{"id":15728,"date":"2020-08-08T20:53:23","date_gmt":"2020-08-08T23:53:23","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=15728"},"modified":"2024-12-08T10:45:45","modified_gmt":"2024-12-08T13:45:45","slug":"294-sentindo-nesta-pandemia-a-triste-necessidade-de-aprender-com-as-perdas-humanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=15728","title":{"rendered":"(294) Sentindo, nesta pandemia, a triste necessidade de aprender com as &#8220;perdas humanas&#8221;."},"content":{"rendered":"<p>\u201cA APRENDIZAGEM &#8211; QUE NOS ALARGA O ENTENDIMENTO, QUE NOS TORNA SERES COMPASSIVOS, EM COMUNH\u00c3O COM OS DEMAIS -, MUITAS VEZES S\u00d3 SE D\u00c1 POR MEIO DAS PERDAS.&#8221;<br \/>\nS\u00e3o palavras do escritor Jo\u00e3o Anzanello Carrascoza (que j\u00e1 enriqueceu a nossa jornada para o &#8220;autoconhecimento&#8221; &#8211; mensagem 185), em entrevista \u00e0 Revista Cult sobre o seu livro &#8220;Espinhos e Alfinetes&#8221;, composto de onze contos, que trata da finitude da nossa exist\u00eancia. Um ser humano que engrandece a literatura brasileira contempor\u00e2nea com o seu instigante dom\u00ednio introspectivo da arte da escrita, o que lhe permite  mostrar muitas das matizes ocultas do seu &#8220;mundo interior&#8221;. S\u00e3o pessoas como ele que conseguem despertar em n\u00f3s, necessidades de reflex\u00f5es sobre as dif\u00edceis experi\u00eancias com as nossas&#8221;perdas&#8221;. Pergunto:<\/p>\n<p>NESTA TRISTE E PREOCUPANTE REALIDADE DA PANDEMIA, O QUE PODEMOS APRENDER COM AS PERDAS HUMANAS?<\/p>\n<p>Muito antes desta pandemia, em outubro de 2017, sobre a necessidade de entender a finitude humana em qualquer circunst\u00e2ncias do nosso &#8220;viver&#8221;(para  tentar enfrentar e diminuir um pouco o nosso sofrimento e fortalecer as nossas condi\u00e7\u00f5es de supera\u00e7\u00e3o), em artigo sobre longevidade esclarece a Psic\u00f3loga Ligia Py, que tamb\u00e9m possui especializa\u00e7\u00e3o em Gerontologia:<\/p>\n<p>&#8211; Somos todos aprendizes at\u00e9 o fim da vida. A aprendizagem \u00e9 um processo cont\u00ednuo de constru\u00e7\u00e3o da nossa identidade, jamais conclu\u00edda. Aprendemos com os outros, com a fam\u00edlia, com os amigos, a escola, a rua, a m\u00eddia. A sociedade, a cultura e tanto mais. E aprendemos muito com as nossas experi\u00eancias de sucesso e de fracasso. Nesse percurso, vamos nos construindo como pessoas, como seres de rela\u00e7\u00e3o com os outros e podemos (ou n\u00e3o) cultivar uma compet\u00eancia para buscar valores essenciais para n\u00f3s mesmos, para conviver com os demais, reconhecendo e qui\u00e7\u00e1 valorizando as diferen\u00e7as. E que estejamos abertos aos sonhos, \u00e0s surpresas, empenhando-nos para nos recriar a cada vez que sucumbirmos \u00e0 adversidades. Se desenvolvermos essa compet\u00eancia, na velhice pode haver uma possibilidade ampliada de enfrentar as dificuldades, que n\u00e3o s\u00e3o poucas. (&#8230;) O empenho em assegurar um aprendizado que leve em conta a finitude das pessoas e das coisas tende a inspirar respeito e valora\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas nas suas diferen\u00e7as, \u00e0 vida como a aventura finita e \u00fanica a que todos temos direito, \u00e0 natureza, que \u00e9 a nossa morada.<\/p>\n<p>Volto \u00e0s palavras do in\u00edcio desta mensagem: Carrascoza (de acordo com o alcance do meu &#8220;sentir&#8221; com ess\u00eancia de &#8220;espiritualidade interior&#8221;), manifesta o seu entendimento de que todas as nossas &#8220;perdas&#8221;, sejam elas de que natureza forem, pelos seus significados e abalos emocionais deixados em n\u00f3s, fazem surgir uma esp\u00e9cie de consequente e natural necessidade de &#8220;querer encontrar&#8221; uma explica\u00e7\u00e3o (mas n\u00e3o de aceita\u00e7\u00e3o) que nos ajude fortalecer as nossas condi\u00e7\u00f5es de supera\u00e7\u00e3o. Inclusive, provocando em muitos, um tamb\u00e9m &#8220;querer saber&#8221; qual \u00e9 o sentido das nossas &#8220;vidas&#8221;.