{"id":8331,"date":"2017-08-12T18:31:51","date_gmt":"2017-08-12T21:31:51","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=8331"},"modified":"2017-09-08T23:35:15","modified_gmt":"2017-09-09T02:35:15","slug":"175-sentindo-dasensibilidade-da-alma-de-antonio-cicero-o-novo-imortal-da-academia-brasileira-de-letras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=8331","title":{"rendered":"(175) Sentindo da&#8221;Sensibilidade da Alma&#8221; de Antonio Cicero, o novo imortal da Academia Brasileira de Letras."},"content":{"rendered":"<p>A singularidade &#8220;espiritual&#8221; e &#8220;existencial&#8221; do ser humano \u00e9 manifesta pela sua &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221;. N\u00f3s somos o que &#8220;sentimos&#8221;, n\u00e3o o que &#8220;acreditamos ser&#8221;. Ela mostra a natureza das nossas identidades sens\u00f3rias. Influencia e modela todas as nossas intera\u00e7\u00f5es de vida. Transmite, em sintonia de harmoniza\u00e7\u00e3o, a &#8220;ess\u00eancia&#8221; da nossa interioridade. Neste espa\u00e7o virtual j\u00e1 tivemos oportunidades de conhecer estes exemplos, que considero serem  predestina\u00e7\u00f5es transcendentes de miss\u00e3o para esta dimens\u00e3o de vida:<\/p>\n<p>Andrea Bocelli, tenor (mensagem 059); Anna Muylaert, cineasta (mensagem 123); Betty Lago, atriz (mensagens 043 e 062); Bibi Ferreira, atriz e cantora (mensagem 114); Carminho, cantora de fados (mensagem 036); Charles Einsenstein, escritor e fil\u00f3sofo (mensagem 157); Clarice Lispector, escritora (mensagem 038); Clarice Niskier, atriz e escritora (mensagem 025); Denise Fraga, atriz (mensagem 054); Domingos de Oliveira, ator, cineasta e dramaturgo (mensagem 024); Fernando Brant, compositor (mensagem 051); Ferreira Gullar, cr\u00edtico de arte e escritor (mensagem 132); Geraldine Chaplin, atriz (mensagem 012); Jo\u00e3o Carlos Martins, pianista (mensagem 075); Leonard Cohen, cantor,  escritor e poeta (mensagem129); Louise Hay, escritora e palestrante motivacional (mensagem 124); Lya Luft, escritora (mensagem 063); Marck Nepo, escritor, fil\u00f3sofo e poeta (mensagem 119); Maria Paula, atriz e escritora (mensagens 031 e 102); Marjorie Estiano, atriz e cantora (mensagem 026); Matheus Nachtergaele, ator (mensagem 161); Miguel Nicolelis, cientista e m\u00e9dico (mensagem 091); Morena Nascimento, bailarina (mensagem 081) e Simone de Beauvoir, escritora e fil\u00f3sofa (mensagens 039 e 128).<\/p>\n<p>Com esta mensagem, essa galeria est\u00e1 sendo engrandecida pela &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221; do escritor, fil\u00f3sofo e poeta Ant\u00f4nio Cicero, com a sua sabedoria humanista e com os seus contagiantes e provocantes jeitos de &#8220;sentir&#8221;, &#8220;poetifizar&#8221; e &#8220;filosofar&#8221;. Inicio com estas duas sublimes e expressivas inspira\u00e7\u00f5es:  <\/p>\n<p>&#8211; Guardar<br \/>\nGuardar uma coisa n\u00e3o \u00e9 escond\u00ea-la ou tranc\u00e1-la.<br \/>\nEm cofre n\u00e3o se guarda coisa alguma.<br \/>\nEm cofre perde-se a coisa \u00e0 vista.<br \/>\nGuardar uma coisa \u00e9 olh\u00e1-la, fit\u00e1-la, mir\u00e1-la por<br \/>\nadmir\u00e1-la, isto \u00e9, ilumin\u00e1-la ou ser por ela iluminado.<br \/>\nGuardar uma coisa \u00e9 vigi\u00e1-la, isto \u00e9, fazer vig\u00edlia por<br \/>\nela, isto \u00e9, velar por ela, isto \u00e9, estar acordado por ela,<br \/>\nisto \u00e9, estar por ela ou ser por ela.<br \/>\nPor isso melhor se guarda o v\u00f4o de um p\u00e1ssaro<br \/>\nDo que um p\u00e1ssaro sem v\u00f4os.<br \/>\nPor isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,<br \/>\npor isso se declara e declama um poema:<br \/>\nPara guard\u00e1-lo:<br \/>\nPara que ele, por sua vez, guarde o que guarda:<br \/>\nGuarde o que quer que guarda um poema:<br \/>\nPor isso o lance do poema:<br \/>\nPor guardar-se o que se quer guardar.