movidos pelo desejo. E o desejo n\u00e3o surge da completude e, sim, de sua falta.<\/p>\n<p>4. Sobre como na atualidade se relacionam desejo, sexualidade, fidelidade e o ci\u00fame. <\/p>\n<p>Gabriel Rol\u00f3n. O desejo e a sexualidade existem desde que o homem pisou na Terra, porque s\u00e3o os motores que impulsionam o ser humano a fazer tudo o que ele faz na vida. (&#8230;) O problema \u00e9 que nossa sociedade est\u00e1 esquematizada para ser vivida a dois. (&#8230;) \u00c9 um tema complexo, porque muitas vezes, estar s\u00f3 \u00e9 uma escolha boa e saud\u00e1vel. Mas \u00e9 preciso enfrentar esse ideal social com  tranquilidade, perguntando-se o que realmente se quer para este momento da vida. E quanto ao ci\u00fame, me parece que \u00e9 necess\u00e1rio desconstruir a ideia que sustenta que \u00e9 algo inevit\u00e1vel, inclusive com a frase &#8220;quem ama tem ci\u00fame&#8221;. Se isso \u00e9 certo, n\u00e3o \u00e9 menos certo que o problema da pessoa ciumenta n\u00e3o \u00e9 excesso de amor pelo outro e, sim, falta de amor por si pr\u00f3pria. Trata-se de um assunto de debilidade em sua constitui\u00e7\u00e3o narcisista, na estrutura\u00e7\u00e3o da psique. Podemos dizer, em termos menos acad\u00eamicos, que \u00e9 uma quest\u00e3o de baixa estima, que a \u00fanica coisa que se pode garantir \u00e9 que o ciumento vai construir rela\u00e7\u00f5es doentes.<\/p>\n<p>5. Sobre o seu reconhecimento de que o amor \u00e9 o motor mais importante da vida. Devemos ter medo de amar?<\/p>\n<p>Gabriel Rol\u00f3n. Sustento que o amor \u00e9 o motor pelo qual fazemos tudo. E n\u00e3o devemos ter medo de amar. S\u00f3 devemos ter cuidado de n\u00e3o amar de um modo doentio, apostar na dif\u00edcil constru\u00e7\u00e3o de um v\u00ednculo sadio, porque s\u00f3 em uma rela\u00e7\u00e3o sadia algu\u00e9m pode encontrar o n\u00edvel que necessita para construir para si um futuro que valha a pena ser vivido.<\/p>\n<p>Termino esta mensagem, com este meu &#8220;sentir&#8221;:<\/p>\n<p>&#8211; A ESS\u00caNCIA DE UM RELACIONAMENTO DE AMOR, \u00c9 PARA SEMPRE NO CORA\u00c7\u00c3O FICAR.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"400\" height=\"320\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1j2iiiOSEoM\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>1.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<br \/>\n3.O Psicanalista Gabriel Rol\u00f3n \u00e9 autor do livro &#8220;Encontros &#8211; Reflex\u00f5es sobre o amor, o desejo e a ilus\u00e3o&#8221;, lan\u00e7ado pela Editora Planeta do Brasil<br \/>\n4.V\u00eddeo do youtube &#8220;CATADORA DE LINDEZAS&#8221;.<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em qualquer relacionamento afetivo devemos saber \u201cmostrar\u201d e &#8220;compartilhar&#8221; as nossas consequentes descobertas interiores de \u201cautoconhecimento\u201d. 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