{"id":21084,"date":"2022-11-15T16:13:41","date_gmt":"2022-11-15T19:13:41","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=21084"},"modified":"2024-12-08T17:24:35","modified_gmt":"2024-12-08T20:24:35","slug":"__trashed-4__trashed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=21084","title":{"rendered":"(338) Sentindo a nossa &#8220;realidade ps\u00edquica&#8221;, como fonte de autoconhecimento."},"content":{"rendered":"<p>&#8220;<b>EXISTEM MOMENTOS NA VIDA DA GENTE, EM QUE AS PALAVRAS PERDEM O SENTIDO OU PARECEM IN\u00daTEIS, E, POR MAIS QUE A GENTE PENSE NUMA FORMA DE EMPREG\u00c1-LAS ELAS PARECEM N\u00c3O SERVIR. ENT\u00c3O A GENTE N\u00c3O DIZ, APENAS SENTE.<\/b>&#8221;<\/p>\n<p>S\u00e3o palavras do criador da psican\u00e1lise, o neurologista e psiquiatra austr\u00edaco <b>Sigmund Freud<\/b> (1856-1939). Pergunto: Como devemos entender essa dificuldade no nosso modo de &#8220;transmitir&#8221; o que desejamos, seja pela fala ou pela escrita? S\u00e3o muitas as respostas para essa pergunta. Entendo que as origens desses &#8220;apag\u00f5es&#8221; devem ser subjetivas experi\u00eancias sensoriais que, em sua maioria, representam est\u00edmulos interiores de &#8220;necessidades de aten\u00e7\u00e3o&#8221;, recebidos do nosso inconsciente. Nesse sentido, ensina o psic\u00f3logo e professor <b>Fernando Gonz\u00e1les Rey(<\/b> (1949-2018) que, em todas as nossas a\u00e7\u00f5es, n\u00f3s somos naturalmente influenciados por uma intera\u00e7\u00e3o do simb\u00f3lico com o emocional. Na comunica\u00e7\u00e3o pela escrita, por ser uma linguagem formal sujeita \u00e0s regras gramaticais, nem sempre conseguimos nos expressar com facilidade.<\/p>\n<p>Complemento com estas explica\u00e7\u00f5es da doutora <b>Michele M\u00fcller<\/b>, especialista em Neuroci\u00eancias e Neuropsicologia Educacional, no seu artigo sobre a \u201c<b>Constru\u00e7\u00e3o Abstrata na Mente<\/b>\u201d, publicadas nas edi\u00e7\u00f5es 161 e 162 da Revista PSIQUE, ano 2019, da Editora Escala (numerei):<\/p>\n<p>1. A linguagem vai al\u00e9m do campo cognitivo. Ela auxilia na identifica\u00e7\u00e3o de sensa\u00e7\u00f5es e na constru\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia emocional.<\/p>\n<p>2. A linguagem abstrata permite enxergarmos coisas que antes se encontravam em um ponto cego da percep\u00e7\u00e3o. Como se fossem lanternas da mente, as palavras expandem os limites do nosso mundo interno, como defendeu o fil\u00f3sofo alem\u00e3o <b>Wittgenstein<\/b>. Um mundo que \u00e9 inteiramente guiado pelas emo\u00e7\u00f5es e sentimentos &#8211; das grandes conquistas \u00e0s piores decis\u00f5es.<\/p>\n<p>3. A linguagem cumpre um papel fundamental n\u00e3o apenas na comunica\u00e7\u00e3o, como na interpreta\u00e7\u00e3o do ambiente e na identifica\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es, o que possibilita a formula\u00e7\u00e3o consciente de respostas mais apropriadas. Se, por um lado, a amplia\u00e7\u00e3o do vocabul\u00e1rio permite a amplia\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria consci\u00eancia e modifica a forma como as pessoas processam suas experi\u00eancias no mundo, por outro s\u00e3o as pr\u00f3prias experi\u00eancias que d\u00e3o sentindo \u00e0 palavra, em uma rela\u00e7\u00e3o rec\u00edproca e interdependente.