{"id":4884,"date":"2016-09-22T22:49:26","date_gmt":"2016-09-23T01:49:26","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=4884"},"modified":"2017-02-01T22:37:18","modified_gmt":"2017-02-02T00:37:18","slug":"sentindo-a-sensibilidade-da-alma-da-cineasta-anna-muylaert","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=4884","title":{"rendered":"(123) Sentindo a &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221; da cineasta Anna Muylaert"},"content":{"rendered":"<p>A \u201cSensibilidade da Alma\u201d \u00e9 a singularidade do ser humano. \u00c9 a &#8220;digital sens\u00f3ria&#8221; da nossa subjetividade. Todos n\u00f3s temos uma individualidade definida. Somos o que sentimos e o que mostramos ser. Projetamos (de modo consciente ou n\u00e3o) as imagens da nossa &#8220;realidade interior&#8221;. <\/p>\n<p>Neste espa\u00e7o virtual, tivemos a oportunidade de conhecer manifesta\u00e7\u00f5es do \u201csentir interior\u201d das atrizes Geraldine Chaplin (filha de Charles Chaplin), Clarice Niskier, Marjorie Estiano, Maria Paula (tamb\u00e9m escritora), Betty Lago, Denise Fraga e Bibi Fereira; do ator, cineasta e dramaturgo Domingos de Oliveira; das escritoras Clarice Lispector, Simone Beauvoir e Lya Luft; da cantora de fados Carminho e do cantor Andrea Bocelli; da bailarina Morena Nascimento; do compositor Fernando Brant; do pianista Jo\u00e3o Carlos Martins, do neurocientista Miguel Nicolelis e do fil\u00f3sofo Marck Nepo. Todos mostrando as suas identidades emocionais, seus sentimentos e os significados de muitas das suas  experi\u00eancias de vida. Mostrando, as modela\u00e7\u00f5es subjetivas das suas \u201cSensibilidades da Alma\u201d, compondo as \u201cmatizes existenciais\u201d da arte de viver.  <\/p>\n<p>Com esta mensagem, essa galeria ser\u00e1 enriquecida pela \u201cSensibilidade da Alma\u201d da roteirista e diretora de cinema Anna Muylaert, recentemente convidada para ingressar na Academia do Oscar, motivo de orgulho para todos n\u00f3s brasileiros.<br \/>\nA sua compet\u00eancia e dedica\u00e7\u00e3o consolidou exemplar trajet\u00f3ria profissional, merecendo registro, dentre outras, a sua consagrada dire\u00e7\u00e3o do longa \u201cQue horas ela volta?\u201d, premiado nos festivais de Sundance, nos Estados Unidos, e de Berlim, na Alemanha. <\/p>\n<p>O que motivou esta mensagem foi a entrevista concedida \u00e0 rep\u00f3rter Renata Vomero, publicada na  Edi\u00e7\u00e3o 106, setembro\/outubro, da Revista da Cultura (uma publica\u00e7\u00e3o da Livraria Cultura), com expressivas fotos de Rodrigo Fuzar (confira na \u00edntegra, no site www.livrariacultura.com.br).<\/p>\n<p>O tema central da entrevista foi o filme \u201cM\u00e3e s\u00f3 h\u00e1 uma\u201d, baseado no Caso Pedrinho (como ficou conhecido o sequestro de um rec\u00e9m nascido, em uma maternidade de Bras\u00edlia). <\/p>\n<p>De acordo com a natureza da proposta deste espa\u00e7o virtual, destaco da entrevista o seguinte:<\/p>\n<p>&#8211; Sobre o desejo de fazer o \u201cM\u00e3e s\u00f3 h\u00e1 uma\u201d:<br \/>\nAnna. (&#8230;) escolhi essa hist\u00f3ria, que \u00e9 uma hist\u00f3ria pequena, mas muito simb\u00f3lica. Teve um debate em que um cara falou: \u201cP\u00f4, mas eu queria saber detalhes do Caso Pedrinho\u201d. E eu falei: \u201cEnt\u00e3o, voc\u00ea l\u00ea o livro sobre o Caso Pedrinho. Aqui, n\u00e3o \u00e9 isso\u201d. Foi escolhida essa trama livremente, a partir dessa hist\u00f3ria, que, inclusive, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dele \u2013 j\u00e1 conheci v\u00e1rios outros casos similares. Quis usar essa simbologia, usar o mito dessa hist\u00f3ria, para falar sobre a transi\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia para o mundo adulto, que \u00e9 justamente a adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8211; Sobre a identidade de g\u00eanero, enfocada no filme:<br \/>\nAnna. Comecei a frequentar a noite, conhecer pessoas que tinham essa quest\u00e3o e quis trazer para o filme, porque achei que tinha a ver com identidade. Achei que iria fortalecer o filme. E, tamb\u00e9m, no come\u00e7o, achava que estava falando um pouco, simbolicamente, da necessidade do homem ir em dire\u00e7\u00e3o ao seu feminino. Mas, depois, a gente foi pesquisando e vendo como isso era real \u2013 menos simb\u00f3lico e mais falando de uma gera\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p>&#8211; Sobre como lidar com essa quest\u00e3o:<br \/>\nAnna. Cara, na verdade, acho que lido pouco. Sou uma pessoa muito dos sentimentos. N\u00e3o vou deixar de gostar de algu\u00e9m por ser gay ou transexual ou preto ou japon\u00eas, enfim. Sempre me ligo \u00e0s pessoas pela alma delas. Eu, pessoalmente, n\u00e3o lido muito com isso n\u00e3o. Ali\u00e1s, acho que a maioria das pessoas, na verdade, n\u00e3o lida. Porque voc\u00ea gosta das pessoas porque voc\u00ea gosta. S\u00f3 que, da\u00ed, pode ter uma censura a posteriori e tal. Ou a priori. Mas, na real, no fim das contas, voc\u00ea est\u00e1 sempre com as pessoas que voc\u00ea gosta.