<\/p>\n<p>&#8211; Perplexidade<br \/>\nN\u00e3o sei bem onde foi que me perdi;<br \/>\ntalvez nem tenha me perdido mesmo,<br \/>\nmas como \u00e9 estranho pensar que isto aqui<br \/>\nfosse o meu destino desde o come\u00e7o. <\/p>\n<p>No m\u00eas de junho Ant\u00f4nio Cicero participou da trig\u00e9sima terceira Feira do Livro de Bras\u00edlia, convidado para falar sobre o tema do evento &#8211; tropicalismo. De acordo com o subjetivo significado de &#8220;predestina\u00e7\u00e3o&#8221; a que me referi no in\u00edcio desta mensagem, foi mais um dos &#8220;pren\u00fancios&#8221; da sua merecida e honrosa escolha para ocupar a cadeira 27 da Academia Brasileira de Letras. Foi quando ecoou pelos c\u00e9us de Bras\u00edlia, estes luminares da &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221; de Ant\u00f4nio Cicero, resumidos de uma entrevista concedida ao jornal Correio Braziliense, edi\u00e7\u00e3o de 24 de junho de 2017):<\/p>\n<p>1. Sobre a filosofia:<br \/>\nAC. A filosofia \u00e9 inevit\u00e1vel e, nos dias de hoje, extremamente necess\u00e1ria, j\u00e1 que filosofar pode ser um caminho para melhorar o mundo. N\u00e3o se pode evitar a filosofia. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel falar da filosofia sem  filosofar porque s\u00f3 a filosofia fala de si pr\u00f3pria. Ent\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o pode atacar a filosofia sem ser fil\u00f3sofico. Ela fala sobre o ser de maneira geral, sobre o sentido da vida. A filosofia puramente quer ser. Tem a ver com a raz\u00e3o e com o intelecto. A religi\u00e3o tem a ver com f\u00e9, emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>2. Sobre como a poesia possibilita uma nova dimens\u00e3o. Que dimens\u00e3o?<br \/>\nAC. A gente passa a apreender o mundo de uma maneira diferente quando entra num poema, numa pintura, numa pe\u00e7a musical. Nosso mundo se amplia porque a gente percebe coisas de uma maneira que a gente n\u00e3o percebia antes. \u00c9 como se fosse uma outra dimens\u00e3o. A poesia nos leva a isso e nos abre muitas perspectivas sobre as diferentes coisas que est\u00e3o no mundo e na nossa vida.. E ela faz isso subvertendo a maneira normal de a gente realmente ver as coisas, captar, apreender.<\/p>\n<p>&#8211; Resumidos de uma entrevista concedida a &#8220;C\u00e2ndido&#8221; &#8211; Jornal da Biblioteca P\u00fablica do Paran\u00e1:<\/p>\n<p>1. Sobre a leitura de um poema.<br \/>\nAC. Ler um poema estimula nosso pensamento em todos os sentidos. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o que ele diz que interessa, mas como o diz. O que vale e d\u00e1 prazer, na leitura de um poema, \u00e9 a pr\u00f3pria leitura. O poema \u00e9 bom quando mobiliza n\u00e3o apenas nosso intelecto, como a filosofia, mas v\u00e1rias das nossas faculdades ao mesmo tempo: nossa imagina\u00e7\u00e3o, nossa raz\u00e3o, nossa emo\u00e7\u00e3o, nossa sensibilidade, nossa sensualidade etc.<\/p>\n<p>2. Sobre o que \u00e9 ser poeta.<br \/>\nAC. Seria preciso saber o que \u00e9 a pr\u00f3pria poesia para saber o que \u00e9 um poeta. Mas jamais se conseguiu definir adequadamente a poesia. Ela \u00e9, como se dizia antigamente, um &#8220;je ne sais quoi&#8221;, isto \u00e9, um &#8220;n\u00e3o sei qu\u00ea&#8221;. <\/p>\n<p>3. Sobre como definir a sua poesia.<br \/>\nAC. N\u00e3o consigo defini-la. Sou capaz de falar de qualquer tema e de usar in\u00fameras dic\u00e7\u00f5es diferentes. Se h\u00e1 alguma coisa comum a todos os meus poemas, como dizem alguns cr\u00edticos, eu n\u00e3o consigo definir essa coisa.<\/p>\n<p>&#8211; Resumidos de uma entrevista concedida ao Jornal &#8220;Algo a Dizer&#8221;, edi\u00e7\u00e3o de 09 de junho de 2008:<\/p>\n<p>1. Sobre se a letra de m\u00fasica \u00e9 poesia, ou apenas um texto que se ajusta \u00e0 melodia.<br \/>\nAC. Um poema \u00e9 uma obra de arte; e uma letra de m\u00fasica \u00e9 parte de uma obra de arte, que \u00e9 a can\u00e7\u00e3o. Pois bem, uma parte de uma obra de arte pode ser melhor do que uma obra de arte aut\u00f4noma. Por exemplo, (&#8230;) os poemas l\u00edricos gregos eram todos letras de m\u00fasica. Perderam-se as melodias, ficaram as letras. E est\u00e3o entre os maiores poemas da literatura universal.<\/p>\n<p>2. Sobre como s\u00e3o desenvolvidas as letras de suas m\u00fasicas.<br \/>\nAC. Mesmo sem saber nada de m\u00fasica, ela me emociona e me inspira alguma coisa. A partir dessa coisa, dessa emo\u00e7\u00e3o, desse sentimento, nasce a letra.<\/p>\n<p>Termino esta merecida homenagem deste espa\u00e7o virtual reconhecendo que, assim como todos os imortais, Antonio Cicero enriquecer\u00e1 os ideais de cria\u00e7\u00e3o da Academia Brasileira de Letras.<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>1.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A singularidade &#8220;espiritual&#8221; e &#8220;existencial&#8221; do ser humano \u00e9 manifesta pela sua &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221;. 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