{"id":22850,"date":"2023-07-21T16:35:25","date_gmt":"2023-07-21T19:35:25","guid":{"rendered":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=22850"},"modified":"2024-12-08T17:30:33","modified_gmt":"2024-12-08T20:30:33","slug":"347-sentindo-a-importancia-de-subjetivar-as-percepcoes-do-nosso-viver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=22850","title":{"rendered":"(347) Sentindo a import\u00e2ncia de &#8220;subjetivar&#8221; as percep\u00e7\u00f5es do nosso viver."},"content":{"rendered":"<p><strong>&#8220;O QUE SE PERDE SE CONCENTRA NO INFINITO.&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o palavras do escritor <strong>Marco Lucchesi<\/strong>, poeta bil\u00edngue, ensa\u00edsta, tradutor com dom\u00ednio  fluente de mais de vinte idiomas, ocupante da cadeira quinze da Academia Brasileira de Letras. Na condi\u00e7\u00e3o de seu seguidor, aprecio e gosto das suas belas e subjetivas maneiras de transmitir o seu &#8220;sentir a vida&#8221;. Foram escolhidas para iniciar este nosso encontro, do seu primoroso texto &#8220;Deserto e as Formas&#8221;, que ele chamou de &#8216;experi\u00eancia do deserto&#8217;. Dele destaco: O deserto como ponto de encontro. O deserto como ponto de fuga. Nenhum deserto \u00e9 vazio. Nenhuma solid\u00e3o, solit\u00e1ria. O raso e o profundo se convertem mutuamente no deserto de areia.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o poderia deixar de enriquecer a nossa caminhada para o &#8220;autoconhecimento&#8221;, com esta inspira\u00e7\u00e3o que selecionei do seu livro &#8220;Os olhos do deserto&#8221;:<\/p>\n<p>&#8211; Passam os dias, mas n\u00e3o passam minhas esperan\u00e7as. Quero saber dos an\u00e9is de Saturmo e das combina\u00e7\u00f5es da Cabala. Quero armas e bar\u00f5es. Tempestades e aventuras. Sonho com as Pl\u00eaiades votadas para \u00d3rion. Sonho com o tempo que n\u00e3o passa. Uma vida intermin\u00e1vel. Simult\u00e2nea e permanente. As batalhas de Tasso. A pluralidade dos mundos. Cavaleiros do luar, andarilhos da dist\u00e2ncia. E o di\u00e1logo, sempre. O di\u00e1logo em flor. Passam os dias, mas n\u00e3o minhas esper\u00e2ncas.<\/p>\n<p><strong>COMO DEVEMOS ENTENDER A SUBJETIVIDADE EM NOSSAS VIDAS?<\/strong><\/p>\n<p>Esclarece o neurocientista <strong>Ant\u00f3nio Dam\u00e1sio<\/strong>, no seu livro \u201cA estranha ordem das Coisas \u2013 As origens biol\u00f3gicas dos sentimentos e da cultura\u201d, lan\u00e7ado no Brasil pela editora Companhia Das Letras, com tradu\u00e7\u00e3o de <strong>Laura Teixeira Motta<\/strong>:<\/p>\n<p>&#8211; A subjetividade n\u00e3o \u00e9 obviamente uma coisa, mas um processo, que depende de dois ingredientes cruciais: a cria\u00e7\u00e3o de uma perspectiva para as imagens mentais e o acompanhamento das imagens por sentimentos. (&#8230;) Uma das principais contribui\u00e7\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o da subjetividade \u00e9 dada pela opera\u00e7\u00e3o dos portais sensitivos, nos quais encontramos os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis por gerar imagens do mundo eterno. (&#8230;) Em resumo, um estado mental, uma mente, \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para que experi\u00eancias conscientes existam no sentido tradicional. Quando essa mente adquire um ponto de vista, isto \u00e9, um ponto de vista subjetivo, ent\u00e3o a consci\u00eancia propriamente dita pode come\u00e7ar.<\/p>\n<p>Desse entendimento de <strong>Damasio<\/strong> sobre a constru\u00e7\u00e3o da subjetividade, o que mais gostei foi essa rela\u00e7\u00e3o associativa, condicionante, das nossas percep\u00e7\u00f5es de &#8220;realidades&#8221; sendo elaboradas por imagens dos nossos &#8220;sentimentos&#8221;. \u00c9 como se as &#8220;emo\u00e7\u00f5es interiores&#8221; est\u00e3o presentes nas abstra\u00e7\u00f5es de muitas das nossas realidades.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o podemos deixar de reconhecer a valiosa contribui\u00e7\u00e3o da Psican\u00e1lise, preconizada por <strong>Freud<\/strong>, quando no seu texto \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos\u201d afirma ser o inconsciente a nossa verdadeira &#8220;realidade ps\u00edquica&#8221;. Explica <strong>Ana Suy Sesarino Kuss<\/strong>, professora da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUCPR), que possui doutorado em Pesquisa e Cl\u00ednica em Psican\u00e1lise, no seu interessante artigo, &#8220;Os outros que vivem em n\u00f3s&#8221;, publicado na Revista humanitas, edi\u00e7\u00e3o 163, da Editora Escala):<\/p>\n<p>&#8211; Nossa realidade compartilhada, por vezes, \u00e9 dividida apenas no campo da palavra, uma vez que n\u00f3s nunca compartilhamos com algu\u00e9m exatamente da mesma experi\u00eancia. O inconsciente de cada um se atravessa fundando cada realidade, e talvez possamos dizer que cada um vive em uma realidade diferente da realidade do outro, ainda que possamos encontrar certas coisas em comum. A realidade de cada um de n\u00f3s \u00e9 confeccionada da nossa hist\u00f3ria, dos nossos genes, da nossa forma de habitar nosso corpo, da hist\u00f3ria dos nossos antepassados&#8230; e isso n\u00e3o se replica. Por mais que tenhamos irm\u00e3os nascidos em uma mesma fam\u00edlia, ainda que sejam g\u00eameos, cada um ter\u00e1 experi\u00eancias diferentes na rela\u00e7\u00e3o com a sua exist\u00eancia e com o modo como o mundo recebeu cada um. Quando desconsideramos as tantas nuances que comp\u00f5em as nossas maneiras de existir, tendemos a pensar que o outro \u00e9 o nosso igual, nosso semelhante e que por isso poder\u00edamos saber o que ele pensa e sente.<\/p>\n<p>Para perpetuar em nossas lembran\u00e7as, dedico esta mensagem para <strong>Tony Bennett<\/strong> com sentimento de &#8220;Saudade Eterna&#8221;,<\/p>\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tony Bennett, Lady Gaga - I&#039;ve Got You Under My Skin (Official Music Video)\" width=\"660\" height=\"371\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xyTa_gJkYwI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p>Notas:<br \/>\n1.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e links, para os efeitos da Lei 9.610\/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2.Havendo nesta mensagem qualquer alega\u00e7\u00e3o ou cita\u00e7\u00e3o que mere\u00e7a ser melhor avaliada ou que seja contr\u00e1ria aos interesses dos seus autores, mande a sua solicita\u00e7\u00e3o para edsonbsb@uol.com.br .<br \/>\n3. V\u00eddeo copiado do YouTube\/vevo.<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O QUE SE PERDE SE CONCENTRA NO INFINITO.&#8221; S\u00e3o palavras do escritor Marco Lucchesi, poeta bil\u00edngue, ensa\u00edsta, tradutor com dom\u00ednio fluente de mais de vinte idiomas, ocupante da cadeira quinze da Academia Brasileira de Letras. 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