{"id":17126,"date":"2021-01-15T00:58:35","date_gmt":"2021-01-15T02:58:35","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=17126"},"modified":"2024-12-08T11:06:05","modified_gmt":"2024-12-08T14:06:05","slug":"314-sentindo-a-subjetividade-das-nossas-percepcoes-sensoriais-de-solidao-parte-v-da-309","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=17126","title":{"rendered":"(314) Sentindo a subjetividade das nossas percep\u00e7\u00f5es sensoriais de &#8220;solid\u00e3o&#8221; (Parte V)."},"content":{"rendered":"<p>&#8220;DEPENDENDO DA FORMA COMO RESPONDEMOS AOS APRENDIZADOS QUE SURGEM, PODEM NASCER NOVOS PRINC\u00cdPIOS, NOVAS SOLU\u00c7\u00d5ES E UMA NOVA CONSCI\u00caNCIA SOCIAL. NINGU\u00c9M ESCOLHE O CAMINHO INCERTO, ELES PRECISAM ACONTECER COM A GENTE. MAS S\u00c3O AS INCERTEZAS, E N\u00c3O A RIGIDEZ, QUE NOS LEVAM \u00c0S MELHORES PERGUNTAS &#8211; AQUELAS QUE COLOCAM EM QUEST\u00c3O PR\u00c1TICAS J\u00c1 FRAGILIZADAS E ABREM ESPA\u00c7O PARA IMPORTANTES DISCUSS\u00d5ES MORAIS E SIGNIFICATIVOS AVAN\u00c7OES QUE MUDAM O FUTURO.&#8221;<br \/>\nS\u00e3o palavras da doutora Michele M\u00fcller, pesquisadora, especialista em Neuroci\u00eancias, Neuropsicologia Educacional e Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o, que se dedica ao estudo e aplica\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias para o desenvolvimento da linguagem. Foram selecionadas do seu artigo &#8220;Experi\u00eancia psicol\u00f3gica coletiva&#8221;. Sobre uma das consequ\u00eancias desta pandemia, em que o mundo inteiro se viu trancado em uma sala de &#8220;Escape Room&#8221;, afirmou que a nossa &#8220;confian\u00e7a no suporte coletivo traz equil\u00edbrio emocional para o indiv\u00edduo e para a sociedade, pois sem ela corremos o risco de entrar em p\u00e2nico e isso nos cegar pela sensa\u00e7\u00e3o de desamparo&#8221;. No decorrer da sua an\u00e1lise, tamb\u00e9m reconheceu que &#8220;nem sempre existe uma intelig\u00eancia coletiva que tem respostas seguras e mant\u00e9m inabal\u00e1vel a ordem que constru\u00edmos. Em momentos como esse, nos lan\u00e7amos juntos ao incerto, fazemos jogadas arriscadas e nos deparamos com nossa prec\u00e1ria capacidade de prever resultados, com a nossa fragilidade e, mais importante, com a nossa interdepend\u00eancia e necessidade, urgente, de integra\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o&#8221;.<br \/>\nPara a doutora Michele, &#8220;a sa\u00fade passou a ser vista como quest\u00e3o p\u00fablica e priorit\u00e1ria, a responsabilidade social pesou sobre cada indiv\u00edduo, a priva\u00e7\u00e3o de liberdade tomaram novas perspectivas de pensamento, a necessidade de conex\u00e3o e contato ficou evidente, a nossa capacidade de adapta\u00e7\u00e3o tornou-se quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia, a forma como vivemos e nos relacionamos passou a ser questionada&#8221;.<\/p>\n<p>COMO VENCER A COVID-19?