{"id":5398,"date":"2016-12-06T17:01:52","date_gmt":"2016-12-06T19:01:52","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=5398"},"modified":"2017-02-01T22:41:12","modified_gmt":"2017-02-02T00:41:12","slug":"sentindo-a-sensibilidade-da-alma-do-poeta-ferreira-gullar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=5398","title":{"rendered":"(132) Sentindo a &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221; do poeta Ferreira Gullar."},"content":{"rendered":"<p>Passar pela vida \u00e9 perpetuar, preferencialmente de modo significativo, a nossa miss\u00e3o existencial. \u00c9  perpetuar, como exemplo de \u201cviver\u201d, de &#8220;pensar&#8221;, de \u201csentir\u201d&#8230; \u00c9 perpetuar, compondo o mosaico da nossa caminhada escolhida. Para Simone de Beauvoir \u2013 \u201cN\u00e3o h\u00e1 uma pegada do meu caminho que n\u00e3o passe pelo caminho do outro\u201d. Esse seu &#8220;pensar&#8221; \u00e9 revelador de um \u00fanico e universal  sentido do ciclo da vida. Explico: manifesta-se pelas nossas oportunidades de &#8220;crescimento&#8221; em todos os sentidos. S\u00e3o eles: os de \u201cilumina\u00e7\u00e3o interior\u201d, de \u201caprimoramento\u201d, de \u201celeva\u00e7\u00e3o espiritual\u201d e muitos outros. Cabe a n\u00f3s as &#8220;escolhas&#8221; e o nosso potencial interior de &#8220;acreditar&#8221;. Assim ser\u00e1 &#8220;definida&#8221;, e por n\u00f3s &#8220;sentida&#8221;, a nossa &#8220;harmoniza\u00e7\u00e3o interior&#8221; com a &#8220;ess\u00eancia transcendente&#8221; da finalidade &#8220;existencial&#8221; e &#8220;espiritual&#8221; de toda jornada humana. A &#8220;transforma\u00e7\u00e3o espiritual&#8221; ensejada pela \u201cfinitude humana\u201d, n\u00e3o deixa somente as &#8220;perdas&#8221;. Permanecem em n\u00f3s, por dimens\u00f5es infinitas da evolu\u00e7\u00e3o do nosso &#8220;existir&#8221;, as matizes sens\u00f3rias do &#8220;BELO&#8221; do \u201ccomo viver\u201d e, principalmente, do \u201csaber viver\u201d. O \u201csaber\u201d que inspirou estes versos de Cora Coralina (lembrado na primeira mensagem deste espa\u00e7o virtual):<\/p>\n<p>N\u00e3o sei&#8230; Se a vida \u00e9 curta<br \/>\nOu longa demais pra n\u00f3s,<br \/>\nMas sei que nada do que vivemos<br \/>\nTem sentido, se n\u00e3o tocamos o cora\u00e7\u00e3o das pessoas.<\/p>\n<p>E isso n\u00e3o \u00e9 coisa de outro mundo,<br \/>\n\u00c9 o que d\u00e1 sentido \u00e0 vida.<br \/>\n\u00c9 o que faz com que ela<br \/>\nN\u00e3o seja nem curta,<br \/>\nNem longa demais,<br \/>\nMas que seja intensa,<br \/>\nVerdadeira, pura&#8230; Enquanto durar.<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o as palavras do meu &#8220;sentir&#8221;, com tristeza, a &#8220;eleva\u00e7\u00e3o espiritual&#8221; do poeta Ferreira Gullar, que pediu para morrer em paz e longe da UTI.<\/p>\n<p>Para a merecida homenagem deste espa\u00e7o virtual, destaco estas percep\u00e7\u00f5es interiores da sua  &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221; (Fontes de pesquisa: (1) Entrevista realizada em 11\/08\/2010, http:\/\/www.revistadehistoria.com.br, logo ap\u00f3s ter sido agraciado com o Pr\u00eamio Cam\u00f5es; (2) Entrevista concedida ao editor Pedro Dias Leite, na edi\u00e7\u00e3o de VEJA, de 26\/11\/2012, em  http:\/\/veja.abril.com.br; (3) Entrevista realizada em 10\/09\/2015, concedida ao Jornalista Ubiratan Brasil, do jornal O Globo, comemorando &#8220;85 anos de poesia&#8221;, em http:\/\/www.fronteiras.com):<\/p>\n<p>1. Sobre como faz seus poemas:<br \/>\nFG. [Eu] n\u00e3o trabalho em poesia. Isso n\u00e3o se faz por vontade. Poesia \u00e9 uma coisa que as circunst\u00e2ncias determinam. Eu n\u00e3o posso decidir escrever um poema hoje \u00e0 tarde. N\u00e3o vai acontecer. O poema, pelo menos no meu caso, nasce de um espanto, de uma descoberta inesperada. \u00c0s vezes, fico um ano inteiro sem escrever sequer um poema. Ent\u00e3o, preciso dar tempo ao tempo at\u00e9 ter certeza de que o livro j\u00e1 tem um n\u00famero suficiente de poemas ou de que o que ele expressa est\u00e1 de fato conclu\u00eddo. Por isso, quando me perguntam se sou o poeta Ferreira Gullar, eu respondo: \u201c\u00c0s vezes\u201d.