{"id":5176,"date":"2016-11-07T11:56:04","date_gmt":"2016-11-07T14:56:04","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=5176"},"modified":"2017-02-01T22:39:35","modified_gmt":"2017-02-02T00:39:35","slug":"sentindo-o-tornar-se-mulher-de-simone-de-beauvoir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=5176","title":{"rendered":"(128) Sentindo o &#8220;Tornar-se Mulher&#8221;, de Simone de Beauvoir."},"content":{"rendered":"<p>Sendo leitor da Revista Filosofia, publicada no Brasil pela Editora Escala, encontrei na Edi\u00e7\u00e3o 120, Ano X, o artigo \u201cTornar-se MULHER\u201d, da Doutora em Filosofia pela PUC-SP, Monica Aiub, Fil\u00f3sofa Cl\u00ednica, Professora e Pesquisadora do Interse\u00e7\u00e3o-Instituto de Filosofia Cl\u00ednica de S\u00e3o Paulo. A sua abordagem come\u00e7a com esta introdu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211; \u201cNingu\u00e9m nasce mulher, torna-se mulher\u201d.  Com esta frase, Simone de Beauvoir (1908-1986) inicia o primeiro cap\u00edtulo do segundo volume de seu livro O segundo sexo, publicado em 1949 e considerado a obra que funda o feminismo contempor\u00e2neo. Nesta obra Beauvoir defende que: \u201cA mulher n\u00e3o se define nem por seus horm\u00f4nios nem por misteriosos instintos e sim pela maneira por que reassume, atrav\u00e9s de consci\u00eancias estranhas, o seu corpo e sua rela\u00e7\u00e3o com o mundo\u201d.<\/p>\n<p>Referindo-se \u00e0 quest\u00e3o da &#8220;igualdade, identidade e diferen\u00e7a&#8221;, afirma a Doutora Monica Aiub na  sua an\u00e1lise do livro de Simone de Beauvoir:<\/p>\n<p>&#8211; Historicamente, h\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de um imagin\u00e1rio e de pr\u00e1ticas sociopol\u00edticas que discriminam as mulheres &#8211; considerando-as inferiores e, por isso, restringindo-lhes a atua\u00e7\u00e3o &#8211; a partir de v\u00e1rias perspectivas: biol\u00f3gica, fisiol\u00f3gica, intelectual, psicol\u00f3gica, comportamental&#8230;<br \/>\n&#8211; O texto de Simone de Beauvoir, O segundo sexo, n\u00e3o \u00e9 um marco do feminismo contempor\u00e2neo apenas por colocar a quest\u00e3o. Ela aborda o &#8220;tornar-se mulher&#8221; por diferentes perspectivas, examinando, uma a uma, as justificativas apresentadas em sua \u00e9poca para as rela\u00e7\u00f5es de denomina\u00e7\u00e3o e sujei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Agora vamos adequar a ess\u00eancia do &#8220;Tornar-me Mulher&#8221; de Simone de Beauvoir \u00e0 proposta deste espa\u00e7o virtual (ler na coluna ao lado, a mensagem postada com o t\u00edtulo &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221;): <\/p>\n<p>Para Simone de Beauvoir, em plena metade do s\u00e9culo passado, a mulher se define &#8220;pela maneira por que reassume, atrav\u00e9s de consci\u00eancias estranhas, o seu corpo e sua rela\u00e7\u00e3o com o mundo\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com o meu &#8220;sentir&#8221;, esse seu entendimento est\u00e1 condicionado \u00e0 &#8220;manifesta\u00e7\u00e3o sens\u00f3ria&#8221; de um &#8220;estado de interioriza\u00e7\u00e3o&#8221; da mulher, subjetivamente moldado pela sua &#8220;autoavalia\u00e7\u00e3o&#8221; decorrente das prevalecentes imposi\u00e7\u00f5es machistas. Configura-se, assim, o &#8220;mosaico sens\u00f3rio&#8221; da influ\u00eancia recebida da ent\u00e3o (e ainda hoje) rotula\u00e7\u00e3o de sujei\u00e7\u00e3o da mulher, ao homem.<\/p>\n<p>Em mensagens anteriores citei o livro \u201cO caminho da sabedoria\u201d, lido e relido por mim v\u00e1rias vezes.  