<\/p>\n<p>Entendo que precisamos de pr\u00e1ticas com demonstra\u00e7\u00f5es firmes e convincentes de responsabilidades &#8220;individual&#8221; e &#8220;social&#8221;, voltadas para a prote\u00e7\u00e3o das nossas vidas; precisamos repensar o nosso &#8220;existir&#8221;, para ajudar fortalecer o nosso emocional na supera\u00e7\u00e3o de todas as imprevisibilidades, atuais e futuras, desta dif\u00edcil e triste realidade que todos n\u00f3s estamos vivenciando. S\u00e3o, portanto, iniciativas pessoais e coletivas de a\u00e7\u00f5es conjuntas necess\u00e1rias e urgentes, porque tamb\u00e9m n\u00e3o podemos esquecer que o comportamento humano est\u00e1 sujeito aos poss\u00edveis aumentos de problemas psicol\u00f3gicos, principalmente relacionados aos conhecidos estados de ansiedades e depress\u00e3o. No seu esclarecedor artigo &#8220;A ansiedade nossa de cada dia&#8221;,  explica a psic\u00f3loga Francine Guimar\u00e3es Gon\u00e7alves, Doutoranda em Psiquiatria e Ci\u00eancias do Comportamento pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS):<\/p>\n<p>&#8211; Pensamentos trazem percep\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade e distorcem a forma de lidar com eventos estressantes. Em situa\u00e7\u00f5es de crise, a ansiedade pode perder a sua fun\u00e7\u00e3o adaptativa e, assim, perder o seu papel protetor e motivador, tornando-se patol\u00f3gica e gerando intenso sofrimento. A ansiedade pode ser expressa atrav\u00e9s de componentes fisiol\u00f3gicos, cognitivos, emocionais e comportamentais. A incerteza frente ao futuro nos cerca diariamente. \u00c9 natural. Constatada a nossa impot\u00eancia, se faz necess\u00e1rio pensar em ferramentas de manejo da ansiedade.<\/p>\n<p>Voltem para as palavras iniciais da doutora Michele, e respondam esta pergunta:<\/p>\n<p>NESTA PANDEMIA, QUAIS S\u00c3O OS APRENDIZADOS QUE PODEM DESPERTAR EM N\u00d3S, NECESSIDADES DE BUSCAS DE SOLU\u00c7\u00d5ES E DE DESCOBERTAS DE SENTIMENTOS QUE FAVORE\u00c7AM O RENASCER DE UMA NOVA &#8220;CONSCI\u00caNCIA SOCIAL&#8221; DE MAIS RESPEITO \u00c0 DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, DE VALORA\u00c7\u00c3O E PRESERVA\u00c7\u00c3O DAS NOSSAS VIDAS, DE MAIS SOLIDARIEDADE E, COMO DESEJAMOS, PARA CONSOLIDAR UM NOVO FUTURO?<\/p>\n<p>Nos momentos dif\u00edceis da pandemia tenho pensado muito nestas considera\u00e7\u00f5es (por mim recebidas em forma de advert\u00eancia), da professora em cogni\u00e7\u00e3o gerencial e organizacional, Keitiline Viacava, que \u00e9 doutora em Psicologia pela UFRGS com p\u00f3s-doutorado em Neuroci\u00eancia Cognitiva na Universidade de Georgetown, em Washington, D.C.:<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o raramente, somos atra\u00eddos para certas situa\u00e7\u00f5es de forma autom\u00e1tica. Esse tipo de aten\u00e7\u00e3o opera de maneira impl\u00edcita e, se ocorrer de forma sistem\u00e1tica, pode configurar um vi\u00e9s n\u00e3o consciente da aten\u00e7\u00e3o. (&#8230;) Outras vezes, concentramos nossa aten\u00e7\u00e3o de forma deliberada, expl\u00edcita, quando temos objetivos claros, que necessitam de foco e determina\u00e7\u00e3o. \u00c9 curioso como a aten\u00e7\u00e3o pode ser a base para nossos processos cognitivos mais elevados e, ao mesmo tempo, receber t\u00e3o pouco enfoque nas a\u00e7\u00f5es voltadas ao autoconhecimento. Em um mundo onde a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 escassa, precisamos aprender mais sobre quais informa\u00e7\u00f5es selecionar, descartar e, ainda, transmitir adiante para guiar planos, a\u00e7\u00f5es e tomadas de decis\u00f5es. A forma predominante como a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 operacionalizada na nossa mente, se de maneira volunt\u00e1ria ou involunt\u00e1ria, tamb\u00e9m merece a nossa compreens\u00e3o, pois influencia o quanto conseguimos orient\u00e1-la \u00e0 busca de informa\u00e7\u00f5es guiadas aos nossos objetivos.