{"id":632,"date":"2015-02-28T22:42:55","date_gmt":"2015-03-01T00:42:55","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=632"},"modified":"2017-02-01T21:23:51","modified_gmt":"2017-02-01T23:23:51","slug":"sentindo-a-subjetividade-humana-com-a-sensibilidade-da-alma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=632","title":{"rendered":"(021) Sentindo a &#8220;subjetividade humana&#8221;, com a &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221;."},"content":{"rendered":"<p>Hoje vou tratar de um tema relevante para (atrav\u00e9s da pr\u00e1tica do &#8220;voltar-se para si mesmo&#8221;), exercitar o favorecimento do despertar da nossa &#8220;sensibilidade da alma&#8221;. Refiro-me \u00e0 &#8220;subjetividade humana&#8221; (mas n\u00e3o a que molda a nossa &#8220;personalidade&#8221;), mas \u00e0 &#8220;subjetividade&#8221; das proje\u00e7\u00f5es da nossa interior &#8220;ess\u00eancia existencial&#8221;. <\/p>\n<p>No seu livro &#8220;E o C\u00e9rebro Criou o Homem&#8221;, o neurocientista Antonio Damasio sustenta que:  &#8220;Sem a consci\u00eancia &#8211; isto \u00e9, sem uma mente dotada de subjetividade -, voc\u00ea n\u00e3o tem como saber que existe, quanto mais saber que voc\u00ea \u00e9, e o que pensa&#8221;.<\/p>\n<p>Por sua vez, em entrevista \u00e0 revista VEJA (quando falou como as emo\u00e7\u00f5es e os sentimentos s\u00e3o essenciais ao influenciar a tomada de decis\u00f5es e moldar a raz\u00e3o humana), ele assim definiu o que \u00e9 &#8220;mente&#8221;:<\/p>\n<p>&#8211; Ela \u00e9 uma sucess\u00e3o de representa\u00e7\u00f5es criadas atrav\u00e9s de sistemas visuais, auditivos, t\u00e1teis e, muito frequentemente, das informa\u00e7\u00f5es fornecidas pelo pr\u00f3prio corpo sobre o que est\u00e1 acontecendo com ele.<\/p>\n<p>Em resumo: a mente \u00e9 um filme sobre o que se passa no corpo e no mundo a sua volta.<\/p>\n<p>Com essa s\u00edntese de Antonio Damasio, passei a conceber a mente, como sendo a concentra\u00e7\u00e3o do conjunto de todas as informa\u00e7\u00f5es (internas e externas) que recebemos. <\/p>\n<p>H\u00e1 muito direcionei o meu interesse para as manifesta\u00e7\u00f5es da &#8220;subjetividade humana&#8221;. Estou (sempre que poss\u00edvel), lendo e relendo este fato narrado pela conceituada Fil\u00f3sofa Terezinha Azer\u00eado Rios (fonte: livro &#8220;Vivemos mais!\/Vivemos bem?, escrito por ela e Mario Sergio Cortella, publicado pela Editora Papirus 7 mares):<\/p>\n<p>&#8211; Agnes Heller, em &#8220;A filosofia radical&#8221;, diz que as perguntas cr\u00edticas s\u00e3o como &#8220;as quest\u00f5es mais pueris&#8221;, as perguntas das crian\u00e7as, que nos desinstalam, nos desconcertam e que nos provocam no sentido de nos revermos, de buscar algo n\u00e3o pensado, n\u00e3o conhecido.<br \/>\nOutro dia, numa palestra, quando eu falava sobre essa quest\u00e3o, um rapaz trouxe um exemplo desse tipo de pergunta.<\/p>\n<p>Ele dizia para a filha: &#8220;J\u00e1 s\u00e3o dez e meia da noite e voc\u00ea tem que dormir. N\u00e3o \u00e9 hora de ficar assistindo desenho na TV&#8221;.<\/p>\n<p>E a pequena retrucou: &#8220;Mas desenhos n\u00e3o s\u00e3o para crian\u00e7as?