<\/p>\n<p>2. Sobre se a poesia tem alguma finalidade:<br \/>\nFG. Claro! Para in\u00edcio de conversa, a poesia \u00e9 uma coisa necess\u00e1ria para quem faz e para quem l\u00ea. Seria fora de prop\u00f3sito que se fizesse alguma atividade humana desnecess\u00e1ria. As coisas s\u00e3o realizadas porque s\u00e3o necess\u00e1rias de alguma maneira. (&#8230;) tem um p\u00fablico que precisa de poesia. O meu Poema Sujo (1976) \u00e9 paradigm\u00e1tico neste sentido.<\/p>\n<p>3. Sobre como \u00e9 o seu m\u00e9todo de fazer poesia:<br \/>\nFG. Poesia n\u00e3o nasce pela vontade da gente, ela nasce do espanto, alguma coisa da vida que eu vejo e que n\u00e3o sabia. S\u00f3 escrevo assim. Estou na praia, lembro do meu filho que morreu. Ele via aquele mar, aquela paisagem. Hoje estou vendo por ele. A\u00ed come\u00e7o um poema\u2026 Os mortos veem o mundo pelos olhos dos vivos. N\u00e3o d\u00e1 para escrever um poema sobre qualquer coisa. O mundo aparentemente est\u00e1 explicado, mas n\u00e3o est\u00e1. Viver em um mundo sem explica\u00e7\u00e3o alguma ia deixar todo mundo louco. Mas nenhuma explica\u00e7\u00e3o explica tudo, nem poderia. Ent\u00e3o de vez em quando o n\u00e3o explicado se revela, e \u00e9 isso que faz nascer a poesia. S\u00f3 aquilo que n\u00e3o se sabe pode ser poesia.<\/p>\n<p>4. Sobre a possibilidade de viver s\u00f3 de poesia:<br \/>\nFG. N\u00e3o [faria isso]. A poesia \u00e9 algo incontrol\u00e1vel. Se algu\u00e9m vive de poesia, ou morre de fome ou come\u00e7a a escrever bobagens porque n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil assim. A poesia, como vejo, nasce do espanto, de alguma coisa que surpreende e que voc\u00ea tem necessidade de comunicar aos outros. \u00c9 uma experi\u00eancia de vida especial, n\u00e3o acontece todo dia. Isso \u00e9 o que move o poeta a escrever. Sem isso, \u00e9 poss\u00edvel at\u00e9 manusear bem as palavras, mas o poema fica vazio. \u00c9 meu caso. Outro dia, disseram que eu garanti que n\u00e3o mais escreveria poesia. Nunca fiz isso. Algumas vezes, a poesia se arrancou, se negou a comparecer e fiquei perplexo, mas reconheci que parecia que n\u00e3o mais escreveria. (&#8230;) as coisas n\u00e3o s\u00e3o eternas e, como isso n\u00e3o se controla, n\u00e3o digo que farei de qualquer jeito, ou que n\u00e3o vou fazer. S\u00f3 constato que faz tempo que n\u00e3o fa\u00e7o.<\/p>\n<p>5. Sobre como conjuga a emo\u00e7\u00e3o de fazer o poema e ele comover ao mesmo tempo:<br \/>\nFG. Acredito que, se me comovo, outros tamb\u00e9m v\u00e3o se comover. Passo no poema a emo\u00e7\u00e3o que tive. \u00c0s vezes, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais complicada e o poema sa\u00eda menos acess\u00edvel, dependendo do motivo que me levou a escrever. Minha preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 chegar a dizer aquilo que foi novo na vida, que experimentei ali, e encontrar a melhor maneira de expressar. O acaso \u00e9 decisivo n\u00e3o s\u00f3 na vida pessoal, mas tamb\u00e9m na arte. Quando vou escrever um poema, a folha surge em branco, ainda n\u00e3o sei o que vai surgir ali. Qualquer coisa pode acontecer, a probabilidade \u00e9 total porque a p\u00e1gina est\u00e1 em branco. Quando coloco a primeira