{"id":6811,"date":"2017-02-21T22:51:29","date_gmt":"2017-02-22T00:51:29","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=6811"},"modified":"2017-03-12T12:07:33","modified_gmt":"2017-03-12T15:07:33","slug":"150-sentindo-os-nossos-estados-emocionais-de-angustias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=6811","title":{"rendered":"(150) Sentindo os nossos estados emocionais de &#8220;ang\u00fastias&#8221;."},"content":{"rendered":"<p>O que voc\u00ea entende por \u201csentimento\u201d?<br \/>\nDe acordo com a primeira \u201cno\u00e7\u00e3o\u201d vinda do nosso interior, \u201csentimento&#8221; \u00e9 tudo que n\u00f3s sentimos. Acontece que as pesquisas relacionadas com o \u201cestudo da mente\u201d e as descobertas da neuroci\u00eancia, demonstram o contr\u00e1rio: nem tudo o que sentimos s\u00e3o \u201csentimentos\u201d. Por exemplo: &#8211; \u201csentir emo\u00e7\u00e3o\u201d n\u00e3o \u00e9 apenas manifesta\u00e7\u00e3o de &#8220;sentimento&#8221;. A diferen\u00e7a entre &#8220;emo\u00e7\u00e3o&#8221; e &#8220;sentimento&#8221; explicada pelo neurocientista Ant\u00f3nio Dam\u00e1sio, pode ser assim entendida: &#8211; A \u201cemo\u00e7\u00e3o\u201d vem \u201cde fora\u201d, ela surge das nossas viv\u00eancias exteriores. O &#8220;sentimento&#8221; (invis\u00edvel para o p\u00fablico), vem &#8220;de dentro da gente&#8221; (mensagem 073).  S\u00e3o, portanto, as origens das nossas percep\u00e7\u00f5es sens\u00f3rias que diferenciam a &#8220;emo\u00e7\u00e3o&#8221; do &#8220;sentimento&#8221;. <\/p>\n<p>Para o enfoque da proposta deste espa\u00e7o virtual, esclareci este meu &#8220;pensar&#8221; na mensagem 136:  <\/p>\n<p>&#8211; Sempre considerei serem as nossas \u201cemo\u00e7\u00f5es\u201d e \u201csentimentos\u201d, percep\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas da nossa \u201cinterioridade\u201d. Transmitem as matizes do mosaico da \u201csubjetividade humana\u201d. Esse meu \u201cpensar intuitivo\u201d, certamente ajuda entender a cria\u00e7\u00e3o deste espa\u00e7o virtual. Isto porque, todos n\u00f3s somos influenciados por aquilo que sentimos. N\u00f3s \u201csomos o que sentimos\u201d e n\u00e3o o que, conscientemente, desejamos ou pensamos ser. Acontece que para conhecer o que \u201csomos\u201d, precisamos vivenciar as nossas \u201cemo\u00e7\u00f5es\u201d, os nossos \u201csentimentos\u201d, mas em sintonia de harmoniza\u00e7\u00e3o interior e de conex\u00e3o plena com a nossa \u201csubjetividade\u201d. Esse tamb\u00e9m deve ser o sens\u00f3rio \u201ccaminho interior\u201d do \u201cfluir\u201d que favorece, dentro de n\u00f3s, o \u201cdespertar\u201d do nosso \u201csentir\u201d com a \u201cSensibilidade da Alma\u201d.<\/p>\n<p>O que motivou esta mensagem, foram os nossos estados interiores  de &#8220;ang\u00fastias&#8221;.<br \/>\nPara muitos, essas indesejadas e inc\u00f4modas \u201cquietudes emocionais\u201d, est\u00e3o aparentemente dissociadas de qualquer nexo de causalidade. Ou seja: &#8211; Sentimos \u201cangustia\u201d mas sem, necessariamente, saber por qual motivo. Acontece que n\u00e3o \u00e9 assim. Como esclarece o Psiquiatra Arthur Figer, mestrando em Psicologia Cl\u00ednica pela  PUC-Rio, o conceito de &#8220;ang\u00fastia&#8221; vem sendo revisto e modificado ao longo do tempo. Atualmente, nos consult\u00f3rios m\u00e9dicos e psicoter\u00e1picos, apresenta-se com certa frequ\u00eancia sob o r\u00f3tulo de &#8220;p\u00e2nico&#8221;.