Lan\u00e7ado no Brasil pela Editora Ala\u00fade, foi escrito por tr\u00eas amigos que, segundo eles, se reuniram para \u201cfalar com o cora\u00e7\u00e3o\u201d: o monge budista Matthieu Ricard, o fil\u00f3sofo Alexandre Jollien e o psiquiatra Christophe Andr\u00e9.<br \/>\nPara esta mensagem, destaco este ensinamento de Matthieu, contido no t\u00edtulo \u201cO eu, a pessoa e o ego\u201d:<\/p>\n<p>&#8211; Consideramos nosso eu como uma entidade \u00fanica, aut\u00f4noma e dur\u00e1vel. (&#8230;) A no\u00e7\u00e3o de pessoa reflete nossa hist\u00f3ria. \u00c9 um continuum que se estende \u00e0 nossa exist\u00eancia como um todo, que integra aspectos corporais, mentais e sociais. Sua continuidade no tempo permite que vinculemos as representa\u00e7\u00f5es de n\u00f3s mesmos que pertencem ao passado \u00e0quelas relativas ao futuro. Ainda h\u00e1 o ego. Espontaneamente, consideramos que ele constitui o pr\u00f3prio cerne do nosso ser. N\u00f3s o concebemos como um todo indivis\u00edvel e permanente que nos caracteriza da inf\u00e2ncia \u00e0 morte. O ego \u00e9 dono do \u201cmeu corpo\u201d, da minha consci\u00eancia\u201d, do \u201cmeu nome\u201d. (&#8230;) chegamos com frequ\u00eancia \u00e0 conclus\u00e3o de que o ego \u00e9 nossa consci\u00eancia. Contudo, essa consci\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 um fluxo inapreens\u00edvel: o passado morreu, o futuro ainda n\u00e3o nasceu e o presente n\u00e3o tem dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por sua vez, pe\u00e7o a sua aten\u00e7\u00e3o para este &#8220;pensar&#8221; de Joseph Campbell, citado na mensagem &#8220;Sentindo a transcend\u00eancia da nossa &#8220;eleva\u00e7\u00e3o interior&#8221;:<\/p>\n<p>\u2013 O maior privil\u00e9gio da vida \u00e9 ser quem voc\u00ea \u00e9.<\/p>\n<p>Certo \u00e9 que &#8220;n\u00f3s somos o que sentimos ser&#8221;, independente de g\u00eanero, ra\u00e7a, cor, etc. No entanto, de acordo com a proposta deste espa\u00e7o virtual, a ess\u00eancia da &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221; \u00e9 a singularidade do ser humano. \u00c9 a digital da &#8220;subjetividade humana&#8221;.<\/p>\n<p>Em 1949 o &#8220;Tornar-se Mulher&#8221; de Simone de Beauvoir, foi ouvido como um grito de  &#8220;Necessidade de Liberta\u00e7\u00e3o&#8221;. Com esta mensagem, desejo que em harmoniza\u00e7\u00e3o interior com a ess\u00eancia da sua &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221;, o &#8220;Sentir-se Mulher&#8221; ou o &#8220;Sentir o que voc\u00ea sente ser&#8221;, sejam novos gritos de &#8220;Independ\u00eancia&#8221;, de &#8220;Liberdade&#8221; e de respeito \u00e0 &#8220;Dignidade Humana&#8221;.<\/p>\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Simone de Beauvoir, Uma Mulher Atual (Promo)\" width=\"660\" height=\"371\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HtX3nlnJ8fo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p>Notas:<br \/>\n1.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<br \/>\n3.As transcri\u00e7\u00f5es do texto &#8220;Tornar-se MULHER&#8221; foram autorizadas pela Doutora Monica Aiub.<br \/>\n4.V\u00eddeo youtube: \u201cSimone de Beauvoir, Uma Mulher Atual (Promo)&#8221;<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sendo leitor da Revista Filosofia, publicada no Brasil pela Editora Escala, encontrei na Edi\u00e7\u00e3o 120, Ano X, o artigo \u201cTornar-se MULHER\u201d, da Doutora em Filosofia pela PUC-SP, Monica Aiub, Fil\u00f3sofa Cl\u00ednica, Professora e Pesquisadora do Interse\u00e7\u00e3o-Instituto de Filosofia Cl\u00ednica de S\u00e3o Paulo. 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