<\/p>\n<p>Certo \u00e9 que muitas das &#8220;aprendizagens&#8221; que nesta pandemia podem ser  recebidas com o crescente n\u00famero de &#8220;perdas humanas&#8221;, precisam ser ressignificadas por cada um de n\u00f3s. Trago para espiritualmente energizar esta mensagem, este recente e &#8220;BELO&#8221; exemplo da atriz Denise Fraga que tamb\u00e9m j\u00e1 enriqueceu a nossa jornada para o &#8220;autoconhecimento&#8221;  (mensagem 054):<\/p>\n<p>A COMPLEXIDADE DESTES TEMPOS TRAZ A OPORTUNIDADE DO ENCONTRO, E TENHO SIDO UMA BOA CONSELHEIRA DE MIM MESMO, FAZENDO COM QUE O MEU OTIMISMO SEJA MAIOR DO QUE A MINHA ANSIEDADE.<\/p>\n<p>Agora vamos conhecer um pouco do olhar interior da &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221; do escritor Jo\u00e3o Anzanello Carrascoza, sobre as nossas &#8220;perdas&#8221;, nesta dimens\u00e3o de vida (tema muito presente na sua produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria). Destaco da sua entrevista publicada em outubro de 2017, da edi\u00e7\u00e3o edi\u00e7\u00e3o 117 da Revista da Cultura, da Livraria Cultura (mensagem 185), o seguinte:<\/p>\n<p>1. Sobre se todos n\u00f3s estamos sempre perdendo.<br \/>\nCarrascoza. \u00c9 inevit\u00e1vel. O primeiro instante de sua vida \u00e9 o que voc\u00ea ganhou, mas perdeu tamb\u00e9m, porque ele vai desaguar no fim. E no fim \u00e9 a mesma coisa, ao mesmo tempo que se ganha se perde. A morte pode ser a perda, mas, se h\u00e1 cren\u00e7a em uma continua\u00e7\u00e3o, \u00e9 um ganho.<\/p>\n<p>2. Sobre o que subjetivamente representa para voc\u00ea, a perda do outro.<br \/>\nCarrascoza. Perder o outro \u00e9 perder um pouco de si tamb\u00e9m, que desaparece e com ele vai junto uma forma de voc\u00ea entender sua pr\u00f3pria exist\u00eancia. Voc\u00ea fica sem o ganho dessa presen\u00e7a, uma vis\u00e3o de voc\u00ea por meio de outro, uma media\u00e7\u00e3o de tua exist\u00eancia.<\/p>\n<p>3. Sobre se a morte \u00e9 um elemento que, de alguma forma, est\u00e1 t\u00e3o presente em seus livros.<br \/>\nCarrascoza. Sim, a morte est\u00e1 presente pelo aspecto f\u00edsico ou, \u00e0s vezes, ela \u00e9 simb\u00f3lica. E, tamb\u00e9m \u00e9 brusca, marcante, muito forte, porque enseja outro ciclo, destina outros rumos para aqueles que estavam vivendo. Ent\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m uma transformadora muito vigorosa, vem realmente para a metamorfose. Isso me interessa assim como o tempo, j\u00e1 que a morte \u00e9 o limite do tempo. Acho que quase sempre o tempo figura nos meus textos como personagem, ele est\u00e1 ali organizando a hist\u00f3ria com o narrador ou com personagens secund\u00e1rias. E, curiosamente, narro muito no presente, porque as coisas est\u00e3o acontecendo \u00e0 nossa vista. Ent\u00e3o perceba que, no mesmo momento que elas acontecem, n\u00f3s j\u00e1 estamos perdendo-as. Esse minuto, no momento em que ele se concretiza e a gente o vive plenamente, j\u00e1 e perdido.<\/p>\n<p>4. Sobre se quando voc\u00ea era crian\u00e7a, as hist\u00f3rias da pessoas, da fam\u00edlia j\u00e1 o instigavam.