<\/p>\n<p>Desejando que este nosso encontro tenha sido recebido por todos com a ess\u00eancia contagiante de uma nossa renova\u00e7\u00e3o de &#8220;uni\u00e3o&#8221; e de &#8220;solidariedades humanistas&#8221;, em todos os sentidos do nosso &#8220;viver&#8221;, termino esta mensagem com esta interessante e bela percep\u00e7\u00e3o dos doutores em Psicologia Cl\u00ednica da PUC-SP, Michel Alexandre Fillus e Ana Paula Navarro de Vasconcellos, sobre as nossas &#8220;realidades&#8221;, no seu interessante artigo &#8220;Mundus Imaginalis&#8221;, publicado na edi\u00e7\u00e3o 139 da Revista &#8220;Humanitas&#8221;, da Editora Escala:<\/p>\n<p>&#8211; Em suma, do mesmo modo que consideramos uma realidade externa &#8211; a qual costumeiramente chamamos de realidade com &#8220;R&#8221; mai\u00fasculo &#8211; h\u00e1 uma realidade interna que \u00e9 t\u00e3o &#8220;real&#8221; como a primeira. Esta aponta para o mundo interior, o mundo das nossas emo\u00e7\u00f5es, das nossas representa\u00e7\u00f5es internas, de for\u00e7as que dirigem nosso desenvolvimento e apontam o caminho. Lidamos com a realidade externa a partir de nossos recursos internos, das concep\u00e7\u00f5es que nutrimos a respeito da vida e de como podemos enxergar nela um contexto de desafio pessoal para o autoconhecimento e desenvolvimento. Todas as noites somos inundados de novas imagens e hist\u00f3rias. A partir do &#8220;Mundus imaginalis&#8221; constitu\u00edmos uma narrativa sobre n\u00f3s mesmos e para entender o mist\u00e9rio de ser quem somos.<\/p>\n<p>Espero voc\u00ea no nosso pr\u00f3ximo encontro.<\/p>\n<p>Notas:<br \/>\n1. A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2. As cita\u00e7\u00f5es das doutoras Michele M\u00fcller e Francine Guimar\u00e3es Gon\u00e7alves foram, pela ordem, reproduzidas dos seus artigos &#8220;Experi\u00eancia psicol\u00f3gica coletiva&#8221; e &#8220;A ansiedade nossa de cada dia&#8221;, publicados na edi\u00e7\u00e3o 171 da Revista PSIQUE da Editora Escala; as cita\u00e7\u00e3o da doutora Keitiline Viacava e dos doutores Michel Alexandre Fillus e Ana Paula Navarro de Vasconcellos, foram, pela ordem, reproduzidas dos seus artigos &#8220;Se a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 escassa, a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 luxo&#8221; e a &#8220;Mundus Imaginalis&#8221;, publicados na edi\u00e7\u00e3o 139 da Revista Humanitas, tamb\u00e9m da Editora Escala.<br \/>\n3. Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer alega\u00e7\u00e3o que mere\u00e7a ser melhor avaliada ou contr\u00e1ria aos interesses dos seus autores,  mande a sua solicita\u00e7\u00e3o para edsonbsb@uol.com.br<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;DEPENDENDO DA FORMA COMO RESPONDEMOS AOS APRENDIZADOS QUE SURGEM, PODEM NASCER NOVOS PRINC\u00cdPIOS, NOVAS SOLU\u00c7\u00d5ES E UMA NOVA CONSCI\u00caNCIA SOCIAL. NINGU\u00c9M ESCOLHE O CAMINHO INCERTO, ELES PRECISAM ACONTECER COM A GENTE. 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