{"id":562,"date":"2015-02-26T12:47:34","date_gmt":"2015-02-26T14:47:34","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=562"},"modified":"2017-01-30T22:54:19","modified_gmt":"2017-01-31T00:54:19","slug":"sentindo-a-importancia-das-nossas-buscas-interiores-para-o-despertar-da-sensibilidade-da-alma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=562","title":{"rendered":"(010) Sentindo a import\u00e2ncia das nossas &#8220;buscas&#8221; interiores, para o despertar da &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221;."},"content":{"rendered":"<p>Que bom que voc\u00ea veio para este encontro. O d\u00e9cimo deste espa\u00e7o virtual, que ajudar\u00e1 voc\u00ea  conhecer a \u201csubjetividade\u201d da  sua \u201crealidade interior\u201d, mediante \u201cbuscas\u201d de condi\u00e7\u00f5es que favore\u00e7am o despertar da sua \u201csensibilidade da alma\u201d.<\/p>\n<p>Que bom que voc\u00ea veio iniciar uma nova \u201ccaminhada\u201d, para  conhecer a \u201cluminosidade interior\u201d do seu \u201cviver\u201d. O \u201cviver\u201d que  para a escritora Lya Luft , \u201cdeveria ser \u2013 at\u00e9 o \u00faltimo pensamento e o derradeiro olhar \u2013 transformar-se\u201d (fonte: \u201cPerdas &#038; Ganhos\u201d, Edi\u00e7\u00e3o Comemorativa 10 anos, ano 2013, Editora RECORD). <\/p>\n<p>Por sua vez, no cap\u00edtulo \u201cA marca  no flanco\u201d, complementa a consagrada escritora: <\/p>\n<p>-Talvez seja utopia, mas se eu deixar que se embote a minha sensibilidade, quando envelhecer, em vez de estar ressequida, eu  terei chegado ao m\u00e1ximo exerc\u00edcio de meus afetos.<\/p>\n<p>-Tudo se complica porque trazemos nosso equipamento ps\u00edquico. Nascemos do jeito que somos: algo em n\u00f3s \u00e9 imut\u00e1vel, nossa ess\u00eancia s\u00e3o paredes dif\u00edceis de escalar, fortes demais para admitir aberturas. Essa batalha ser\u00e1 a de toda a nossa exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Agora, d\u00ea uma parada na leitura e volte a sua aten\u00e7\u00e3o para o \u201ccaminho\u201d da paisagem acima, estimulando o querer \u201csentir\u201d a \u201cpercep\u00e7\u00e3o subjetiva\u201d do seu \u201cimagin\u00e1rio\u201d. <\/p>\n<p>\u00c9 a paisagem de um \u201ccaminho\u201d ladeado de \u00e1rvores. Um \u201ccaminho\u201d semelhante ao da nossa \u201cexist\u00eancia\u201d, que n\u00e3o tem fim. Um \u201ccaminho\u201d que (com o alcance da nossa vis\u00e3o) termina com o in\u00edcio de uma curva que ser\u00e1 atingida pelo caminhar de um homem (um viajante solit\u00e1rio). Uma curva que o levar\u00e1 para uma ainda desconhecido, nesta dimens\u00e3o existencial.<\/p>\n<p>Observa-se que na harmonia da composi\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio da paisagem, no \u201cinstante\u201d da nossa contempla\u00e7\u00e3o, a percep\u00e7\u00e3o interior do nosso \u201cimagin\u00e1rio\u201d nos envolve com impulsos sens\u00f3rios de sensa\u00e7\u00f5es de proje\u00e7\u00f5es subjetivas de estados de \u201cpaz\u201d, estados de \u201cserenidade interior\u201d e de \u201cbem-estar\u201d.