{"id":13899,"date":"2019-11-15T23:51:42","date_gmt":"2019-11-16T02:51:42","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=13899"},"modified":"2024-12-08T10:03:42","modified_gmt":"2024-12-08T13:03:42","slug":"258-sentindo-que-precisamos-de-significados-para-a-nossa-existencia-e-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=13899","title":{"rendered":"(268) Sentindo que precisamos de significados, para a nossa &#8220;exist\u00eancia&#8221; e &#8220;vida&#8221;."},"content":{"rendered":"<p>&#8220;OLHE PARA DENTRO, PARA AS SUAS PROFUNDEZAS, APRENDA PRIMEIRO A SE CONHECER&#8221;.<br \/>\nS\u00e3o palavras de Sigmund Freud, o criador da Psican\u00e1lise. O alcance desse seu &#8220;sentir&#8221; foi seguido pelo psiquiatra e psicoterapeuta Carl Jung, fundador da Psicologia Anal\u00edtica, por entender que o &#8220;olhar para fora \u00e9 sonhar, para dentro \u00e9 despertar&#8221;. Um despertar para o conhecimento do Si-mesmo, do nosso Self, que foi por ele definido como sendo uma imagem arquet\u00edpica da plenitude da nossa totalidade ps\u00edquica consciente e inconsciente. Talvez tenha sido em raz\u00e3o desse seu conceito, que Jung reconheceu &#8220;o autoconhecimento, como sendo uma aventura que conduz \u00e0 amplid\u00f5es e profundezas inesperadas&#8221; (OC 14\/2, \u00a7 398). Por sua vez, gosto deste &#8220;sentir&#8221; do psicoterapeuta junguiano Mario Jacoby, que em agosto do ano passado escolhi para iniciar a mensagem 225 sobre a medita\u00e7\u00e3o Vipassana:<\/p>\n<p>&#8211; O \u2018SI MESMO\u2019 PARECE CONTER DIMENS\u00d5ES DE SI QUE SOMENTE PODEM SER OBSERVADAS POR MEIO DE INTROSPEC\u00c7\u00c3O DIFERENCIADA E CONT\u00cdNUA. O QUE SEI SOBRE MIM NUNCA \u00c9 O QUE SOU INTEIRAMENTE. SOMOS MUITO MAIS DO QUE CONHECEMOS SOBRE N\u00d3S MESMOS.<\/p>\n<p>A motiva\u00e7\u00e3o desta mensagem pode ser explicada pelo meu antigo interesse de querer entender como, influenciados pelas imagens simb\u00f3licas do nosso &#8220;inconsciente&#8221;, criamos &#8220;significados&#8221; para as percep\u00e7\u00f5es sens\u00f3rias da nossa subjetividade interior e para muitas das nossas experi\u00eancias de intera\u00e7\u00f5es existenciais. Refiro-me a uma imers\u00e3o ao desconhecido da nossa &#8220;psique&#8221;, da ess\u00eancia da nossa &#8220;individualidade existencial&#8221;, porque nem sempre temos condi\u00e7\u00f5es de &#8220;sentir&#8221; as vincula\u00e7\u00f5es de causalidades que possibilitam mensurar (ou n\u00e3o) a nossa subjetiva valora\u00e7\u00e3o de reconhecimento do que (para n\u00f3s) ter\u00e1  &#8220;significado&#8221;. Tamb\u00e9m gosto deste entendimento da doutora Susan Greenfield, pesquisadora da Universidade de Oxford, sobre uma s\u00e9rie de atividades integradas do nosso c\u00e9rebro:<\/p>\n<p>&#8211; A CONSCI\u00caNCIA N\u00c3O \u00c9 UM LAMPEJO, MAS UM CONT\u00cdNUO DE CONEX\u00d5ES DOS SEUS NEUR\u00d4NIOS, QUE V\u00c3O OCORRENDO DO MOMENTO EM QUE VOC\u00ca NASCE AT\u00c9 O FIM DA SUA VIDA. A CADA NOVA EXPERI\u00caNCIA, SEU C\u00c9REBRO FAZ UMA REPRESENTA\u00c7\u00c3O MENTAL QUE \u00c9 ARMAZENADA EM SUA MEM\u00d3RIA. QUANTO MAIS O MUNDO PASSA A TER SIGNIFICADO PARA VOC\u00ca, MAS CONEX\u00d5ES S\u00c3O FEITAS NO C\u00c9REBRO.