{"id":8627,"date":"2017-10-04T22:03:33","date_gmt":"2017-10-05T01:03:33","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=8627"},"modified":"2017-10-10T12:03:28","modified_gmt":"2017-10-10T15:03:28","slug":"181-sentindo-a-construcao-emocional-da-nossa-autoimagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=8627","title":{"rendered":"(181) Sentindo a constru\u00e7\u00e3o emocional da nossa &#8220;autoimagem&#8221;."},"content":{"rendered":"<p>N\u00f3s somos o que sentimos. Somos, como sentimos ser &#8220;para n\u00f3s mesmos&#8221;. \u00c9 assim que experimentamos as \u201cimagens sens\u00f3rias\u201d da nossa subjetividade interior.<br \/>\nO \u201cconhecimento de si mesmo\u201d tamb\u00e9m \u00e9 modelado pela constitui\u00e7\u00e3o ps\u00edquica das nossas \u201cemo\u00e7\u00f5es\u201d e \u201csentimentos\u201d, de acordo com a exposi\u00e7\u00e3o aos est\u00edmulos recebidos em nossas intera\u00e7\u00f5es de viv\u00eancias. Certo \u00e9 que somos n\u00f3s que valoramos as \u201cimagens sens\u00f3rias\u201d das nossas realidades (interior e exterior). Tamb\u00e9m \u00e9 certo que se realmente somos o que sentimos ser &#8220;para n\u00f3s mesmos\u201d, temos mais condi\u00e7\u00f5es de melhor avaliar a compreens\u00e3o existencial e emocional do ser humano. Essa avalia\u00e7\u00e3o personal\u00edssima (exclusivamente nossa) \u00e9 valiosa para a pr\u00e1tica individual do &#8220;autoconhecimento&#8221;. Ela dever\u00e1 ser uma elabora\u00e7\u00e3o consciente de significados para as nossas vidas e que estejam estruturados principalmente na necessidade humana de &#8220;sentir-se bem&#8221;. Para ser alcan\u00e7ada a plenitude desse estado, o indiv\u00edduo necessariamente dever\u00e1  buscar harmoniza\u00e7\u00e3o interior de integra\u00e7\u00e3o &#8220;consigo mesmo&#8221;, com o seu &#8220;jeito de ser&#8221;, de &#8220;pensar&#8221; e de &#8220;se sentir&#8221; nas suas rela\u00e7\u00f5es existenciais. O que importa \u00e9 a beleza interior da sua identidade como &#8220;pessoa&#8221;. N\u00e3o a sua exterior apar\u00eancia est\u00e9tica.<\/p>\n<p>O que me inspirou esta mensagem foram as consequ\u00eancias psicol\u00f3gicas (muitas geradoras de psicopatologias) que podem ser causadas pelo modo de &#8220;sentir&#8221; as interiores manifesta\u00e7\u00f5es da nossa &#8220;autoimagem&#8221; (dependentes dos graus de &#8220;aceita\u00e7\u00e3o&#8221;, de &#8220;preocupa\u00e7\u00e3o&#8221; e de &#8220;compara\u00e7\u00e3o&#8221; com a nossa apar\u00eancia est\u00e9tica). Trago como exemplo as &#8220;representa\u00e7\u00f5es mentais&#8221; da &#8220;imagem do corpo&#8221;, que s\u00e3o notoriamente influenciadas por padr\u00f5es de beleza e de ideais est\u00e9ticos muito divulgados pela m\u00eddia. <\/p>\n<p>Inicio com esta complexa e essencialmente delicada indaga\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211; O indiv\u00edduo em sociedade, que n\u00e3o aceita o espelhar da sua subjetividade interior, precisa (para ele) ser reconhecido por outras pessoas com a imagem corp\u00f3rea que ele gostaria de ter, constru\u00edda pelo seu imagin\u00e1rio est\u00e9tico?<\/p>\n<p>Essa pergunta n\u00e3o ser\u00e1 respondida neste espa\u00e7o virtual. Foi inserida nesta mensagem para ser por todos n\u00f3s refletida no sentido de serem reconhecidas estas verdades: 1. Todas as vertentes sens\u00f3rias sobre a aceita\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da nossa &#8220;autoimagem&#8221;, s\u00e3o componentes das nossas condi\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas de &#8220;autoestima&#8221;. 2. As representa\u00e7\u00f5es mentais de &#8220;autoimagens&#8221;, inclusive as que ainda est\u00e3o no nosso imagin\u00e1rio (positivas ou n\u00e3o), influenciam &#8220;emo\u00e7\u00f5es&#8221; e &#8220;sentimentos&#8221;. 3. Todas as escolas da Psicologia oferecem valiosos suportes de &#8220;aceita\u00e7\u00e3o \u00edntima&#8221; da nossa &#8220;autoimagem&#8221;, com adequados acompanhamentos terap\u00eauticos de ajuda. <\/p>\n<p>Gosto desta explica\u00e7\u00e3o do psic\u00f3logo Marco Ant\u00f4nio de Tommaso, especialista em &#8220;autoimagem&#8221;, que defende ser fundamental a cria\u00e7\u00e3o de uma &#8220;identidade est\u00e9tica&#8221;. Em entrevista publicada na edi\u00e7\u00e3o 81, Ano VI, da Revista PSIQUE, lan\u00e7ada no Brasil pela Editora Escala, ao ser perguntado como a pessoa consegue n\u00e3o ser escravo da beleza, respondeu:<\/p>\n<p>&#8211; Existem tr\u00eas tipos de situa\u00e7\u00e3o que podem responder essa quest\u00e3o: h\u00e1 o ser bonita, vis\u00e3o biol\u00f3gica; o estar bonita, quando a pessoa se submete aos efeitos de produ\u00e7\u00e3o e recursos, exerc\u00edcios e nutri\u00e7\u00e3o; e tamb\u00e9m h\u00e1 o se sentir bonita, que se traduz em uma vis\u00e3o adequada da beleza, uma boa percep\u00e7\u00e3o da autoimagem. \u00c9 fundamental enfatizar o que se tem de bom, pois perfei\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe. A boa aceita\u00e7\u00e3o da pessoa com sua imagem est\u00e1 muito mais relacionada \u00e0 autoestima do que a beleza em si.<\/p>\n<p>Termino esta mensagem reconhecendo que a satisfa\u00e7\u00e3o com a constru\u00e7\u00e3o emocional da nossa &#8220;autoimagem&#8221;, fortalece a &#8220;autoestima&#8221;. Depende apenas e exclusivamente do n\u00f3s mesmos para ser alcan\u00e7ada.<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>1.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00f3s somos o que sentimos. Somos, como sentimos ser &#8220;para n\u00f3s mesmos&#8221;. \u00c9 assim que experimentamos as \u201cimagens sens\u00f3rias\u201d da nossa subjetividade interior. O \u201cconhecimento de si mesmo\u201d tamb\u00e9m \u00e9 modelado pela constitui\u00e7\u00e3o ps\u00edquica das nossas \u201cemo\u00e7\u00f5es\u201d e \u201csentimentos\u201d, de acordo com a exposi\u00e7\u00e3o aos est\u00edmulos recebidos em nossas intera\u00e7\u00f5es de viv\u00eancias. 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