{"id":566,"date":"2015-02-26T18:04:15","date_gmt":"2015-02-26T20:04:15","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=566"},"modified":"2017-01-30T22:55:09","modified_gmt":"2017-01-31T00:55:09","slug":"sentindo-a-ciencia-no-despertar-da-sensibilidade-da-alma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=566","title":{"rendered":"(011) Sentindo a ci\u00eancia, no despertar da &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221;."},"content":{"rendered":"<p>A mensagem do nosso \u00faltimo encontro recebeu o t\u00edtulo &#8211; Sentindo a import\u00e2ncia das nossas &#8220;buscas&#8221; interiores, para o despertar da &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221;. Nela fiz refer\u00eancia a esta explica\u00e7\u00e3o do psiquiatra e fil\u00f3sofo italiano Mauro Maldonato, ao ser entrevistado pela revista PSIQUE, ano VIII, n. 103:<\/p>\n<p>&#8211; Acreditamos erroneamente estar cientes da maior parte de nossas fun\u00e7\u00f5es mentais. Ao contr\u00e1rio, grande parte dos processos nervosos \u00e9 incosciente. Nosso c\u00e9rebro continua a funcionar durante o sono. Por outro lado, muitas fun\u00e7\u00f5es mentais &#8211; da decis\u00e3o \u00e0 mem\u00f3ria e \u00e0 vis\u00e3o &#8211; ocorrem, em maior parte, em n\u00edvel inconsciente. (&#8230;) Enfim, numerosas fun\u00e7\u00f5es mentais se realizam sem nosso controle e sem que saibamos.<\/p>\n<p>Por sua vez, fiz refer\u00eancia ao conceituado neurocientista Antonio Damasio, Diretor do Instituto do C\u00e9rebro e da Criatividade, da Universidade do Sul da Calif\u00f3rnia, que esclarece:<\/p>\n<p>&#8211; Quando olhamos para o mar, n\u00e3o vemos apenas o azul do mar, sentimos que estamos a viver esse momento de percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Portanto, al\u00e9m da visao da &#8220;experi\u00eancia consciente&#8221; de &#8220;estar vendo o mar&#8221;, tamb\u00e9m, atrav\u00e9s da nossa &#8220;percep\u00e7\u00e3o subjetiva&#8221;, vivenciamos o &#8220;estado de alma&#8221; de &#8220;sentir-se bem&#8221; ao contemplar o mar (ou seja: a sensa\u00e7\u00e3o de tamb\u00e9m &#8220;sentir&#8221; com a nossa &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221;).<\/p>\n<p>Os neurocientistas e os fil\u00f3sofos da mente est\u00e3o se dedicando ao estudo das nossas &#8220;experi\u00eancias conscientes&#8221;, com a finalidade de buscar respostas para o mist\u00e9rio da &#8220;consci\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>Nesta mensagem, vou reproduzir partes da excelente e consistente mat\u00e9ria de capa da revista Conheciento Pr\u00e1tico &#8211; Filosofia, n. 48, assinada por Daniel Borgoni (Mestrando em Filosofia, pela Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), com bolsa da Capes (contato: danielborgoni@gmail.com):<\/p>\n<p>&#8211; A experi\u00eancia consciente, embora seja um estado mental pass\u00edvel de explica\u00e7\u00e3o por quem tenha experimentado uma determinada sensa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 algo que se deva generalizar, j\u00e1 que ela possui um car\u00e1ter qualitativo subjetivo, variando de acordo com cada pessoa ou situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois de descrever algumas das suas &#8220;experi\u00eancias conscientes&#8221;, esclarece:<\/p>\n<p>&#8211; Quando as tive, cada uma delas apareceu em minha consci\u00eancia de um determinado modo, ou seja, cada uma delas teve uma caracter\u00edstica qualitativa distinta que foi apreendida subjetivamente. Assim, as experi\u00eancias conscientes t\u00eam caracteres qualitativos subjetivos que s\u00e3o acess\u00edveis a partir de um ponto de vista em primeira pessoa e, portanto, s\u00e3o realtivos a quem est\u00e1 tendo a experi\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8211; Quando temos uma experi\u00eancia consciente, adentramos em um estado mental com car\u00e1ter qualitativo, isto \u00e9, um estado mental que aparece de um modo espec\u00edfico \u00e0 consci\u00eancia do experimentador. Os estados mentais podem ser classificados em sensa\u00e7\u00f5es, cogni\u00e7\u00f5es, emo\u00e7\u00f5es, percep\u00e7\u00f5es, entre outros (&#8230;). Por exemplo,\u00e9 coerrente afirmar que a ess\u00eancia daquilo que chamamos &#8220;dor&#8221; \u00e9 o que sentimos quando temos dor. Assim, para que eu saiba o que a dor \u00e9, parece ser condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria que eu tenha sentido dor.