{"id":642,"date":"2015-03-03T13:58:48","date_gmt":"2015-03-03T15:58:48","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=642"},"modified":"2017-02-01T21:25:13","modified_gmt":"2017-02-01T23:25:13","slug":"sentindo-as-imagens-subjetivas-do-comportamento-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=642","title":{"rendered":"(023) Sentindo as imagens subjetivas do &#8220;comportamento humano&#8221;."},"content":{"rendered":"<p>Existem momentos em que podemos ficar surpresos com o nosso &#8220;comportamento&#8221;, ou com os de outras pessoas.<br \/>\n\u00c9 o que acontece quando vivenciamos certas experi\u00eancias prerceptivas de &#8220;rea\u00e7\u00f5es emocionais&#8221; que, ali\u00e1s, h\u00e1 muito despertam o intresse de estudiosos e pesquisadores da mente.<\/p>\n<p>Nesta mensagem, vou tecer considera\u00e7\u00f5es sobre o recebimento das proje\u00e7\u00f5es subjetivas de &#8220;comportamentos  humanos&#8221;, de acordo com o nosso &#8220;sentir&#8221; com a &#8220;sensibilidade da alma&#8221;.<\/p>\n<p>Sobre a atividade neural determinante do &#8220;comportamento humano&#8221;, esclarece Uwe Herwing, do Hospital Psiqui\u00e1trico de Zurique, no seu artigo &#8220;Eu e eu mesmo&#8221; (fonte: Edi\u00e7\u00e3o Especial sobre &#8220;consci\u00eancia&#8221;, publicado na revista Mente  C\u00e9rebro, da Scientific American\/Brasil, n. 46):<\/p>\n<p>&#8211; O c\u00e9rebro (&#8230;) cont\u00e9m circuitos especializados para distinguir entre est\u00edmulos internos e externos.<br \/>\nImagens de exame de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional revelaram que &#8220;o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal desempenha o papel de centro de comando do c\u00e9rebro, planeja nossas a\u00e7\u00f5es e envia instru\u00e7\u00f5es para quaisquer partes do corpo onde s\u00e3o requisitadas&#8221;.<\/p>\n<p>Por que o c\u00e9rebro precisa de mecanismos para descrever a n\u00f3s mesmos, onde estamos, o que estamos fazendo, quem somos e como os sentimos?<\/p>\n<p>A resposta \u00e9 simples: v\u00e1rios seres, e n\u00e3o s\u00f3 os humanos, precisam de um n\u00edvel b\u00e1sico de autopercep\u00e7\u00e3o para sobreviver. Um animal que n\u00e3o consegue perceber sua pr\u00f3pria identidade e n\u00e3o reconhece o mundo que o rodeia \u00e9 incapaz de qualquer a\u00e7\u00e3o &#8211; est\u00e1 completamente desamparado (&#8230;).<\/p>\n<p>Antecipo-lhes que esses esclarecimentos ser\u00e3o relevantes para explicar o entendimento da subjetividade dos &#8220;comportamentos humanos&#8221;.<\/p>\n<p>Para mim, querer compreender o &#8220;comportamento humano&#8221; sempre depender\u00e1 do nosso &#8220;sentir&#8221; com a &#8220;sensibilidade da alma&#8221;. Isto porque, o &#8220;comportamento humano&#8221; revela, de modo &#8220;consciente&#8221; ou &#8220;inconsciente&#8221;, as proje\u00e7\u00f5es sens\u00f3rias subjetivas da nossa &#8220;realidade interior&#8221;, bem como das representa\u00e7\u00f5es subjetivas processadas pelo c\u00e9rebro, que s\u00e3o recebidas do nosso &#8220;mundo exterior&#8221;.<\/p>\n<p>Nas nossas rela\u00e7\u00f5es interpessoais, mostramos o nosso &#8220;sentir&#8221; com a &#8220;sensibilidade da alma&#8221;. Mostramos, atrav\u00e9s do nosso &#8220;jeito de ser&#8221;, de &#8220;pensar&#8221;, de &#8220;falar&#8221;, de &#8220;representar&#8221;, de &#8220;cantar&#8221;, pelas express\u00f5es faciais&#8221; e, at\u00e9 mesmo, pelo nosso &#8220;silenciar&#8221; e &#8220;aquietar-se&#8221;.<\/p>\n<p>A &#8220;sensibilidade da alma&#8221; pertence \u00e0 nossa &#8220;realidade interior&#8221;. Transmite nossas &#8220;sensa\u00e7\u00f5es&#8221;, &#8220;sentimentos&#8221; e &#8220;emo\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>A &#8220;sensibilidade da alma&#8221;, inclusive molda as representa\u00e7\u00f5es interiores do nosso &#8220;imagin\u00e1rio&#8221;. Ela \u00e9 a nossa interior &#8220;identidade subjetiva&#8221;. N\u00e3o tem cor, n\u00e3o tem sexo, mas est\u00e1 refletida em todas as manifesta\u00e7\u00f5es do nosso &#8220;sentir&#8221; e do nosso &#8220;viver&#8221;. Essas manifesta\u00e7\u00f5es se assemelham a um im\u00e3, com o seu campo magn\u00e9tico da nossa ess\u00eancia interior, que &#8220;atrai&#8221; ou &#8220;repele&#8221;, em sintonia de harmoniza\u00e7\u00e3o com as nossas &#8220;prefer\u00eancias&#8221; de envolvimento &#8220;existencial&#8221; e &#8220;espiritual&#8221;.<\/p>\n<p>Mas como podemos equacionar a influ\u00eancia da &#8220;sensibilidade da alma&#8221;, no &#8220;comportamento humano?