palavra, reduz a probabilidade, agora j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o acaso. Quando se escreve o primeiro, o segundo verso, a\u00ed o poema vai deixando de ser fruto da probabilidade e do acaso e vai se tornando necess\u00e1rio. Ele pr\u00f3prio come\u00e7a a determinar o que entra ali ou n\u00e3o. Voc\u00ea n\u00e3o sabe o que vai resultar daquilo. \u00c9 um jogo entre acaso e necessidade. Cada poeta tem seu modo de se expressar. Com isso, aumenta a seguran\u00e7a de se expressar. E, com a experi\u00eancia, \u00e9 poss\u00edvel se tornar mais capaz de expressar o que se deseja.<\/p>\n<p>6. Sobre se o momento de vida \u00e9 sempre importante na cria\u00e7\u00e3o:<br \/>\nFG. H\u00e1 quem acredite que os poetas sofrem muito para escrever. N\u00e3o \u00e9 verdade \u2013 no momento da escrita, surge uma felicidade. Escrever \u00e9 uma alquimia, pois transformo sofrimento em alegria, em beleza, em emo\u00e7\u00e3o que o outro vai sentir. (&#8230;) escrevi o Poema Sujo como se fosse a \u00faltima coisa da minha vida, da\u00ed essa rela\u00e7\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es: eu estava no limite [referia-se ao seu per\u00edodo de ex\u00edlio fora do Brasil]. Isso ningu\u00e9m inventa. Eu preferia n\u00e3o ter vivido daquela forma, mas a vida \u00e9 incontrol\u00e1vel. A situa\u00e7\u00e3o era insuport\u00e1vel, mas o fato de eu ser capaz de expressar aquele impasse me ajudava. O pior \u00e9 aquele que n\u00e3o consegue se expressar.<\/p>\n<p>7. Sobre se a vida tem sentido:<br \/>\nFG. O sentido \u00e9 inventado. A vida \u00e9 inventada por n\u00f3s. E o mundo \u00e9 uma coisa inexplic\u00e1vel e maravilhosa. Estou escrevendo sobre o b\u00f3son (b\u00f3son de Higgs ou \u201cpart\u00edcula de Deus\u201d). Dizem que o universo come\u00e7ou com o big-bang. Ent\u00e3o, n\u00e3o havia nada e explodiu. Mas o nada explode? N\u00e3o pode. Descobri lendo sobre o b\u00f3son, que s\u00f3 havia energia. N\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o havia nada. A energia explodiu. E criou o universo. Mas quem criou a energia? Ent\u00e3o, n\u00e3o tem explica\u00e7\u00e3o. E depois o universo \u00e9 infinito, ent\u00e3o ele n\u00e3o tem fora, s\u00f3 tem dentro. Mas se tiver fora \u00e9 ele tamb\u00e9m. \u00c9 o dentro sem fora. Tenho um poema com esse nome. \u201cO dentro sem fora\u201d. Parm\u00eanides, fil\u00f3sofo pr\u00e9-socr\u00e1tico, falava assim: \u2018O um \u00e9 um e n\u00e3o \u00e9 dois\u2019. \u00c9 isso. <\/p>\n<p>8. Sobre o que lhe comove:<br \/>\nFG. A coisa mais dif\u00edcil \u00e9 me livrar de emo\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>9. Sobre a idade ser aliada ou uma inimiga do poeta:<br \/>\nFG. Com o avan\u00e7o da idade, diminuem a vontade e a inspira\u00e7\u00e3o. A gente passa a se espantar menos. Tem poeta que n\u00e3o se espanta mais, mas insiste em continuar escrevendo, n\u00e3o quer se dar por vencido. Ent\u00e3o ele come\u00e7a a escrever bobagens ou coisas sem a mesma qualidade das que produzia antes. Saber fazer ele sabe, mas \u00e9 s\u00f3 t\u00e9cnica, falta alguma coisa. N\u00e3o se faz poesia a frio. Isso n\u00e3o vai acontecer comigo. Sem o espanto, eu n\u00e3o fa\u00e7o. Escrever s\u00f3 para fazer de conta, n\u00e3o fa\u00e7o. Eu vou morrer. O poeta que tem dentro de mim tamb\u00e9m. Tudo acaba um dia. Quando o poeta dentro de mim morrer, n\u00e3o escrevo mais. N\u00e3o vou for\u00e7ar a barra. Isso n\u00e3o vai acontecer. Toda vez que publico um livro, a sensa\u00e7\u00e3o que tenho \u00e9 de que aquele \u00e9 o definitivo. Escrever um poema para mim \u00e9 uma grande felicidade. Se n\u00e3o acontecer, n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n<p>10. Sobre