{"id":19638,"date":"2022-06-13T12:36:13","date_gmt":"2022-06-13T15:36:13","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=19638"},"modified":"2024-12-08T17:19:43","modified_gmt":"2024-12-08T20:19:43","slug":"332-sentindo-como-devemos-entender-as-necessidades-de-mudancas-em-nossas-vidas-parte-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=19638","title":{"rendered":"(332) Sentindo como devemos entender as necessidades de mudan\u00e7as em nossas vidas. (Parte I)"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;O QUE MUDA NA MUDAN\u00c7A,<br \/>\nSE TUDO EM VOLTA \u00c9 UMA DAN\u00c7A<br \/>\nNO TRAJETO DA ESPERAN\u00c7A,<br \/>\nJUNTO AO QUE NUNCA SE ALCAN\u00c7A?<\/p>\n<p>Com essa pergunta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) eternizou o seu poema \u201cMudan\u00e7a\u201d. Uma bela composi\u00e7\u00e3o subjetiva de significados de palavras escolhidas para poetizar as sensa\u00e7\u00f5es de &#8220;mudan\u00e7as&#8221; em nossas vidas. Her\u00e1clito, o pensador do \u201ctudo flui\u201d, dizia que <i>\u201cnada \u00e9 permanente, exceto a mudan\u00e7a\u201d<\/i>. O poeta norte-americano Charles Olson (1910-1970), afirmava com insist\u00eancia: <i>&#8220;O que n\u00e3o muda \u00e9 o nosso desejo de mudan\u00e7a.&#8221;<\/i> Drummond parece querer brincar com a &#8220;esperan\u00e7a&#8221; dos seus anseios de &#8220;mudan\u00e7as&#8221;, envolvendo-nos com uma inteligente reflex\u00e3o que nos encanta com o sublime contagiante de suas subjetivas imers\u00f5es po\u00e9ticas.<\/p>\n<p>Todos n\u00f3s temos a capacidade de &#8220;criar&#8221; e &#8220;definir&#8221; significados para as nossas desejadas necessidades de &#8220;mudan\u00e7as&#8221;. Explica o m\u00e9dico psiquiatra e analista junguiano, Carlos Byngton, no seu artigo &#8220;A inveja, como fun\u00e7\u00e3o ps\u00edquica estruturante&#8221;, assim por mim resumido:<\/p>\n<p>&#8211; Nenhuma fun\u00e7\u00e3o ps\u00edquica e nenhuma viv\u00eancia \u00e9 desprovida de significado. Podemos n\u00e3o prestar aten\u00e7\u00e3o no que fazemos e no que nos acontece, mas nossa mem\u00f3ria consciente e inconsciente registram significados que contribuir\u00e3o para sermos o que somos e o que seremos. Em todos n\u00f3s existe o chamado Processo de Elabora\u00e7\u00e3o Simb\u00f3lica, centro de todas as nossas atividades psicol\u00f3gicas. Quando a pessoa n\u00e3o reflete, desperdi\u00e7a a vida e p\u00e1ra de crescer.<\/p>\n<p>Pergunto:<\/p>\n<p>COMO EXPLICAR AS NOSSAS INTUITIVAS NECESSIDADES DE MUDAN\u00c7AS?<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, entendo que pelo nosso fluir existencial temos, para serem despertos em n\u00f3s, sentimentos de necessidades de mudan\u00e7as em todos os sentidos do nosso viver.<br \/>\nEm sua an\u00e1lise liter\u00e1ria do livro de Hermann Hesse, &#8220;Com a Maturidade Fica-se mais jovem&#8221;, publicado no Brasil pela Editora Record, ensina o m\u00e9dico e psicoterapeuta junguiano Carlos S\u00e3o Paulo:<\/p>\n<p>&#8211; Inconsciente s\u00e3o atividades mentais, que est\u00e3o conduzindo nossos atos, sem que tenhamos consci\u00eancia dessas a\u00e7\u00f5es. No entanto, para a psicologia de C. G. Jung, h\u00e1 uma camada de inconsci\u00eancia mais profunda, que \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o