{"id":31497,"date":"2025-04-06T20:27:14","date_gmt":"2025-04-06T23:27:14","guid":{"rendered":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=31497"},"modified":"2025-04-07T02:44:19","modified_gmt":"2025-04-07T05:44:19","slug":"508-sentindo-a-velhice-com-a-passagem-do-tempo-em-nossas-vidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=31497","title":{"rendered":"(508) Sentindo a velhice, com a passagem do tempo em nossas vidas."},"content":{"rendered":"<p>\u201c<strong>Nem a juventude sabe o que pode, nem a velhice pode o que sabe<\/strong>\u201d<\/p>\n<p>S\u00e3o palavras do escritor portugu\u00eas, <strong>Jos\u00e9 Saramago<\/strong> (1922-2010) que foi laureado com o Nobel de Literatura de 1998 e em 1995 com o Pr\u00eamio Cam\u00f5es, da l\u00edngua portuguesa. Depois de sucessivas leituras fiquei pensativo e maravilhado com a subjetividade temporal desses dois extremos da exist\u00eancia humana. Realmente na juventude os nossos horizontes de desejos, de conquistas, de possibilidades de realiza\u00e7\u00f5es, s\u00e3o aparentemente de uma amplitude imensur\u00e1vel. Ao contr\u00e1rio, na velhice temos mais consci\u00eancia das nossas limita\u00e7\u00f5es. Mas <strong>Saramago<\/strong>, em termos de saber o que podemos compara, em sentidos opostos, esses dois extremos das nossas viv\u00eancias. No meu caso nunca me senti com a minha idade, o que \u00e9 diferente de reconhecer o que posso ou deixei de poder realizar.<\/p>\n<p>O que motivou este nosso encontro foi esta explica\u00e7\u00e3o da doutora em Filosofia pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUC-SP), <strong>Monica Aiub<\/strong>, sobre &#8220;A velhice e o tempo&#8221;, publicado na edi\u00e7\u00e3o 177 da Revista Humanitas, da Editora Escala:<\/p>\n<p>&#8211; &#8220;N\u00f3s nos sentimos envelhecidos ao notarmos que o mundo em que nascemos e crescemos n\u00e3o existe mais como era; as rela\u00e7\u00f5es n\u00e3o se d\u00e3o da maneira como aprendemos; o trabalho que sab\u00edamos fazer n\u00e3o tem mais utilidade; n\u00e3o temos o mesmo corpo e a mesma mem\u00f3ria.&#8221;<\/p>\n<p>Vejam que <strong>Monica<\/strong> n\u00e3o mensurou a velhice pelos nossos anos j\u00e1 vividos, mas pelas mudan\u00e7as das nossas realidades de intera\u00e7\u00f5es existenciais, com seus consequentes efeitos produzidos em n\u00f3s. Gostei desta sua conclus\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211; &#8220;Definir &#8216;velhice&#8217; \u00e9 algo complexo. Al\u00e9m das varia\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e culturais do termo no decorrer dos s\u00e9culos, h\u00e1 m\u00faltiplas dimens\u00f5es a partir das quais ele pode ser pensado. Um fen\u00f4meno natural? Sim, mas poder\u00edamos dizer tamb\u00e9m biol\u00f3gico, psicol\u00f3gico, emocional, social, cultural, econ\u00f4mico&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>Pensem nisso.<\/p>\n<p>Notas:<br \/>\n1. A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o (Lei n\u00ba 9.610\/98).<br \/>\n2. Havendo nesta mensagem qualquer alega\u00e7\u00e3o ou cita\u00e7\u00e3o que mere\u00e7a ser melhor avaliada ou que seja contr\u00e1ria aos interesses dos seus autores, mande sua solicita\u00e7\u00e3o para edsonbsb@uol.com.br<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNem a juventude sabe o que pode, nem a velhice pode o que sabe\u201d S\u00e3o palavras do escritor portugu\u00eas, Jos\u00e9 Saramago (1922-2010) que foi laureado com o Nobel de Literatura de 1998 e em 1995 com o Pr\u00eamio Cam\u00f5es, da l\u00edngua portuguesa. 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