&#8221;<\/p>\n<p>Ele respondeu que sim.<\/p>\n<p>&#8220;Ent\u00e3o por que passam na hora que a crian\u00e7a tem que dormir?&#8221;.<\/p>\n<p>Analisando detidamente esse fato, intensifiquei a pr\u00e1tica do exerc\u00edcio do &#8220;voltar-se para si mesmo&#8221;, com a inten\u00e7\u00e3o de estimular a minha &#8220;percep\u00e7\u00e3o subjetiva&#8221;. <\/p>\n<p>Com o crescente desenvolvimento desse processo de &#8220;interioriza\u00e7\u00e3o&#8221;, reiventei o meu &#8220;viver&#8221;. Fiquei mais perceptivo \u00e0 subjetividade do meu &#8220;sentir&#8221; as informa\u00e7\u00f5es sens\u00f3rias do &#8220;mundo exterior&#8221;.<\/p>\n<p>Para mim, a nossa &#8220;subjetividade&#8221; se manifesta &#8220;de dentro para fora&#8221;, atrav\u00e9s das &#8220;proje\u00e7\u00f5es&#8221; (conscientes e inconscientes) do nosso &#8220;sentir&#8221;. Mas \u00e9 claro que a &#8220;subjetividade humana&#8221; tamb\u00e9m pode ser estimulada pelas &#8220;representa\u00e7\u00f5es recebidas (inclusive inconsciente) da &#8220;realidade exterior&#8221;. Foi o caso da pergunta sobre o hor\u00e1rio dos desenhos na TV.<\/p>\n<p>Portanto, cada um de n\u00f3s (vivenciando uma mesma situa\u00e7\u00e3o) reagimos de modos diferentes, de acordo com a &#8220;subjetividade&#8221; do nosso &#8220;sentir&#8221;.<\/p>\n<p>A respeito, esclarece a doutora Jeni Vaitsman, Pesquisadora-titular da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz, na sua abordagem sobre  &#8220;Subjetividade e paradigma de conhecimento&#8221; (fonte: Boletim T\u00e9cnico do Senac, volume 21, n. 2, ano 1995):<\/p>\n<p>&#8211; O conhecimento cient\u00edfico n\u00e3o \u00e9 mais tratado como &#8220;representa\u00e7\u00e3o exata da realidade&#8221; e sim como uma forma de representa\u00e7\u00e3o da realidade, entre outras (cf. Roety, R, em &#8220;A filosofia como espelho  da natureza&#8221;, Lisboa, Dom Quixote, 1988). Cada pessoa lida, de modo singular, com os est\u00edmulos psicossociais que recebe.<\/p>\n<p>No meu entender, considero que as revela\u00e7\u00f5es da &#8220;subjetividade humana&#8221; pertencem, portanto, \u00e0 &#8220;ess\u00eancia da nossa &#8220;interioridade&#8221;. Essas &#8220;representa\u00e7\u00f5es interiores&#8221; traduzem e revelam os nossos &#8220;sentimentos&#8221; e &#8220;emo\u00e7\u00f5es&#8221;, que se projetam para fora (para a nossa &#8220;realidade exterior&#8221;), atrav\u00e9s da &#8220;sensibilidade interior&#8221; do nosso &#8220;sentir&#8221;. \u00c9, portanto, sob um enfoque de &#8220;subjetividade&#8221;, a intera\u00e7\u00e3o da nossa &#8220;realidade interior&#8221; com as viv\u00eancias do nosso &#8220;como sentir&#8221; a &#8220;realidade exterior&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Afinal de contas, o que \u00e9 &#8220;realidade&#8221;?&#8221;.<\/p>\n<p>Este foi o t\u00edtulo de uma mat\u00e9ria do jornal Correio Popular, de Campinas (edi\u00e7\u00e3o de 01.10.2014), merecendo registro, neste espa\u00e7o virtual, o seguinte coment\u00e1rio sobre a cria\u00e7\u00e3o do pintor surrealista Salvador Dal\u00ed:<\/p>\n<p>&#8211; Sem d\u00favida ele usava seu c\u00e9rebro de uma forma singular. Talvez o que diferencie o g\u00eanio do comum mortal seja isso, a forma como primeiro explora suas potencialidades mentais.