inata, em que todo ser humano se predisp\u00f5e a realizar tudo o que \u00e9 pr\u00f3prio da esp\u00e9cie. Ele denominou esse conceito de Inconsciente Coletivo. [Nele] encontramos a sabedoria dos nossos antepassados e a dos antepassados do mundo; talvez, do universo. Em todas as gera\u00e7\u00f5es, os temas se repetem coloridos, de acordo com as experi\u00eancias do esp\u00edrito do tempo. A essas unidades tem\u00e1ticas que comp\u00f5em o Inconsciente Coletivo, Jung chamou de Arqu\u00e9tipos.<\/p>\n<p>Complemento com estas palavras da Psic\u00f3loga M\u00f4nica Giacomini, especialista em Psicologia Hospitalar, reproduzidas do seu esclarecedor artigo &#8220;Membro Fantasma&#8221;:<\/p>\n<p>&#8211; Muitos questionamentos buscam explicar as rea\u00e7\u00f5es de um indiv\u00edduo rec\u00e9m-amputado diante de sua recente viv\u00eancia f\u00edsica e emocional, pois cada um tem um modo particular de lidar com o acontecimento, ligado \u00e0 estrutura ps\u00edquica anterior, ao n\u00edvel da amputa\u00e7\u00e3o e \u00e0 idade em que houve a perda do membro. [..] Jung compreende arqu\u00e9tipo como uma fun\u00e7\u00e3o, um padr\u00e3o inato de comportamento humano em uma determinada situa\u00e7\u00e3o. O arqu\u00e9tipo \u00e9 universalizado e a quest\u00e3o da individualidade \u00e9 enraizada arquetipicamente. O ego necessita dos arqu\u00e9tipos para se desenvolver. As imagens arquet\u00edpicas s\u00e3o formas como os arqu\u00e9tipos se apresentam para o indiv\u00edduo. As imagens dos arqu\u00e9tipos constituem a linguagem da psique. Quando ela opera em uma situa\u00e7\u00e3o temos o s\u00edmbolo, que como o mito, pode suscitar transforma\u00e7\u00f5es. Nesse contexto, o papel do analista \u00e9 levar a ess\u00eancia das imagens ao campo terap\u00eautico, para que o indiv\u00edduo chegue, ent\u00e3o, ao s\u00edmbolo. [&#8230;] Os arqu\u00e9tipos n\u00e3o s\u00e3o bons ou ruins. S\u00e3o neutros. Todavia, s\u00e3o vividos positiva ou negativamente. Isto depender\u00e1 do meio e das pessoas que estiverem sob sua influ\u00eancia.<\/p>\n<p>Termino a primeira parte desta mensagem, com este &#8220;sentir&#8221; do fil\u00f3sofo estoico Epicteto:<\/p>\n<p>O SER HUMANO N\u00c3O \u00c9 AFETADO PELAS COISAS EM SI, MAS SIM PELO MODO COMO AS PERCEBE.<\/p>\n<p>Notas:<br \/>\n1. A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link para os efeitos da Lei n. 9610\/68, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2. Havendo neste espa\u00e7o virtual qualquer cita\u00e7\u00e3o que seja contr\u00e1ria \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e1 imediatamente retirada ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o em &#8220;coment\u00e1rios&#8221;, no final desta mensagem ou para edsonbsb@uol.com.br .<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O QUE MUDA NA MUDAN\u00c7A, SE TUDO EM VOLTA \u00c9 UMA DAN\u00c7A NO TRAJETO DA ESPERAN\u00c7A, JUNTO AO QUE NUNCA SE ALCAN\u00c7A? Com essa pergunta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) eternizou o seu poema \u201cMudan\u00e7a\u201d. Uma bela composi\u00e7\u00e3o subjetiva de significados de palavras escolhidas para poetizar as sensa\u00e7\u00f5es de &#8220;mudan\u00e7as&#8221; em nossas vidas. 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