{"id":15682,"date":"2020-07-27T18:49:52","date_gmt":"2020-07-27T21:49:52","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=15682"},"modified":"2024-12-08T10:44:07","modified_gmt":"2024-12-08T13:44:07","slug":"292-sentindo-na-pandemia-um-renascer-de-mais-uniao-e-solidariedade-universal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=15682","title":{"rendered":"(292) Sentindo, na pandemia,  um renascer de mais uni\u00e3o e solidariedade universal."},"content":{"rendered":"<p>\u201cA REALIDADE DEIXA MUITO ESPA\u00c7O \u00c0 IMAGINA\u00c7\u00c3O.\u201d<br \/>\nS\u00e3o palavras de John Lennon (1940-1980). Desconhe\u00e7o em que momento da sua vida foram por ele externadas. Escolhi para iniciar esta mensagem porque, como desejo, podem ser aproveitadas para explicar uma das poss\u00edveis consequ\u00eancias das nossas experi\u00eancias de \u201crealidades\u201d, sejam elas desejadas ou n\u00e3o. Refiro-me \u00e0 nossa capacidade cognitiva de \u201cimaginar\u201d. Um exemplo atual de querer saber como poder\u00e1 ser a mudan\u00e7a de uma &#8220;realidade indesejada&#8221;, decorre dos nossos estados de incertezas desta triste e preocupante \u201cpandemia&#8221;, em que muitos j\u00e1 est\u00e3o perguntando: Como ser\u00e1 o nosso novo normal do &#8220;p\u00f3s-pandemia\u201d? Respondo com esta s\u00edntese do meu &#8220;sentir&#8221;:<\/p>\n<p>&#8211; Todos n\u00f3s estamos passando por um subjetivo processo de &#8220;transforma\u00e7\u00e3o interior&#8221;. Estamos vivenciando, em todos os sentidos,  necess\u00e1rias mudan\u00e7as restritivas das nossas liberdades de intera\u00e7\u00f5es. As antigas e costumeiras &#8220;a\u00e7\u00f5es individuais&#8221;, determinantes das escolhas do nosso modo de viver &#8220;para n\u00f3s mesmos&#8221; e &#8220;para o outro&#8221;, foram radicalmente modificadas com a chegada da pandemia. Volto \u00e0 pergunta que podemos fazer para o nosso &#8220;imagin\u00e1rio&#8221;:<\/p>\n<p>&#8211; COMO SER\u00c1 O NOVO NORMAL DO &#8220;P\u00d3S-PANDEMIA&#8221;?<\/p>\n<p>Da entrevista publicada na edi\u00e7\u00e3o de ontem do jornal &#8220;O Estado de S\u00e3o Paulo&#8221;, destaco,em s\u00edntese, estas respostas do Fil\u00f3sofo Mario Sergio Cortella:<\/p>\n<p>1. Sobre o que podemos levar de bom deste momento, apesar do senhor n\u00e3o acreditar em uma &#8220;convers\u00e3o s\u00fabita no p\u00f3s-pandemia?<br \/>\nCortella. Se n\u00e3o formos tolas e tolos, n\u00f3s vamos aprender que algumas coisas que s\u00e3o deixadas num plano secund\u00e1rio nos fazem falta. Eu utilizo bastante uma frase do Benjamin Disraeli (escritor e pol\u00edtico brit\u00e2nico, 1804-1881) que diz que a vida \u00e9 muito curta para ser pequena. Por isso, a amizade, amorosidade, a solidariedade, a sexualidade, a religiosidade e a fraternidade s\u00e3o essenciais para n\u00e3o apequenar a nossa vida. Mesmo se aprendermos isso, n\u00e3o acho que sairemos desse movimento pand\u00eamico nos abra\u00e7ando em larga escala, como se fez no fim da Segunda Guerra. Ali, as pessoas se abra\u00e7aram e se juntaram. Mas meses depois j\u00e1 estavam se desligando de novo. N\u00f3s nos esquecemos de algumas li\u00e7\u00f5es com velocidade.<\/p>\n<p>2. Sobre como n\u00e3o se desesperar neste momento?<br \/>\nCortella. A forma \u00e9 nos lembrarmos de que o hoje \u00e9 um esfor\u00e7o coletivo para enfrentar aquilo que nos amea\u00e7a e, se n\u00f3s tivermos dec\u00eancia, seremos solid\u00e1rios o suficiente para que, quando terminada a pandemia, n\u00e3o tenhamos vergonha por n\u00e3o termos feito o que precis\u00e1vamos fazer. Os antigos, meus av\u00f3s e meus pais, diziam: &#8220;N\u00e3o h\u00e1 bem que sempre dure nem mal que nunca acabe&#8221;. (&#8230;) E n\u00e3o \u00e9 por conven\u00e7\u00e3o, mas porque cont\u00e9m sabedoria. \u00c9 dif\u00edcil, \u00e9 duro, porque \u00e9 algo que nos agonia, mas n\u00e3o \u00e9 uma impossibilidade. Se nos juntarmos, conseguimos n\u00e3o nos desesperar. O desespero vem quando a gente tem a percep\u00e7\u00e3o do abandono, quando a gente se sente no Grande Sert\u00e3o sem Veredas. Nesse sentido, a possibilidade do encontro, seja de ideias ou de sentimentos, a empatia, a compaix\u00e3o e a capacidade de uma palavra que nos aproxima amenizam um pouco aquele que \u00e9 o modo desalento.<\/p>\n<p>3. Sobre se o ser humano se adapta a tudo?