{"id":31318,"date":"2025-03-30T22:20:02","date_gmt":"2025-03-31T01:20:02","guid":{"rendered":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=31318"},"modified":"2025-04-01T12:54:04","modified_gmt":"2025-04-01T15:54:04","slug":"504-sentindo-um-belo-exemplo-de-como-transmitir-as-nossas-realidades-interiores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=31318","title":{"rendered":"(504) Sentindo um belo exemplo de como transmitir as nossas realidades interiores."},"content":{"rendered":"<p><strong>Como \u00e9 que voc\u00ea define Maysa?<\/strong> Uma pessoa essencialmente boa de cora\u00e7\u00e3o, bastante insegura, mas j\u00e1 a caminho do encontro. Nunca fiz meu autorretrato. <strong>Voc\u00ea j\u00e1 foi analisada?<\/strong> Comecei por tr\u00eas vezes, mas descobri que estava em mim mesma a resposta. <\/p>\n<p>Essas perguntas foram feitas para a cantora <strong>Maysa Matarazzo<\/strong> (1936-1977), em entrevista concedida a <strong>Clarice Lispector<\/strong> em 27\/09\/1969, publicada na edi\u00e7\u00e3o 910 da Revista Manchete. Na d\u00e9cada de 1950 ela  recebeu v\u00e1rios pr\u00eamios e foi a primeira cantora brasileira a se apresentar no Jap\u00e3o. Pergunto para meus seguidores: <\/p>\n<p>&#8211; Alguns de voc\u00eas teriam dificuldade para responder a primeira pergunta feita para <strong>Maysa<\/strong>? <\/p>\n<p>Como acredito que muitas das suas respostas seriam de natureza muito subjetiva, por serem essencialmente pessoal. <\/p>\n<p>Agora vejam que interessante: <\/p>\n<p>Em um dos nossos encontros anteriores (mensagem 501), pela primeira vez fiz refer\u00eancia a <strong>Thomas Goschke<\/strong>, cientista cognitivo e doutor em psicologia da Universidade T\u00e9cnica de Desdren, na Alemanha, para conhecer o seu entendimento sobre as nossas &#8220;percep\u00e7\u00f5es intuitivas&#8221;. Em entrevista concedida ao psic\u00f3logo e jornalista <strong>Steve Ayan<\/strong>, ele respondeu esta pergunta: Quando se deve confiar na &#8220;intui\u00e7\u00e3o&#8221;, quando \u00e9 melhor que se d\u00ea prefer\u00eancia \u00e0 an\u00e1lise l\u00f3gica dos fatos?: &#8211; &#8220;Isso, \u00e9 claro, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel para responder assim, de forma generalizada. A intui\u00e7\u00e3o se baseia no saber advindo da experi\u00eancia, tanto faz se adquirido no \u00e2mbito de um experimento ou em anos de treinamento. Pense num enxadrista profissional, que numa fra\u00e7\u00e3o de segundo faz a jogada correta, ou no bombeiro que pressente intuitivamente onde est\u00e1 o foco do inc\u00eandio. Em geral, sem o saber espec\u00edfico correspondente, tamb\u00e9m a intui\u00e7\u00e3o falha.&#8221;<\/p>\n<p>Na entrevista do in\u00edcio deste nosso encontro, <strong>Clarice Lispector<\/strong> tamb\u00e9m perguntou para <strong>Maysa<\/strong>: &#8211; &#8220;De onde vem essa inseguran\u00e7a que voc\u00ea diz ter? <strong>Maysa<\/strong> respondeu:<\/p>\n<p>&#8211; &#8220;Talvez da brusca mudan\u00e7a no tempo desde que eu nasci at\u00e9 hoje. Houve tantos tabus que hoje n\u00e3o existem mais, e isso criou essa inseguran\u00e7a. Quanto a tudo. Como, por exemplo, conviver com as demais pessoas fora do meu c\u00edrculo de fam\u00edlia. Mas n\u00e3o tenho nenhuma inseguran\u00e7a art\u00edstica. Inclusive acredito que eu esteja numa fase muito boa de busca.&#8221;<\/p>\n<p>Termino este nosso encontro, com este ensinamento de <strong>Fritz Perls<\/strong> (1893-1970), um dos fundadores da Gestalt-terapia:<\/p>\n<p>&#8211; &#8220;A nossa sensa\u00e7\u00e3o pessoal de realidade \u00e9 criada pela nossa percep\u00e7\u00e3o; pela maneira como enxergamos as nossas experi\u00eancias, e n\u00e3o pelos eventos em si.&#8221;<\/p>\n<p>Pensem nisso.<\/p>\n<p>Notas:<br \/>\n1. A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o (Lei n\u00ba 9.610\/98).<br \/>\n2. Havendo nesta mensagem qualquer alega\u00e7\u00e3o ou cita\u00e7\u00e3o que mere\u00e7a ser melhor avaliada ou que seja contr\u00e1ria aos interesses dos seus autores, mande sua solicita\u00e7\u00e3o para edsonbsb@uol.com.br<br \/>\n3. A parte da entrevista com a cantora Maysa, foi reproduzida do livro &#8220;Clarice Lispector &#8211; entrevista grandes personalidades, com organiza\u00e7\u00e3o e notas de Claire Williams e tradu\u00e7\u00e3o da introdu\u00e7\u00e3o por Cl\u00f3vis Marques, publica\u00e7\u00e3o da Editora Rocco.<br \/>\n4. A entrevista de <strong>Goschke<\/strong> concedida ao psic\u00f3logo e jornalista <strong>Steve Ayan<\/strong> foi publicada na Edi\u00e7\u00e3o Especial 54, Ano XI, da Revista mente c\u00e9rebro, da Scientific American. <\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como \u00e9 que voc\u00ea define Maysa? Uma pessoa essencialmente boa de cora\u00e7\u00e3o, bastante insegura, mas j\u00e1 a caminho do encontro. Nunca fiz meu autorretrato. Voc\u00ea j\u00e1 foi analisada? Comecei por tr\u00eas vezes, mas descobri que estava em mim mesma a resposta. 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