<br \/>\nEm seguida, esclarece na sua abordagem, &#8220;Ang\u00fastia, entre gozo e desejo&#8221; (Fonte: Revista PSIQUE, Ano VI, n. 75, lan\u00e7ada no Brasil pela Editora Escala):<\/p>\n<p>&#8211; Em 1926, Freud sustenta ser a &#8220;ang\u00fastia&#8221; uma forma de rea\u00e7\u00e3o ps\u00edquica e corporal a uma situa\u00e7\u00e3o traum\u00e1tica. Por sua vez, Lacan construiu a distin\u00e7\u00e3o entre os conceitos psicanal\u00edticos de &#8220;ang\u00fastia&#8221; e &#8220;fobia&#8221;: &#8211; Na fobia se trata de medo, n\u00e3o de ang\u00fastia. Medo, em rela\u00e7\u00e3o a um objeto espec\u00edfico, pass\u00edvel de ser falado e trabalhado simbolicamente. A &#8220;ang\u00fastia&#8221; n\u00e3o \u00e9 causada, nem direcionada a nenhum objeto espec\u00edfico e, portanto, gira em torno de um vazio, de uma impossibilidade de dizer.<\/p>\n<p>Para esta mensagem, &#8220;ang\u00fastia\u201d foi mais um dos temas recebidos por \u201cintui\u00e7\u00e3o\u201d. Portanto, sem uma pr\u00e9via e consciente motiva\u00e7\u00e3o de escolha. <\/p>\n<p>Em nossas vidas, como acredito, para tudo existe uma raz\u00e3o de ser, uma finalidade por vezes desconhecida. Por essa raz\u00e3o, todas as mensagens s\u00e3o escritas com o envolvimento da preval\u00eancia do meu \u201csentir\u201d.<\/p>\n<p>Considero que todas as nossas \u201cemo\u00e7\u00f5es\u201d e \u201csentimentos\u201d s\u00e3o  \u201cexperi\u00eancias subjetivas\u201d, necess\u00e1rias n\u00e3o apenas para o nosso \u201cautoconhecimento\u201d, para o nosso crescimento como \u201cpessoa\u201d, em todos os sentidos do nosso \u201cexistir\u201d e do nosso \u201cviver\u201d.<\/p>\n<p>Termino esta mensagem, com este \u201cpensar\u201d de Sigmund Freud:<\/p>\n<p>&#8211; ANG\u00daSTIA \u00c9 ALGO QUE SE SENTE.<\/p>\n<p>Ora, se somos n\u00f3s que \u201csentimos\u201d, os nossos estados interiores de &#8220;ang\u00fastia&#8221; s\u00e3o moldados pelas proje\u00e7\u00f5es sens\u00f3rias da nossa \u201cSensibilidade da Alma\u201d. No meu entender, o que cabe a n\u00f3s \u00e9 tentar descobrir as causas e os significado subjetivo das nossas \u201cang\u00fastias\u201d, para n\u00e3o se deixar ser por ela dominado.<\/p>\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Caetano Veloso, Maria Gad\u00fa - Sampa\" width=\"660\" height=\"371\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4V9Z9aBYt4g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>1.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<br \/>\n3. V\u00eddeo youtube (&#8220;Caetano Veloso, Maria Gad\u00fa &#8211; Sampa&#8221; (Vevo)).<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que voc\u00ea entende por \u201csentimento\u201d? De acordo com a primeira \u201cno\u00e7\u00e3o\u201d vinda do nosso interior, \u201csentimento&#8221; \u00e9 tudo que n\u00f3s sentimos. Acontece que as pesquisas relacionadas com o \u201cestudo da mente\u201d e as descobertas da neuroci\u00eancia, demonstram o contr\u00e1rio: nem tudo o que sentimos s\u00e3o \u201csentimentos\u201d. 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