<br \/>\nCortella. Uma das coisas mais fortes \u00e9 a capacidade humana n\u00e3o de adapta\u00e7\u00e3o stricto sensu, mas de integra\u00e7\u00e3o. Adaptar-se significa ser parte, enquanto integrar-se \u00e9 fazer parte. A nossa postura na vida \u00e9 muito mais de fazermos parte, de fazermos um ambiente. Portanto, \u00e9 muito mais autoral, muito mais protagonista. Mas entendendo aquilo que voc\u00ea indica, isto \u00e9, se n\u00f3s temos flexibilidade para lidar com situa\u00e7\u00f5es, sem d\u00favidas. (&#8230;) N\u00f3s somos capazes de flexibilidade. Isso \u00e9 uma vantagem imensa para a nossa sobreviv\u00eancia. Afinal de contas, \u00e9 s\u00f3 imaginarmos o n\u00famero de vezes na vida que n\u00f3s tivemos de alterar alguns dos caminhos que est\u00e1vamos fazendo. Ainda bem que, como n\u00f3s n\u00e3o nascemos prontos, d\u00e1 para a gente inventar a trajet\u00f3ria numa parte do final.<\/p>\n<p>Agora preste aten\u00e7\u00e3o \u00e0 esta mensagem do astr\u00f3logo Oscar Quiroga, publicada na mesma edi\u00e7\u00e3o do jornal &#8220;O Estado de S\u00e3o Paulo&#8221;:<\/p>\n<p>&#8211; A tens\u00e3o do humano.<br \/>\nO ser humano que tu \u00e9s transita simultaneamente por dois mundos completamente diferentes, a subjetividade de tua alma e a objetividade de tua personalidade. S\u00e3o percep\u00e7\u00f5es distintas, express\u00f5es diferenciadas e necessidades espec\u00edficas de cada um desses mundos, portanto, n\u00e3o h\u00e1 como isso deixar de ser uma experi\u00eancia tensa. Embora a tens\u00e3o pare\u00e7a ser algo que tu deverias extinguir, se nenhuma tens\u00e3o tivesses de administrar, tu n\u00e3o serias humano. O pr\u00f3prio ato de caminhar, sem ir mais longe, requer tens\u00e3o, porque o corpo humano n\u00e3o caminha por si s\u00f3, requer a administra\u00e7\u00e3o equilibrada entre o cair e o se sustentar em p\u00e9. Por isso, deixa de lado a fantasia de que deverias experimentar a paz do relaxamento, e come\u00e7a a desenvolver destrezas para administrar com alegria todas as tens\u00f5es de tua experi\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que a parte conclusiva desse &#8220;sentir&#8221; de Quiroga, n\u00e3o se aplica \u00e0 realidade desta pandemia. N\u00e3o temos condi\u00e7\u00f5es de sentir alegria nestes momentos dif\u00edceis. Foi por mim reproduzido nesta mensagem, para refor\u00e7ar este meu entendimentos:<\/p>\n<p>&#8211; Todos n\u00f3s estamos sempre interpretando &#8220;percep\u00e7\u00f5es sensoriais&#8221; e construindo as nossas realidades. Elas s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es elaboradas pela natureza dos significados recebidos de todas as nossas intera\u00e7\u00f5es de envolvimentos, sejam eles objetivos, conscientes ou subjetivos, de origens abstratas. Sugest\u00e3o de leitura complementar (mensagem 290). Acrescento que para o neurobiologista Wolf Singer, fundador do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados Frankfurt (IEAF), os conhecimentos recebidos das nossas &#8220;experi\u00eancias subjetivas&#8221; s\u00e3o os mais importantes porque surgem da nossa introspec\u00e7\u00e3o e das nossas intera\u00e7\u00f5es presenciais com o ambiente.<\/p>\n<p>Termino esta mensagem, com este meu &#8220;sentir&#8221;:<\/p>\n<p>NOSSOS MOMENTOS S\u00c3O \u00daNICOS, ASSIM COMO S\u00c3O TODAS AS NOSSAS REALIDADES. NESTA PANDEMIA PRECISAMOS CONHECER A ESS\u00caNCIA HUMANISTA DOS NOSSOS SENTIMENTOS E EMO\u00c7\u00d5ES. ASSIM, CONSEGUIMOS &#8220;SENTIR&#8221; EM N\u00d3S UM RENASCER DE  MAIS UNI\u00c3O E SOLIDARIEDADE UNIVERSAL.<\/p>\n<p>Notas:<br \/>\n1.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2.A cita\u00e7\u00e3o do entendimento do neurobiologista Wolf Singer, foi reproduzida do seu livro &#8220;C\u00e9rebro e Medita\u00e7\u00e3o \/ Di\u00e1logo entre o Budismo e a Neuroci\u00eancia&#8221;, elaborado com a participa\u00e7\u00e3o do monge budista Matthieu Ricard, lan\u00e7ado no Brasil pela Editora ALA\u00daDE, com tradu\u00e7\u00e3o de Fernando Santos, que recomendo a leitura.<br \/>\n3.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA REALIDADE DEIXA MUITO ESPA\u00c7O \u00c0 IMAGINA\u00c7\u00c3O.\u201d S\u00e3o palavras de John Lennon (1940-1980). Desconhe\u00e7o em que momento da sua vida foram por ele externadas. Escolhi para iniciar esta mensagem porque, como desejo, podem ser aproveitadas para explicar uma das poss\u00edveis consequ\u00eancias das nossas experi\u00eancias de \u201crealidades\u201d, sejam elas desejadas ou n\u00e3o. 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