<\/p>\n<p>Como poderemos entender esse processo subjetivo de intera\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Os psic\u00f3logos Denise Gimenez Ramos (Coordenadora do N\u00facleo de Estudos Junguianos, do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Psicologia Cl\u00ednica da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo) e Pericles Pinheiro Machado Jr. (Mestre em Psicologia Social pela Universidade de S\u00e3o Paulo, e da Birkebeck, University of London), no artigo &#8220;Jung e o caminho em dire\u00e7\u00e3o a si mesmo&#8221;, explicam (fonte: Revista Mente C\u00e9rebro, da Scientific American\/Brasil, ano XXI, n. 263):<\/p>\n<p>-Uma das ideias centrais da psicologia anal\u00edtica, criada pelo psiquiatra Carl Gustav Jung, \u00e9 o processo de individualiza\u00e7\u00e3o, que percorre toda a evolu\u00e7\u00e3o humana (tanto no n\u00edvel pessoal como no coletivo). Trata-se do processo de &#8220;tornar-se uma pessoa inteira&#8221;, subjetivamente integrada, o que desperta um sentido de autorrealiza\u00e7\u00e3o. \u00c9 claro que falamos aqui de uma vis\u00e3o idealizada, mas motiva o ser humano do nascimento \u00e0 velhice e o guia nas escolhas afetivas e profissionais.<br \/>\nEmbora todos n\u00f3s tenhamos os mesmos padr\u00f5es b\u00e1sicos de comportamento, a rela\u00e7\u00e3o desses aspectos com a consci\u00eancia se transforma \u00e0 medida que novos conte\u00fados da subjetividade s\u00e3o assimilados pela consci\u00eancia coletiva.<br \/>\n(&#8230;) O processo de individualiza\u00e7\u00e3o, tal como concebido por Jung, \u00e9 resultante da intera\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo com o coletivo. No plano individual, \u00e0 medida que a crian\u00e7a se desenvolve, aptid\u00f5es e caracter\u00edsticas da subjetividade se tornam mais evidentes e singulares. De certo modo, o processo de individualiza\u00e7\u00e3o depende dessa fina sintonia com o que podemos chamar de nossa ess\u00eancia, que, embora dependa da gen\u00e9tica, da educa\u00e7\u00e3o e do ambiente familiar e cultural, certamente a tudo transcende.<\/p>\n<p>Por sua vez, esclarece a psic\u00f3loga Virg\u00ednia Ferreira (Professora da Faculdade de Medicina de Petr\u00f3polis), em entrevista concedida ao Jornal Correio Braziliense, edi\u00e7\u00e3o de 7 de dezembro de 2014:<\/p>\n<p>&#8211; O sujeito \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de pelo menos tr\u00eas esferas: org\u00e2nica, psicol\u00f3gica e social. N\u00e3o h\u00e1 como tentar entend\u00ea-lo ou explic\u00e1-lo a partir de uma esfera. Essas tr\u00eas esferas d\u00e3o vida e movimento ao sujeito e, juntas, portanto, determinam seu comportamento.<br \/>\nO que determina o comportamento humano, seja esse comportamento violento ou d\u00f3cil, \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o que esse sujeito recebeu na inf\u00e2ncia e, ainda, o psicol\u00f3gico desse sujeito tamb\u00e9m ser\u00e1 influenciado pela educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em seguida, sobre a influ\u00eancia dos eventos ocorridos na nossa inf\u00e2ncia, complementa a doutora Virg\u00ednia:<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 necess\u00e1rio entender que uma crian\u00e7a, ao nascer, \u00e9 um ser natural. Se quiser fazer xixi ou coc\u00f4, faz na fralda; se contrariada vai transformando sua natureza puramente natural numa natureza cultural, o que significa dominar seus impulsos e agir de acordo com a moral. O sujeito, para viver em civiliza\u00e7\u00e3o, deve necessariamente submeter seus impulsos agressivos \u00e0s regras sociais. Isso \u00e9 fundamental, porque a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o extingue tais impulsos, apenas nos ensina que eles devem permanecer sob o dom\u00ednio da raz\u00e3o, da moral e dos costumes.<\/p>\n<p>Termino esta mensagem afirmando que ao acreditar nas proje\u00e7\u00f5es sens\u00f3rias da subjetividade dos nossos &#8220;comportamentos&#8221;, estamos mostrando (em todos os nossos relacionamentos) a luminosidade interior da nossa &#8220;sensibilidade da alma&#8221;. <\/p>\n<p>Notas:<br \/>\n1.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem momentos em que podemos ficar surpresos com o nosso &#8220;comportamento&#8221;, ou com os de outras pessoas. \u00c9 o que acontece quando vivenciamos certas experi\u00eancias prerceptivas de &#8220;rea\u00e7\u00f5es emocionais&#8221; que, ali\u00e1s, h\u00e1 muito despertam o intresse de estudiosos e pesquisadores da mente. 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