<\/p>\n<p>Sobre essa reten\u00e7\u00e3o na &#8220;mem\u00f3ria&#8221;, merece aten\u00e7\u00e3o este entendimento do neurocientista Ant\u00f3nio Dam\u00e1sio sobre as nossas decis\u00f5es de escolhas:<\/p>\n<p>&#8211; O PROCESSO DE ESCOLHA \u00c9 LONGE DE SER UMA AN\u00c1LISE RACIONAL, POIS FAZ REFERIMENTO \u00c0S EXPERI\u00caNCIAS PASSADAS, QUE DEIXARAM UM CAMINHO EMOCIONAL NA PESSOA, EVOCANDO EMO\u00c7\u00d5ES E SENTIMENTOS QUE INFLUENCIAM A TOMADA DE DECIS\u00c3O.<\/p>\n<p>S\u00e3o muitos (al\u00e9m do equil\u00edbrio corpo, mente e esp\u00edrito), os benef\u00edcios que podemos alcan\u00e7ar com as conhecidas e silenciosas pr\u00e1ticas meditativas de &#8220;interioriza\u00e7\u00e3o&#8221; (mindfulness). Certo \u00e9 que as percep\u00e7\u00f5es elaboradas pelos nossos processos ps\u00edquicos s\u00e3o reveladas por &#8220;imagens&#8221;. Elas comp\u00f5em  a linguagem percept\u00edvel do nosso &#8220;inconsciente&#8221; que, para a neuroci\u00eancia, \u00e9 respons\u00e1vel por 95% da nossa atividade cerebral. Ali\u00e1s, como acredito, essas &#8220;imagens&#8221; tamb\u00e9m podem ser proje\u00e7\u00f5es intuitivas vindas da nossa \u201cSensibilidade da Alma\u201d (como s\u00e3o as emergentes do nosso &#8220;inconsciente&#8221;), que podem influenciar os nossos &#8220;modos de ser&#8221;, de &#8220;agir&#8221;, de &#8220;sentir&#8221; e de &#8220;pensar&#8221;. Esclarece o doutor Carlos S\u00e3o Paulo, m\u00e9dico e psicoterapeuta junguiano:<\/p>\n<p>1. A vida civilizada nos tem distanciado do inconsciente, e este se revela por meio de s\u00edmbolos. Na Psicologia de Jung, chamamos de s\u00edmbolo qualquer imagem que funcione como ve\u00edculo de energia e mist\u00e9rios. Imagens que mostram uma face conhecida e outra que se esconde da consci\u00eancia.<br \/>\n2. Jung nos explica que fatores interiores, em conjun\u00e7\u00e3o com fatores exteriores, registrados pela percep\u00e7\u00e3o, recebem forma e sentido ao projetar imagens. A atitude da consci\u00eancia, que, em sua ilus\u00e3o de realidade, tenta decifr\u00e1-las, destr\u00f3i o s\u00edmbolo e o reduz a algo como se tivesse exist\u00eancia pr\u00f3pria.<br \/>\n3. A vida humana construiu seus s\u00edmbolos e lhes deu a condi\u00e7\u00e3o de nos orientar de volta a essa natureza de que um dia nos afastamos, mergulhados na ilus\u00e3o da l\u00f3gica do ego. Os s\u00edmbolos n\u00e3o precis\u00e3o dessa l\u00f3gica e eles s\u00e3o os guias que, verdadeiramente, nos levam pelo caminho do destino a ser cumprido.<br \/>\n4. S\u00edmbolo \u00e9 o termo que, para Jung, melhor traduz um fato complexo e ainda n\u00e3o apreendido pela consci\u00eancia. Quando tomamos o s\u00edmbolo como algo conhecido, sem respeitar suas dimens\u00f5es desconhecidas e suas leis n\u00e3o l\u00f3gicas, perdemos a mensagem que a sabedoria na natureza pretendia nos passar.