<\/p>\n<p>Mestre do imagin\u00e1rio &#8211; al\u00e9m de grande marqueteiro &#8211; Dal\u00ed certamente sabia que a diferen\u00e7a entre o que \u00e9 real e o que a nossa mente cria, n\u00e3o passa de uma quest\u00e3o de ponto de vista.<\/p>\n<p>De acordo com alguns neurocientistas, como Rodolfo Llinas, da Universidade de Nova York, a realidade como percebemos \u00e9 pura subjetividade. &#8220;Luz nada mais \u00e9 do que a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica. Cores n\u00e3o existem fora da mente. Nem sons. O som \u00e9 um produto da rela\u00e7\u00e3o entre uma vibra\u00e7\u00e3o externa e o c\u00e9rebro. Se n\u00e3o existisse c\u00e9rebro, n\u00e3o haveria som, nem cores, nem luz, nem escurid\u00e3o&#8221;, diz Llinas.<\/p>\n<p>Para mim, &#8220;realidade&#8221; \u00e9 a composi\u00e7\u00e3o de percep\u00e7\u00f5es de imagens, pelo nosso &#8220;sentir&#8221;, subjetivamente dimensionada quando esse &#8220;sentir&#8221; \u00e9 com a &#8220;sensibilidade da alma&#8221;.<\/p>\n<p>Vejam o que ensina Lya Luft, logo no in\u00edcio de &#8220;A marca no flanco&#8221; (em &#8220;Perdas &#038; Ganhos&#8221;, Edi\u00e7\u00e3o Comemorativa 10 anos, Editora Record): <\/p>\n<p>&#8211; O mundo n\u00e3o tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui forma, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. A concep\u00e7\u00e3o mais simples e l\u00f3gica, considera que &#8220;subjetivo&#8221; \u00e9 tudo que n\u00e3o \u00e9 &#8220;objetivo&#8221;.<\/p>\n<p>Pergunto, neste espa\u00e7o virtual:<\/p>\n<p>Mas como manifestamos a nossa &#8220;subjetividade?<\/p>\n<p>Resposta. Com o &#8220;sentir&#8221; da nossa &#8220;interioridade&#8221;. Com o &#8220;sentir&#8221; da &#8220;sensibilidade da alma&#8221;.<\/p>\n<p>Termino esta mensagem alertando que, por vezes, o registro (pelo c\u00e9rebro) da vis\u00e3o de imagens da &#8220;realidade objetiva&#8221;, pode ser enganoso.<\/p>\n<p>Fa\u00e7am este teste (fonte: Revista &#8220;Segredo da Mente&#8221;, ano 1, n\u00famero 2, ano 2014, da Editora Alto Astral):<\/p>\n<p>Calcule mentalmente, sem ajuda de papel ou calculadora (antes de ler a resposta):<\/p>\n<p>Se voc\u00ea tem 1000 e soma 40, depois acrescenta outros 1000 e soma mais 30. A\u00ed, soma outros 1000 e, agora, mais 20. Por fim, soma outros 1000 e mais 10. Qual \u00e9 o total?<\/p>\n<p>Resposta: A grande maioria das pessoas respondem 5000, mas est\u00e1 errado. O certo \u00e9 4.100. \u00c9 que a sequ\u00eancia decimal acaba confundindo o c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Notas:<br \/>\n1.Esta mensagem est\u00e1 sendo novamente postada, em raz\u00e3o do ataque de hackers ocorrido no ano passado.<br \/>\n2.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n3.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje vou tratar de um tema relevante para (atrav\u00e9s da pr\u00e1tica do &#8220;voltar-se para si mesmo&#8221;), exercitar o favorecimento do despertar da nossa &#8220;sensibilidade da alma&#8221;. 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