{"id":526,"date":"2015-02-11T11:28:32","date_gmt":"2015-02-11T13:28:32","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=526"},"modified":"2017-01-29T10:42:39","modified_gmt":"2017-01-29T12:42:39","slug":"sentindo-o-significado-da-velhice-na-sensibilidade-da-alma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=526","title":{"rendered":"(006) Sentindo o significado da &#8220;velhice&#8221;, na &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221;."},"content":{"rendered":"<p>A \u201cvelhice\u201d \u00e9 um processo de descoberta interior. <\/p>\n<p>S\u00e3o encontros com o \u201csentir\u201d as transforma\u00e7\u00f5es mostradas no \u201ccorpo\u201d; com o \u201caceitar\u201d os desenhos dos riscos na pele do \u201crosto\u201d; com o aparecimento das \u201crugas\u201d; com o novo jeito de \u201csentir\u201d a vida;  com a maneira de \u201cpensar\u201d com sabedoria;  com a ilus\u00f3ria passagem do \u201ctempo\u201d, sem a contagem regressiva dos dias que ainda faltam ser vividos; com o querer se \u201caquietar\u201d no sil\u00eancio da escuta interior; com o preferir se \u201cisolar\u201d com as lembran\u00e7as do passado, que fica presente  na \u201cvelhice\u201d. <\/p>\n<p>Ao responder a pergunta  &#8211; Velhice, por que n\u00e3o ? , aconselha Lya Luft (fonte: \u201cPerdas &#038; Ganhos\u201d, Edi\u00e7\u00e3o Comemorativa 10 anos, da Editora Record, 2013):<\/p>\n<p>-Para entender que maturidade e velhice n\u00e3o s\u00e3o decad\u00eancia mas transforma\u00e7\u00e3o, temos de ser preparados para isso. Dispostos a encarar a exist\u00eancia como um todo, com diversos est\u00e1gios, variadas formas de beleza e at\u00e9 de felicidade. Acreditar que com cuidado e sorte poderemos ser atuantes mesmo d\u00e9cadas depois: isso tem de ser conquistado palmo a palmo.<\/p>\n<p>A \u201cvelhice\u201d \u00e9 um \u201cestado da alma\u201d, para o nosso &#8220;sentir&#8221; com a \u201csensibilidade da alma\u201d.<\/p>\n<p>O processo do envelhecimento \u00e9 a \u00faltima fase das nossas vidas.<\/p>\n<p>O ciclo do nosso \u201cexistir\u201d se completa na \u201cvelhice\u201d, antecedendo a \u201cmorte\u201d.<\/p>\n<p>A mesma \u201cmorte\u201d que, por vezes, se imp\u00f5e e n\u00e3o permite o \u201cnascer\u201d, talvez nos preparando (ou ensinando) o significado \u201cexistencial\u201d e \u201cespiritual\u201d, da transcend\u00eancia do \u201csopro de vida\u201d. <\/p>\n<p>Saber aceitar, sentir, e vivenciar a \u201cvelhice\u201d, \u00e9 \u201csabedoria\u201d da \u201csensibilidade da alma\u201d.<\/p>\n<p>Sobre o BELO dessa fonte de sabedoria, Lya Luft matizou o envelhecimento com esta li\u00e7\u00e3o de vida (fonte: \u201cO tempo \u00e9 um rio que corre\u201d, publicado pela Editora Record):<\/p>\n<p>&#8211; A mo\u00e7a corria entusiasticamente beirando os jardins das casas, e num deles uma mulher j\u00e1 bem idosa estava curvada cuidando de suas plantas.<br \/>\nA mocinha passou e correndo disse para a velhinha, sorrindo:<br \/>\n Ah, como eu queria ter a sua idade para n\u00e3o precisar correr para manter a forma !<br \/>\nA mulher ergueu, olhou para ela, riu e disse:<br \/>\nE como eu gosto de ter a minha idade, para n\u00e3o precisar correr e poder cuidar das minhas rosas !<\/p>\n<p>Essa hist\u00f3ria mostra os encantos de todas as fases da vida, que enriquecem o nosso \u201csaber sentir\u201d com a \u201csensibilidade da alma\u201d. <\/p>\n<p>Sob uma perspectiva de \u201csubjetividade\u201d, mostra que em cada uma das fases da vida ocorrem, sucessivamente, o surgimento de necessidades de buscas, de desafios, de encontros, de desencontros, de encantos, de desencantos, que, na plenitude da beleza da \u201cvelhice\u201d, com essas necessidades, aprendemos valorar tudo com \u201cnaturalidade\u201d e \u201csimplicidade\u201d, em cada instante do nosso \u201cexistir\u201d.<br \/>\n\u00c9 o segredo do \u201csentir-se bem\u201d em todas as fases da \u201cvida\u201d. <\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 o \u201ctempo\u201d que passa por n\u00f3s. Somos n\u00f3s que passamos, compondo a magia ilus\u00f3ria do \u201ctempo\u201d.<\/p>\n<p>Na sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado em Psicologia, \u201cO Amor nos Tempos da Velhice\u201d (que trata da compreens\u00e3o dos processos subjetivos, sociais e individuais relacionados \u00e0s perdas na velhice, dentro da din\u00e2mica da sociedade contempor\u00e2nea; bem como da predomin\u00e2ncia negativa do imagin\u00e1rio social nessa fase da vida), publicada em 2013 pela Editora Casa do Psic\u00f3logo, Jamille Mamed Bomfim Cocentino analisa as perdas e o envelhecimento, na obra de Gabriel Garcia M\u00e1rquez. Logo na introdu\u00e7\u00e3o, reporta-se \u00e0 esta sabedoria do autor colombiano, contida na t\u00e3o esperada autobiografia \u201cViver para contar\u201d:<\/p>\n<p>&#8211; A vida n\u00e3o \u00e9 a que a gente viveu, e sim a que a gente recorda, e como recorda para cont\u00e1-la.<\/p>\n<p>Para o consagrado \u201cContador de Hist\u00f3rias\u201d (que em 1982 foi laureado com o Nobel de Literatura), o relato subjetivo da sua hist\u00f3ria de vida (em que o \u201cvivido\u201d d\u00e1 lugar ao  ser  \u201crecordado\u201d), revela a import\u00e2ncia da perpetua\u00e7\u00e3o das nossas lembran\u00e7as, com a chegada do processo do envelhecimento, quando todas as nossas experi\u00eancias precisam ser \u201crecordadas\u201d, para serem \u201ccontadas\u201d. Isto \u00e9 \u201csaber viver\u201d no esplendor existencial da \u201cvelhice\u201d. \u00c9 a consagra\u00e7\u00e3o do \u201csentir-se bem\u201d, principalmente com a chegada do envelhecimento do corpo. <\/p>\n<p>Gosto muito desta &#8220;sensibilidade po\u00e9tica&#8221; do educador Rubem Alves:<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o haver\u00e1 borboletas se a vida n\u00e3o passar por longas e silenciosas metamorfoses.<\/p>\n<p>Termino esta mensagem desejando que a nossa &#8220;velhice&#8221; seja mostrada para todos, pelo mesmo BELO do colorido das asas das borboletas.<\/p>\n<p>Notas:<br \/>\n 1.Esta mensagem est\u00e1 sendo novamente postada, em raz\u00e3o do ataque de hackers, ocorrido no ano passado.<br \/>\n 2.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n 3.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u201cvelhice\u201d \u00e9 um processo de descoberta interior. 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