<br \/>\n5. Vivemos imediatamente apenas no mundo das imagens. \u00c9 atrav\u00e9s dos s\u00edmbolos que damos sentido ao existir.<br \/>\n6. Precisamos que a vida tenha significado e, para isso, o \u201cEU\u201d necessita voltar a se relacionar com o \u201ctodo misterioso\u201d ou o Deus dentro de cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Sobre essas considera\u00e7\u00f5es do doutor Carlos S\u00e3o Paulo, tenho pensado muito sobre este seu &#8220;sentir&#8221;:<\/p>\n<p>&#8211; NA LINGUAGEM DA PSIQUE, \u00c9 ATRAV\u00c9S DOS SIMBOLOS QUE DAMOS SENTIDO AO NOSSO EXISTIR. PRECISAMOS QUE A VIDA TENHA SIGNIFICADO.<\/p>\n<p>Pergunto para voc\u00ea:<\/p>\n<p>&#8211; QUAIS S\u00c3O OS &#8220;SIGNIFICADOS&#8221; (INCLUSIVE DE TRANSCEND\u00caNCIA ESPIRITUAL) QUE PODEMOS SENTIR PARA A NOSSA &#8220;EXIST\u00caNCIA&#8221; E &#8220;VIDA&#8221;?<\/p>\n<p>Entendo que a natureza e o alcance dos &#8220;significados&#8221; da nossa &#8220;exist\u00eancia&#8221;, nesta dimens\u00e3o de vida, s\u00e3o definidos pelas possibilidades de favorecimentos de realiza\u00e7\u00f5es dos nossos &#8220;prop\u00f3sitos&#8221;. Todos n\u00f3s temos liberdade de escolhas para criar os &#8220;prop\u00f3sitos&#8221; que desejamos para melhor atender as nossas &#8220;conscientes&#8221; necessidades de completudes &#8220;existenciais&#8221; e &#8220;espirituais&#8221;. Acontece que muitos deles n\u00e3o s\u00e3o alcan\u00e7ados, porque nem sempre dependem do nosso &#8220;querer&#8221;. Concordo com a afirma\u00e7\u00e3o do doutor Carlos S\u00e3o Paulo de que &#8220;\u00e9 atrav\u00e9s dos s\u00edmbolos que damos sentido ao nosso existir&#8221;. Mas n\u00e3o me parece que todas as &#8220;imagens&#8221; recebidas da nossa &#8220;psique&#8221; sejam nitidamente simb\u00f3licas. Para serem precisam, necessariamente, imantar o nosso imagin\u00e1rio, tocar o nosso cora\u00e7\u00e3o com a for\u00e7a dos nossos desejos &#8220;viver&#8221;. Para isso, devemos &#8220;buscar&#8221; e  &#8220;sentir&#8221; um permanente &#8220;significado&#8221; para a nossa &#8220;exist\u00eancia&#8221; e para as nossas &#8220;vidas&#8221;. Ser\u00e1 quando ficaremos &#8220;despertos&#8221; para a plenitude infinita da nossa eleva\u00e7\u00e3o espiritual, ainda nesta dimens\u00e3o de vida.<\/p>\n<p>Notas:<br \/>\n1.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2.A cita\u00e7\u00e3o da doutora Susan Greenfiel foi reproduzida da Revista Super Interessante, edi\u00e7\u00e3o de novembro de 2016, da Editora Abril; a do neurocientista Ant\u00f3nio Dam\u00e1sio, do artigo sobre &#8220;Como a indecis\u00e3o pode afetar a vida&#8221;, do escritor Eduardo Shinyashiki, publicado na edi\u00e7\u00e3o 101 da Revista PSIQUE, da Editora Escala; as do doutor Carlos S\u00e3o Paulo, da sua coluna &#8220;Div\u00e3 Liter\u00e1rio&#8221;, das edi\u00e7\u00f5es 95, 96 e 101, tamb\u00e9m da Revista PSIQUE, da Editora Escala.<br \/>\n3.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;OLHE PARA DENTRO, PARA AS SUAS PROFUNDEZAS, APRENDA PRIMEIRO A SE CONHECER&#8221;. 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