como explica a arte atual (Nota: Pergunta feita em agosto de 2010):<br \/>\nFG. Atualmente temos a chamada arte contempor\u00e2nea ou conceitual. Na minha opini\u00e3o, \u00e9 uma coisa que pouco tem a ver com arte. (&#8230;) Voc\u00ea acha que uma exposi\u00e7\u00e3o que nos mostra larvas de mosca \u00e9 arte? Pode at\u00e9 ser muito interessante, mas n\u00e3o tem nada a ver com arte. L\u00e1 no CCBB [Centro Cultural Banco do Brasil] tinha uma mulher que expunha uma por\u00e7\u00e3o de peda\u00e7os de madeira com uns alto-falantes no meio. O que isso tem a ver com arte? Eu chamo isso de \u201cCaninha 51, a boa ideia\u201d. Tanto podia ser isso, aquele amontoado de ripas de madeira, como podia ser uma por\u00e7\u00e3o de gravetos, pedras, ou qualquer coisa. Nada \u00e9 determinante ou necess\u00e1rio. De fato, algu\u00e9m teve uma boa ideia e colocou aquilo ali. E me diz uma coisa: o que se faz com aquelas t\u00e1buas? Vai guardar? N\u00e3o. Aquilo j\u00e1 foi exposto em outro lugar, jogou-se tudo fora e depois foram compradas mais ripas&#8230; \u00c9 uma besteirada. Mas n\u00e3o se pode dizer isso. Eu sou o \u00fanico cr\u00edtico que diz essas coisas. Todo mundo fica com medo de parecer retr\u00f3grado. Todo mundo \u00e9 avan\u00e7ado, moderno. Eu estou cagando para a modernidade.<\/p>\n<p>11. Sobre como explicar as diferen\u00e7as entre express\u00e3o e arte:<br \/>\nFG. Arte \u00e9 express\u00e3o, mas nem toda express\u00e3o \u00e9 arte. Se eu pegar essa folha de papel e amassar, estarei me expressando. Um quadro em branco, sem nada, n\u00e3o \u00e9 uma express\u00e3o? \u00c9. Se eu fizer um tra\u00e7o preto, \u00e9 outra express\u00e3o. Arte n\u00e3o \u00e9 isso. N\u00e3o \u00e9 feita nem pela natureza, nem pelo acaso. Arte \u00e9 uma coisa do ser humano. A arte existe porque a vida n\u00e3o basta, a vida \u00e9 pouca. E a arte nos traz coisas belas, fascinantes, atordoantes, maravilhosas. \u00c9 para isso que existe. N\u00e3o serve para mostrar larva de mosca.<\/p>\n<p>12. Sobre se a realidade n\u00e3o \u00e9 arte:<br \/>\nFG. De maneira nenhuma. A arte \u00e9 feita para mudar a realidade. A arte inventa, ela n\u00e3o revela realidade. \u00c9 uma quest\u00e3o de necessidade. Se voc\u00ea ler o Saramago, vai entender que aquele cara tinha necessidade de escrever aquilo. A vida dele era aquilo. Ele n\u00e3o estava brincando, n\u00e3o estava de farra. Ele precisava extrair de alguma coisa palavras, frases e imagens que inventem um mundo do qual ele necessitasse. Certa vez, um artista espanhol me mostrou umas fotografias de uma exposi\u00e7\u00e3o que ele tinha realizado em Madri. Eram imagens de ra\u00edzes de \u00e1rvores enormes que foram tiradas da terra. Eu perguntei: o que voc\u00ea fez com essas ra\u00edzes? Ele as tinha jogado fora. Voc\u00ea imagina se o Rodin vai jogar fora as esculturas dele? Entendeu? Isso fica entre a vigarice, a esperteza e a burrice.<\/p>\n<p>Termino esta mensagem, com a sabedoria deste pensar do poeta Ferreira Gular:<\/p>\n<p>&#8211; &#8220;N\u00c3O PUBLICO SE N\u00c3O TEM QUALIDADE. N\u00c3O ESCREVO POR ESCREVER.&#8221;<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>1.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passar pela vida \u00e9 perpetuar, preferencialmente de modo significativo, a nossa miss\u00e3o existencial. \u00c9 perpetuar, como exemplo de \u201cviver\u201d, de &#8220;pensar&#8221;, de \u201csentir\u201d&#8230; \u00c9 perpetuar, compondo o mosaico da nossa caminhada escolhida. Para Simone de Beauvoir \u2013 \u201cN\u00e3o h\u00e1 uma pegada do meu caminho que n\u00e3o passe pelo caminho do outro\u201d. 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