<br \/>\nCarrascoza. Sim, sempre me desafiou, me encantou, me moveu, digamos que me estimulou a n\u00e3o deixar as coisas se perderem, sa\u00edrem das minhas vistas e das minhas m\u00e3os. Desde pequeno eu pensava nisso tamb\u00e9m, vivia um fato e j\u00e1 lembrava, porque o resgate da mem\u00f3ria ia me consolidando tamb\u00e9m como um sujeito que constr\u00f3i sua subjetividade e pode alter\u00e1-la, pode aprimor\u00e1-la. \u00c9 como se fosse um aprendizado. Acho que relembrar o que foi vivido te traz encanto, saudade, inquieta\u00e7\u00e3o, alegria, mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso. \u00c9 uma forma de voc\u00ea tamb\u00e9m aprender sobre si e constituir tamb\u00e9m sua escrita. Porque cada um de n\u00f3s, e acredito nisso, \u00e9 um texto o tempo todo sendo refeito, s\u00e3o as narrativas que criamos para n\u00f3s.<\/p>\n<p>5. Sobre a finitude da exist\u00eancia humana.<br \/>\nCarrascoza. (&#8230;) Acredito que a finitude uma hora vem e voc\u00ea n\u00e3o tem tempo de fazer coisas, de avisar pessoas, de se despedir nem nada. Ent\u00e3o, escrever para mim \u00e9 justamente tentar viver o instante da melhor forma poss\u00edvel, me entregar a ele sabendo que uma hora eu n\u00e3o o terei. E escrevendo posso ter aqueles com quem vivi de uma outra forma, constitu\u00eddo por esse arcabou\u00e7o da mem\u00f3ria. Mas isso faz com que eu valorize justamente o momento presente nas hist\u00f3rias que escrevo.<\/p>\n<p>Termino esta mensagem, com este &#8220;sentir&#8221; desse escritor que est\u00e1 me ensinando fortalecer a caminhada do meu &#8220;existir espiritual&#8221;:<\/p>\n<p>ESTAMOS AQUI, AQUI QUE ESTAMOS E \u00c9 ISSO QUE N\u00d3S FAZEMOS, N\u00d3S VIVEMOS, ESTAMOS FAZENDO A NOSSA JORNADA.<\/p>\n<p>Hoje, completando onze anos da eleva\u00e7\u00e3o espiritual de S\u00f4nia, dedico esta mensagem \u00e0s minhas filhas e netos que est\u00e3o dando sentido ao meu &#8220;viver&#8221;.<\/p>\n<p>Notas:<br \/>\n1.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2. A cita\u00e7\u00e3o da Psic\u00f3loga Ligia Py, foi reproduzida artigo &#8220;A Explos\u00e3o dos Conhecimentos&#8221;, de Renato Rocha Mendes, e tamb\u00e9m a entrevista do escritor  Jo\u00e3o Carrascoza (na \u00edntegra, no link indicado nas notas da mensagem 185) foram publicadas na edi\u00e7\u00e3o 117, de outubro de 2017, da Revista da Cultura, da Livraria Cultura.<br \/>\n3.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA APRENDIZAGEM &#8211; QUE NOS ALARGA O ENTENDIMENTO, QUE NOS TORNA SERES COMPASSIVOS, EM COMUNH\u00c3O COM OS DEMAIS -, MUITAS VEZES S\u00d3 SE D\u00c1 POR MEIO DAS PERDAS.&#8221; S\u00e3o palavras do escritor Jo\u00e3o Anzanello Carrascoza (que j\u00e1 enriqueceu a nossa jornada para o &#8220;autoconhecimento&#8221; &#8211; mensagem 185), em entrevista \u00e0 Revista Cult sobre o seu &hellip; <a href=\"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=15728\" class=\"more-link\">Continuar lendo <span class=\"screen-reader-text\">(294) Sentindo, nesta pandemia, a triste necessidade de aprender com as &#8220;perdas humanas&#8221;.<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-15728","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-busca-interior"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pfkQEa-45G","jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/15728","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=15728"}],"version-history":[{"count":41,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/15728\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15799,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/15728\/revisions\/15799"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=15728"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=15728"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=15728"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}