<\/p>\n<p>Sobre o tema central desta mensagem, pe\u00e7o a sua aten\u00e7\u00e3o para este ensinamento da professora <b>Ana Suy Sesarino Kuss<\/b>, que \u00e9 mestra em Psicologia, especialista em Psicologia Cl\u00ednica, com doutorado em Pesquisa e Cl\u00ednica em Psican\u00e1lise, no seu artigo &#8220;<b>A gente ama uma verdade<\/b>\u201d, publicada na edi\u00e7\u00e3o 115 da Revista Humanitas, da Editora Escala:<\/p>\n<p>&#8211; De acordo com <b>Freud<\/b>, a realidade que \u00e9 determinante na vida humana \u00e9 a realidade ps\u00edquica. Assim, na vida humana importa menos o que aconteceu e mais como n\u00f3s interpretamos aquilo que aconteceu.<\/p>\n<p>REGISTROS HIST\u00d3RICOS:<\/p>\n<p>1. Em 1895, no seu &#8220;<b>Projeto para uma psicologia cient\u00edfica<\/b>&#8220;, foi a primeira vez <b>Freud<\/b> se referiu a duas realidades: a externa e a do pensamento.<\/p>\n<p>2. Somente na edi\u00e7\u00e3o de 1909 da sua conhecida obra &#8220;<b>A interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos<\/b>&#8220;, passou a conceber a &#8220;realidade ps\u00edquica&#8221; como sendo as realidades do inconsciente, das fantasias e a dos nossos desejos.<\/p>\n<p>Com seu estilo did\u00e1tico, essencialmente detalhista, <b>Freud<\/b> esclarece na sua conhecida obra &#8220;<b>A interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos<\/b>&#8220;, vol. V (1900-1901), p. 637, publicado no Brasil pela Editora <b>Imago:<\/b><\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 essencial abandonar a supervaloriza\u00e7\u00e3o da propriedade do estar consciente para que se torne poss\u00edvel formar uma opini\u00e3o correta da origem do ps\u00edquico. Nas palavras de <b>Lipps<\/b> [1897, 146 e segs.], deve-se pressupor que o inconsciente \u00e9 a base geral da vida ps\u00edquica. O inconsciente \u00e9 a esfera mais ampla, que inclui em si a esfera menor do consciente. Tudo o que \u00e9 consciente tem um est\u00e1gio preliminar inconsciente, ao passo que aquilo que \u00e9 inconsciente pode permanecer nesse est\u00e1gio e, n\u00e3o obstante, reclamar que lhe seja atribu\u00eddo o valor pleno de um processo ps\u00edquico. O inconsciente \u00e9 a verdadeira realidade ps\u00edquica; em sua natureza mais \u00edntima, ele nos \u00e9 t\u00e3o desconhecido quanto a realidade do mundo externo, e \u00e9 t\u00e3o incompletamente apresentado pelos dados da consci\u00eancia quanto o \u00e9 o mundo externo pelas comunica\u00e7\u00f5es de nossos \u00f3rg\u00e3os sensoriais.<\/p>\n<p>RESUMINDO:<\/p>\n<p>&#8211; <b>Toda a teoria psicanal\u00edtica est\u00e1 fundamentada no reconhecimento de que, em sua maioria, os processos ps\u00edquicos s\u00e3o inconscientes<\/b>.<\/p>\n<p>Termino esta mensagem convencido de que, sendo a Vida um fluente ciclo permanente de transforma\u00e7\u00f5es, pela nossa trajet\u00f3ria existencial todos n\u00f3s devemos priorizar a escuta do nosso sentir interior. A linguagem do inconsciente \u00e9 simb\u00f3lica. Nem sempre encontramos palavras para conhecer a ess\u00eancia dos seus significados.<\/p>\n<p>Espero voc\u00ea no nosso pr\u00f3ximo encontro.<\/p>\n<p>Notas:<br \/>\n1. A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link para os efeitos da Lei n. 9610\/68, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2. Havendo neste espa\u00e7o virtual qualquer cita\u00e7\u00e3o que seja contr\u00e1ria \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e1 imediatamente retirada ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o em &#8220;coment\u00e1rios&#8221;, no final desta mensagem ou para edsonbsb@uol.com.br .<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;EXISTEM MOMENTOS NA VIDA DA GENTE, EM QUE AS PALAVRAS PERDEM O SENTIDO OU PARECEM IN\u00daTEIS, E, POR MAIS QUE A GENTE PENSE NUMA FORMA DE EMPREG\u00c1-LAS ELAS PARECEM N\u00c3O SERVIR. 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