<\/p>\n<p>S\u00e3o sensa\u00e7\u00f5es sens\u00f3rias da nossa \u201cinterioridade\u201d, da \u201csubjetividade\u201d da \u201cess\u00eancia\u201d da \u201csensibilidade da alma\u201d. <\/p>\n<p>S\u00e3o as \u201cpercep\u00e7\u00f5es interiores\u201d do \u201csentir\u201d os nossos \u201cestados de alma\u201d que n\u00e3o comportam, no \u201cinstante\u201d da contempla\u00e7\u00e3o da paisagem, a condicionante sensa\u00e7\u00e3o ilus\u00f3ria da passagem do \u201ctempo\u201d. <\/p>\n<p>Na natureza, tudo reflete a presen\u00e7a do \u201cBELO\u201d, em sintonia de harmoniza\u00e7\u00e3o com o \u201csentir\u201d a \u201csensibilidade da alma\u201d. <\/p>\n<p>Em tudo que se manifesta na natureza (e dentro de n\u00f3s), s\u00f3 existe o \u201csentir\u201d da sensa\u00e7\u00e3o de um \u00fanico tempo. A do \u201ctempo real\u201d, que  \u201cflui\u201d e molda os registros sens\u00f3rios  das nossas \u201cpercep\u00e7\u00f5es interiores\u201d. <\/p>\n<p>Na natureza, n\u00e3o existe o \u201ctransit\u00f3rio\u201d e nem mesmo o \u201cef\u00eamero\u201d, porque tudo se transforma sem desfigurar a plenitude do seu esplendor, que varia de acordo com as prefer\u00eancia subjetivas das nossas percep\u00e7\u00f5es interiores. <\/p>\n<p>Tudo que  existe na natureza (nas proje\u00e7\u00f5es sens\u00f3rias da nossa \u201crealidade interior), ficar\u00e1 perpetuado na \u201cmem\u00f3ria\u201d do nosso \u201csentir\u201d existencial e espiritual. <\/p>\n<p>Na natureza (como em todas as manifesta\u00e7\u00f5es do nosso \u201cexistir\u201d) o \u201ctempo\u201d n\u00e3o passa.  Somos n\u00f3s (em rela\u00e7\u00e3o ao imaginario do passar do &#8220;tempo&#8221;) que passamos pelo ciclo de  evolu\u00e7\u00e3o do nosso \u201cviver\u201d. Uma passagem ilus\u00f3ria, ao contr\u00e1rio da passagem transmitida nos versos da m\u00fasica \u201cComo uma onda\u201d, de Nelson Motta.<\/p>\n<p>O \u201ctempo\u201d \u00e9 uma \u201cabstra\u00e7\u00e3o\u201d, uma \u201cilus\u00e3o enganosa\u201d, como explica o conceituado neurocientista da atualidade, Antonio Damasio, Diretor do Instituto do C\u00e9rebro e da Criatividade, da Universidade do Sul da Calif\u00f3rnia, no seu artigo sobre \u201cO Tempo na Nossa Mente\u201d (fonte: publica\u00e7\u00e3o da Biblioteca Scientific American\/Brasil, n. 3, sobre o tema \u201cEnigmas do Espa\u00e7o-Tempo\u201d):<\/p>\n<p>&#8211; V\u00e1rias estruturas cerebrais contribuem para a organiza\u00e7\u00e3o de nossas experi\u00eancias em cronologias de eventos recordados.<\/p>\n<p>Em seguida, complementa:<\/p>\n<p>&#8211; Desconhecemos como o tempo mental se relaciona com o rel\u00f3gio biol\u00f3gico do tempo corporal. Tampouco \u00e9 claro se o tempo mental depende de um s\u00f3 instrumento para seguir o tempo, ou se a dura\u00e7\u00e3o de nossas experi\u00eancias e a ordem temporal dependem essencialmente, exclusivamente at\u00e9, do processamento das informa\u00e7\u00f5es. Se esta \u00faltima alternativa for verdade, o tempo mental deve ser determinado pela aten\u00e7\u00e3o que damos aos eventos e \u00e0s emo\u00e7\u00f5es que sentimos quando eles ocorrem.  Deve ainda ser influenciado pela maneira como registramos esses eventos e pelas interfer\u00eancias que fazemos conforme os percebemos e os relembramos.<\/p>\n<p>Quero justificar a inclus\u00e3o desses informes da neuroci\u00eancia, porque entendo que para a percep\u00e7\u00e3o do despertar da nossa \u201csensibilidade da alma\u201d (proposta central deste espa\u00e7o virtual), considero ser de fundamental import\u00e2ncia a nossa aceita\u00e7\u00e3o \u201cconsciente\u201d de que o \u201ctempo\u201d n\u00e3o existe.