{"id":7827,"date":"2017-05-27T18:15:33","date_gmt":"2017-05-27T21:15:33","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=7827"},"modified":"2017-05-27T21:47:46","modified_gmt":"2017-05-28T00:47:46","slug":"168-sentindo-a-vida-sem-a-ilusao-do-tempo-em-nos-ficar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=7827","title":{"rendered":"(168) Sentindo a vida, sem a ilus\u00e3o do &#8220;tempo&#8221; em n\u00f3s  ficar."},"content":{"rendered":"<p>A inspira\u00e7\u00e3o desta mensagem surgiu com a leitura da cita\u00e7\u00e3o do &#8220;sentir&#8221; da respeitada Antrop\u00f3loga Mirian Goldenberg, autora  dos best-sellers &#8220;A bela velhice&#8221; e Velho \u00e9 lindo&#8221;, feita na interessante abordagem \u201cO \u00f3cio e o sil\u00eancio versus a tecnologia\u201d, publicada na Revista da Cultura, edi\u00e7\u00e3o 112 de maio de 2017 (publica\u00e7\u00e3o da Livraria Cultura), assim redigida: <\/p>\n<p>&#8211; At\u00e9 os 40 anos, voc\u00ea n\u00e3o tem  a no\u00e7\u00e3o de que seu tempo vai embora, porque voc\u00ea acha que vai viver muito. Voc\u00ea gasta muito tempo para agradar, para satisfazer as demandas externas, por vaidade, porque quer que todo mundo te ame. Ou ent\u00e3o fazendo um trabalho que voc\u00ea odeia, porque quer ganhar dinheiro. Seu tempo n\u00e3o \u00e9 seu principal capital. Quando voc\u00ea come\u00e7a a se aproximar dos 60 anos, pode ser antes, o tempo passa a ser uma riqueza. \u2018Antes o tempo era para os outros, agora o tempo \u00e9 para mim. Sou a principal interessada no meu tempo.\u2019 Com essa revolu\u00e7\u00e3o, o tempo passa a ser voltado para coisas que realmente d\u00e3o significado a sua vida.<\/p>\n<p>A minha primeira rea\u00e7\u00e3o foi ter lembrado desta hist\u00f3ria contada por Lya Luft, no seu livro &#8220;O tempo \u00e9 um rio que corre&#8221;, lan\u00e7ado no Brasil pela Editora Record (Mensagem 006, sobre o significado da &#8220;velhice):<\/p>\n<p>\u2013 A mo\u00e7a corria entusiasticamente beirando os jardins das casas, e num deles uma mulher j\u00e1 bem idosa estava curvada cuidando de suas plantas.<br \/>\nA mocinha passou e correndo disse para a velhinha, sorrindo:<br \/>\nAh, como eu queria ter a sua idade para n\u00e3o precisar correr para manter a forma !<br \/>\nA mulher ergueu, olhou para ela, riu e disse:<br \/>\nE como eu gosto de ter a minha idade, para n\u00e3o precisar correr e poder cuidar das minhas rosas !<\/p>\n<p>Certamente os reflexos da ilus\u00f3ria passagem do &#8220;tempo&#8221; em mossas vidas (que acredito tamb\u00e9m ser um dos enfoques estudados pela &#8220;bioantropologia&#8221;), exercem profunda influ\u00eancia na nossa individual maneira de encarar a proximidade da inevit\u00e1vel &#8220;finitude humana&#8221;. Neste espa\u00e7o virtual j\u00e1 exemplifique com este desabafo da filha de Charles Chaplin, aos setenta anos de idade: &#8211; &#8220;Eu odeio envelhecer mais do que qualquer coisa do mundo. (&#8230;) Odeio o fato de a minha mente estar envelhecendo. De um dia para o outro, me dei conta de que tenho 70 anos. O desequil\u00edbrio entre o que voc\u00ea sente e o que ainda pode fazer \u00e9 enorme. Voc\u00ea continua se apaixonando por homens jovens ou velhos ou por mulher (n\u00e3o sei), mas sabe que esse amor talvez n\u00e3o venha a se realizar.&#8221; (mensagem 012)<\/p>\n<p>Gosto deste &#8220;pensar&#8221; de Lya Luft (Fonte: &#8220;Dan\u00e7ando com o espantalho&#8221;, da conhecida obra &#8220;Perdas &#038; Ganhos&#8221;, publicada no Brasil pela Editora Record):<\/p>\n<p>&#8211; Se maturidade \u00e9 fruto da mocidade e velhice resultado da maturidade, viver \u00e9 ir tecendo naturalmente a trama da exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Certo \u00e9 que o tempo n\u00e3o existe. \u00c9 uma abstra\u00e7\u00e3o enganosa e necess\u00e1ria.  Somos n\u00f3s que existimos sem necessariamente precisar do \u201ctempo\u201d para \u201cviver&#8221;, para &#8220;sorrir&#8221; e para &#8220;amar&#8221;. Sem precisar do tempo para &#8220;existir&#8221;!<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>1.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A inspira\u00e7\u00e3o desta mensagem surgiu com a leitura da cita\u00e7\u00e3o do &#8220;sentir&#8221; da respeitada Antrop\u00f3loga Mirian Goldenberg, autora dos best-sellers &#8220;A bela velhice&#8221; e Velho \u00e9 lindo&#8221;, feita na interessante abordagem \u201cO \u00f3cio e o sil\u00eancio versus a tecnologia\u201d, publicada na Revista da Cultura, edi\u00e7\u00e3o 112 de maio de 2017 (publica\u00e7\u00e3o da Livraria Cultura), assim &hellip; <a href=\"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=7827\" class=\"more-link\">Continuar lendo <span class=\"screen-reader-text\">(168) Sentindo a vida, sem a ilus\u00e3o do &#8220;tempo&#8221; em n\u00f3s  ficar.<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-7827","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-busca-interior"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pfkQEa-22f","jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7827","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7827"}],"version-history":[{"count":35,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7827\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7948,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7827\/revisions\/7948"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7827"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7827"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7827"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}