<\/p>\n<p>&#8211; Sobre o protagonista Pierre [que interpreta o Pedrinho] se mostrar, no filme, do jeito que \u00e9:<br \/>\nAnna. Acho que isso \u00e9 a coisa mais importante de todas, na verdade. Porque o filme mostra um momento da vida do adolescente em que ou ele vai ser ele ou ele vai agradar os pais. Ele fica nesse dilema. E, muitas vezes, n\u00e3o tem jeito: voc\u00ea vai ter de ser voc\u00ea. Mas muitas pessoas optam por agradar os pais. Ent\u00e3o, de uma certa maneira, a fam\u00edlia \u00e9 a primeira inst\u00e2ncia do Estado, \u00e9 a primeira inst\u00e2ncia da sociedade, das regras. (&#8230;) Esse filme, no fundo, \u00e9 a briga do indiv\u00edduo com a sociedade, simbolizada pela m\u00e3e e pelo pai. (&#8230;) Acho que quem opta por ser quem \u00e9, mesmo contra a sociedade, tem mais chance de ficar feliz, de ficar pacificado na sua vida. Mas isso \u00e9 uma escolha pessoal e, muitas vezes, inconsciente.<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<br \/>\nDe in\u00edcio, dois esclarecimentos devem ser feitos: &#8211; N\u00e3o assisti o filme \u201cM\u00e3e s\u00f3 h\u00e1 uma\u201d e, nesta mensagem, n\u00e3o ser\u00e3o feitas considera\u00e7\u00f5es sobre o Caso Pedrinho.<br \/>\nO que desejo, nesta oportunidade, \u00e9 contextualizar a \u201cpercep\u00e7\u00e3o interior\u201d da cineasta Anna Muylaert (os reflexos da exterioriza\u00e7\u00e3o da sua \u201cSensibilidade da Alma\u201d), sobre a subjetiva experi\u00eancia de um ser humano que, na plenitude da sua adolesc\u00eancia, toma conhecimento da sua real hist\u00f3ria de vida, envolvendo a sua biol\u00f3gica origem existencial, bem como os seus consequentes conflitos interiores de afinidades maternais, por ter sido sequestrado em uma maternidade, logo ap\u00f3s o seu nascimento.  <\/p>\n<p>Ao responder a primeira pergunta acima resumida, Anna Muylaert considera ser \u201cmuito simb\u00f3lica\u201d a hist\u00f3ria da vida real que serviu de inspira\u00e7\u00e3o para o seu filme. De acordo com as proje\u00e7\u00f5es interiores da sua \u201cSensibilidade da Alma\u201d, esse simbolismo, nitidamente subjetivo, foi dimensionado pela \u201ctransi\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia para o mundo adulto, que \u00e9 justamente a adolesc\u00eancia\u201d. Fase das descobertas de profundas &#8220;identidades interiores\u201d que s\u00e3o necess\u00e1rias ao nosso desenvolvimentos pis\u00edquico, com manifestas  repercuss\u00f5es de natureza socioafetiva, no caso do filme, para  Pierre.<\/p>\n<p>Certo \u00e9 que a ess\u00eancia da hist\u00f3ria do filme \u201cM\u00e3e s\u00f3 h\u00e1 uma\u201d (independente de ter sido inspirada em um sequestro), envolve um dos mais relevantes direitos fundamentais assegurados pela nossa Constitui\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o da busca da identidade gen\u00e9tica do ser humano.<\/p>\n<p>Termino esta mensagem, com este \u201csentir interior\u201d da Anna Muylaret, revelado na entrevista:<\/p>\n<p>&#8211; Sou uma pessoa muito dos sentimentos. N\u00e3o vou deixar de gostar de algu\u00e9m por ser gay ou transexual ou preto ou japon\u00eas, enfim. Sempre me ligo \u00e0s pessoas pela alma delas.<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=G58NSS3LHmI<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>1.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<br \/>\n3.V\u00eddeo youtube: \u201cM\u00e3e S\u00f3 H\u00e1 Uma (2016) &#8211; Trailer\u201d.<br \/>\n4.Reprodu\u00e7\u00e3o de parte da entrevista de Anna Muylaert, autorizada pelo jornalista Gustavo Ranieri, Editor-chefe da Revista da Cultura (uma publica\u00e7\u00e3o da Livraria Cultura).<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u201cSensibilidade da Alma\u201d \u00e9 a singularidade do ser humano. \u00c9 a &#8220;digital sens\u00f3ria&#8221; da nossa subjetividade. Todos n\u00f3s temos uma individualidade definida. Somos o que sentimos e o que mostramos ser. Projetamos (de modo consciente ou n\u00e3o) as imagens da nossa &#8220;realidade interior&#8221;. Neste espa\u00e7o virtual, tivemos a oportunidade de conhecer manifesta\u00e7\u00f5es do \u201csentir &hellip; <a href=\"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=4884\" class=\"more-link\">Continuar lendo <span class=\"screen-reader-text\">(123) Sentindo a &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221; da cineasta Anna Muylaert<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-4884","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-busca-interior"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pfkQEa-1gM","jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4884","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4884"}],"version-history":[{"count":92,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4884\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6610,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4884\/revisions\/6610"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4884"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4884"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4884"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}