<\/p>\n<p>&#8211; Desse modo, estados mentais conscientes e, portanto, experi\u00eancias conscientes, parecem possuir propriedades qualitativas intr\u00ednsecas que s\u00f3 podem ser apreendidas na perspectiva de primeira pessoa e, consequentemente, s\u00e3o inescrut\u00e1veis a um observador externo. No \u00e2mbito da filosofia da mente tais propriedades s\u00e3o denominadas qualia.<\/p>\n<p>&#8211; Os qualia s\u00e3o associados \u00e0 consci\u00eancia fenom\u00eanica, tendo em vista que eles s\u00e3o apreendidos pela consci\u00eancia de quem os experiencia, ou seja, as caracter\u00edsticas ou propriedades qualitativas da experi\u00eancia subjetiva aparecem a uma consci\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 importante notar que &#8220;consci\u00eancia&#8221; \u00e9 um termo que admite v\u00e1rias acep\u00e7\u00f5es, como estar desperto, estar em estado de vig\u00edlia, estar atento a algo ou ter autoconsci\u00eancia. Mas a consci\u00eancia fenom\u00eanica aponta para outro sentido, a saber, a consic\u00eancia entendida como experi\u00eancia consciente.<\/p>\n<p>&#8211; Como vemos, as experi\u00eancias conscientes s\u00e3o comuns em nossa vida.<\/p>\n<p>&#8211; De forma mais clara, c\u00e9rebros, sapatos, cadeiras, el\u00e9trons, terremotos, planetas, neur\u00f4nios, manchas solares, part\u00edculas subat\u00f4micas, a fotoss\u00edntese, etc, podem ser explicados em termos biol\u00f3gicos, qu\u00edmicos ou f\u00edsicos e, assim, em termos objetivos. Entretanto, a consci\u00eancia tem uma particularidade que n\u00e3o se verifica nas outras coisas e fen\u00f4menos do mundo: a subjetividade.<\/p>\n<p>&#8211; Assim, se a consci\u00eancia tem caracter\u00edsticas qualitativas intr\u00ednsecas (os qualia) que s\u00f3 podem ser apreendidas subjetivamente e, portanto, inescrut\u00e1veis e indescrit\u00edveis sob um ponto de vista de terceira pessoa, como conciliar a objetividade das experi\u00eancias cient\u00edficas com a subjetividade da consci\u00eancia, se &#8220;essa objetividade resulta justamente, da tentativa de eliminar tudo que seja relativo a um determinado ponto de vista? (Abrantes, in Cadernos de Hist\u00f3ria e Filosofia das Ci\u00eancias, Campinas, v. 15, p.223-244, 2005).<\/p>\n<p>Ao encerrar esta mensagem, justifico a inclus\u00e3o dessas cita\u00e7\u00f5es, porque ser\u00e3o \u00fateis para a continuidade da nossa &#8220;caminhada&#8221;, visando alcan\u00e7ar e aprimorar a percep\u00e7\u00e3o subjetiva do despertar da nossa &#8220;sensibilidade da alma&#8221;. Al\u00e9m disso, neste espa\u00e7o virtual, n\u00e3o posso induzir meus seguidores \u00e0 informa\u00e7\u00f5es sem embasamento de comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, em raz\u00e3o da minha qualifica\u00e7\u00e3o profissional (ver meu perfil, clicando no meu nome).<\/p>\n<p>Notas:<br \/>\n1.Esta mensagem est\u00e1 sendo novamente postada, em raz\u00e3o do ataque de hackers ocorrido no ano passado.<br \/>\n2.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n3.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mensagem do nosso \u00faltimo encontro recebeu o t\u00edtulo &#8211; Sentindo a import\u00e2ncia das nossas &#8220;buscas&#8221; interiores, para o despertar da &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221;. 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