<\/p>\n<p>O \u201ctempo\u201d n\u00e3o existe, principalmente, para a \u201cressignifica\u00e7\u00e3o espiritual\u201d do nosso  \u201cexistir\u201d, do nosso \u201cviver\u201d. N\u00e3o existe para as nossas \u201cbuscas interiores\u201d, que fazem parte da  necessidade de \u201ccrescimento\u201d em todos os sentidos.<\/p>\n<p>Eu gosto desta explica\u00e7\u00e3o de OSHO (fonte: Introdu\u00e7\u00e3o do livro \u201cDestino, liberdade e alma\u201d):<\/p>\n<p>&#8211;  O homem \u00e9 uma busca \u2013 n\u00e3o uma pergunta, mas uma busca. Uma pergunta pode ser resolvida intelectualmente, mas uma busca tem de ser resolvida existencialmente.  N\u00e3o que estejamos buscando algumas respostas para algumas quest\u00f5es; estamos buscando algumas respostas para a nossa exist\u00eancia.<br \/>\n\u00c9 uma busca porque as perguntas s\u00e3o sobre os outros. Uma busca \u00e9 sobre si mesmo. O homem est\u00e1 buscando a si mesmo. Ele sabe que ele existe, mas tamb\u00e9m sabe que n\u00e3o sabe quem ele \u00e9.<\/p>\n<p>Portanto, todos n\u00f3s precisamos estar \u201cconscientes\u201d da import\u00e2ncia do significado existencial (e tamb\u00e9m espiritual) do nosso \u201cviver\u201d.<\/p>\n<p>Dois registros relevantes merecem aten\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>O primeiro, \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o do psiquiatra e fil\u00f3sofo italiano Mauro Maldonato, na entrevista concedida \u00e0 revista Psique Ci\u00eancia &#038; Vida, ao visitar o Brasil para lan\u00e7ar o seu livro mais recente \u2013 \u201cDa Mesma Mat\u00e9ria que os Sonhos\u201d (fonte: Revista PSIQUE, ano VIII, n. 103):<\/p>\n<p>&#8211; Acreditamos erroneamente estar cientes da maior parte de nossas fun\u00e7\u00f5es mentais.  Ao contr\u00e1rio, grande parte dos processos nervosos \u00e9 inconsciente.  Nosso c\u00e9rebro continua a funcionar durante o sono.  Por outro lado, muitas fun\u00e7\u00f5es mentais &#8211; da decis\u00e3o \u00e0 mem\u00f3ria e \u00e0 vis\u00e3o \u2013 ocorrem, em maior parte, em n\u00edvel inconsciente. (&#8230;) Enfim, numerosas fun\u00e7\u00f5es mentais se realizam sem o  nosso controle e sem que saibamos.<\/p>\n<p>O segundo, \u00e9 esta comprova\u00e7\u00e3o do citado neurocientista Antonio Damasio, em entrevista concedida em Portugal \u00e0 Ana Gerschenfeld  (fonte: www.P\u00fablico.pt\/ ): <\/p>\n<p>&#8211; Quando olhamos para o mar, n\u00e3o vemos apenas o azul do mar, sentimos que estamos a viver esse momento de percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Termino esta mensagem, sugerido que pensem sobre a import\u00e2ncia das nossas \u201cbuscas interiores\u201d, do nosso \u201cautoconhecimento\u201d, que, certamente, favorecem o despertar da ess\u00eancia da nossa \u201csensibilidade da alma\u201d.<\/p>\n<p>Notas:<br \/>\n1.Esta mensagem est\u00e1 sendo novamente postada, em raz\u00e3o do ataque de hackers ocorrido no ano passado.<br \/>\n2.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n3..Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que bom que voc\u00ea veio para este encontro. 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