{"id":34984,"date":"2025-12-08T17:54:08","date_gmt":"2025-12-08T20:54:08","guid":{"rendered":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=34984"},"modified":"2025-12-08T17:54:10","modified_gmt":"2025-12-08T20:54:10","slug":"649-sentindo-as-novidades-sobre-a-finitude-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=34984","title":{"rendered":"(649) Sentindo as novidades sobre a &#8220;finitude humana&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>\u201c<strong>A finitude \u00e9 o destino de tudo<\/strong>.\u201d<\/p>\n<p>S\u00e3o palavras do escritor portugu\u00eas <strong>Jos\u00e9 Saramago<\/strong> (1922-2010), premiado em 1998 com Nobel de Literatura. Pensei muito se deveria ou n\u00e3o trazer esse tema para este nosso encontro. Mas o que motivou esta minha decis\u00e3o foi este entendimento da conhecida atriz <strong>Denize Fraga<\/strong>, em entrevista concedida ao jornalista e apresentador de TV, <strong>Pedro Bial<\/strong>: &#8211; &#8220;Falar da morte, compreender a finitude, imediatamente te coloca numa urg\u00eancia de viver e de cuidar de sua vida e de pensar o que voc\u00ea vai fazer? Confesso ainda n\u00e3o ter pensado assim. <\/p>\n<p>No seu artigo &#8220;Diversidade Humana&#8221; [que nada tem haver com a Finitude Humana], aprendi com o mestre em Neuropsicologia, <strong>Eduardo Shinyashiki<\/strong> &#8211; &#8220;Cada indiv\u00edduo \u00e9 diferente e \u00fanico, n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o ao outro ser humano, mas tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o a si mesmo, pois estamos em cont\u00ednua evolu\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o do nosso caminhar pela vida.&#8221; (Fonte: Edi\u00e7\u00e3o 143 da Revista PSIQUE, publica\u00e7\u00e3o da Editora Escala). Complemento:<\/p>\n<p>Existe uma diferen\u00e7a entre &#8220;viver&#8221; e &#8220;saber viver&#8221;. Certo \u00e9 que nunca estamos psicol\u00f3gica e comportalmente educados e preparados, para entender a &#8220;Finitude Humana&#8221;. O doutor  em Educa\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica pela UFPR, <strong>Daniel Medeiros<\/strong>, esclarece no seu artigo sobre &#8220;O novo normal n\u00e3o deve negar o passado&#8221;, publicado na Edi\u00e7\u00e3o 137 da Revista Humamitas, da Editora Escala:<\/p>\n<p>&#8211; &#8220;A filosofia dos gregos, por exemplo, era profundamente associada a uma reflex\u00e3o sobre a vida e sobre o cosmo, sobre o imensamente grande e imensamente distante, ou sobre a conduta humana, tudo isso para esquecer a morte. &#8220;N\u00e3o precisamos temer a morte&#8221;, dizia <strong>Epicuro<\/strong>, o fil\u00f3sofo do prazer, &#8220;porque enquanto existirmos ela n\u00e3o existe e quando ela existir, n\u00e3o existiremos mais.&#8221; Depois, no longo per\u00edodo medieval, passamos a vida refletindo sobre a morte, mas como uma prepara\u00e7\u00e3o para outra vida, a eterna, a que valeria de verdade. Ent\u00e3o veio a modernidade e encontramos outro subterf\u00fagio, dessa vez na matem\u00e1tica e no exerc\u00edcio infinito da raz\u00e3o transformadora, criando um mundo novo sobre o mundo natural, como quem faz aquelas coberturas de croch\u00ea para gal\u00f5es de \u00e1gua. E para qu\u00ea? Para iludir o tempo e preencher nossas exist\u00eancias arremessadas por aqui, nesse mundo, sem explica\u00e7\u00f5es satisfat\u00f3rias de quem, por raz\u00e3o, como, quando e, principalmente, at\u00e9 quando&#8221;. <\/p>\n<p>Por sua vez, esclarece <strong>Jo\u00e3o de Fernandes Teixeira<\/strong>, no seu bem fundamentado artigo &#8220;A Imortalidade Digital&#8221;, na Edi\u00e7\u00e3o 187 da Revista Humanitas, publica\u00e7\u00e3o da Editora Escala. Da sua longa abordagem e muito atualizada, mas pe\u00e7o sua aten\u00e7\u00e3o para estas partes:<\/p>\n<p>&#8211; &#8220;Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o conceito de morte passou por uma revis\u00e3o radical. A morte j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais concebida como um estado definitivo, irrevers\u00edvel, do qual nunca mais poderemos regressar. De acordo com uma vis\u00e3o contempor\u00e2nea, a vida pode ser interrompida e reiniciada, assim como ocorre com embri\u00f5es mantidos em uma baixa temperatura, que conseguem suspender a qu\u00edmica vital. (&#8230;) De acordo com essa redefini\u00e7\u00e3o, a morte, enquanto cessa\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria da exist\u00eancia, n\u00e3o implica o fim de uma pessoa. Se a medicina e a tecnologia desenvolverem meios para contornar a morte cerebral, incluindo evitar a morte do c\u00e9rebro e do c\u00f3rtex, e as tecnologias cognitivas desenvolverem meios de transferir a mem\u00f3ria e o pensamento para plataformas alternativas a fim de abrigar a vida, podemos especular que a nossa defini\u00e7\u00e3o tradicional de morte precisa ser reexaminada.&#8221;<\/p>\n<p>Pensem nisso, com &#8220;<strong>Sabedoria de Viver<\/strong>&#8220;.<\/p>\n<p>Notas:<br \/>\n1. A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o (Lei n\u00ba 9.610\/98).<br \/>\n2. Havendo nesta mensagem qualquer alega\u00e7\u00e3o ou cita\u00e7\u00e3o que mere\u00e7a ser melhor avaliada ou que seja contr\u00e1ria aos interesses dos seus autores, mande sua solicita\u00e7\u00e3o para edsonbsb@uol.com.br<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA finitude \u00e9 o destino de tudo.\u201d S\u00e3o palavras do escritor portugu\u00eas Jos\u00e9 Saramago (1922-2010), premiado em 1998 com Nobel de Literatura. Pensei muito se deveria ou n\u00e3o trazer esse tema para este nosso encontro. 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