{"id":13094,"date":"2019-05-03T08:46:31","date_gmt":"2019-05-03T11:46:31","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=13094"},"modified":"2024-12-08T09:59:48","modified_gmt":"2024-12-08T12:59:48","slug":"252-sentindo-com-o-esplendor-espiritual-da-vida-o-fluir-do-nosso-existir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=13094","title":{"rendered":"(262) Sentindo, com o esplendor espiritual da vida, o fluir do nosso &#8220;existir&#8221;."},"content":{"rendered":"<p>&#8220;AFINAL, SABER O SENTIDO DA SUA EXIST\u00caNCIA \u00c9, MAIS DO QUE UM CAMINHO PARA A FELICIDADE, UMA GARANTIA DE QUE SUA VIDA N\u00c3O TER\u00c1 SIDO EM V\u00c3O&#8221;<br \/>\nS\u00e3o palavras de Lilian Graziano, doutora em Psicologia pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Psicoterapia Cognitiva Construtivista.<\/p>\n<p>Nesta jornada para o &#8220;autoconhecimento, n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que a busca de um sentido para a nossa exist\u00eancia est\u00e1 sendo o tema escolhido para favorecer, em n\u00f3s, o despertar interior da descoberta sens\u00f3ria das nossas subjetivas &#8220;necessidades de realiza\u00e7\u00f5es&#8221;, inclusive de natureza espiritual, com a finalidade de nos ajudar encontrar um prop\u00f3sito para o nosso &#8220;viver&#8221;. Mas para mim, esta mensagem reveste-se de um significado muito especial. Explico: porque, desde fevereiro de 2006, com a publica\u00e7\u00e3o da sua primeira abordagem sobre &#8220;FELICIDADE&#8221;, na segunda edi\u00e7\u00e3o da Revista PSIQUE, da Editora Escala, me tornei um seguidor da Doutora Lilian Gaziano, beneficiado com os seus profundos conhecimentos da  Psicologia Positiva. Em 03 de setembro de 2015, manifestei este meu &#8220;sentir&#8221; sobre a necessidade de ser, por n\u00f3s mesmos, elaborado o nosso &#8220;prop\u00f3sito existencial&#8221; (mensagem 121). Sustentei:<\/p>\n<p>&#8211; Todos n\u00f3s temos um \u201cprop\u00f3sito existencial\u201d de vida, a ser descoberto. Temos, portanto, um significado para o nosso \u201cexistir\u201d e para o nosso \u201cviver\u201d. A descoberta desse \u201cprop\u00f3sito existencial\u201d envolve dimens\u00f5es de origem transcendente. O que prevalece \u00e9 que sabemos que existimos, mas n\u00e3o \u201cpara que existimos\u201d. Acredito que se soub\u00e9ssemos, o mundo seria melhor em todos os sentidos do nosso \u201cviver\u201d. (&#8230;) Entendo que o \u201cprop\u00f3sito existencial\u201d definidor do significado do nosso \u201cexistir\u201d e \u201cviver\u201d, dever\u00e1 ser buscado pelo ser humano \u201cem si mesmo\u201d. Isto porque, somos n\u00f3s que elaboramos a subjetividade do sentido das nossas vidas. N\u00f3s somos os modeladores do nosso destino, porque somos respons\u00e1veis pelas nossas escolhas. Viver sem objetivos n\u00e3o \u00e9 viver, porque a nossa ess\u00eancia \u201cexistencial\u201d e \u201cespiritual\u201d, por si s\u00f3, \u00e9 sugestiva de necessidades de buscas de evolu\u00e7\u00e3o e de aprimoramentos.<\/p>\n<p>Esta mensagem me foi intu\u00edda pela leitura das considera\u00e7\u00f5es feitas pela doutora Lilian Graziano, publicadas em janeiro de 2013 na edi\u00e7\u00e3o 85 da acima citada Revista PSIQUE. Estas duas perguntas mereceram a minha aten\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211; QUAL O SENTIDO DA SUA REALIDADE? \/ COMO UM JOVEM PODERIA, AOS 15 ANOS, SABER QUAL O SENTIDO DA SUA EXIST\u00caNCIA?<\/p>\n<p>Responde a doutora Lilian, iniciando com este registro da hist\u00f3ria da humanidade:<\/p>\n<p>&#8211; Na Gr\u00e9cia Antiga garotos eram educados para que, at\u00e9 seus 15 anos, fossem capazes n\u00e3o apenas de responder a essa pergunta [a segunda acima], mas tamb\u00e9m de apresentar uma sustenta\u00e7\u00e3o oral que defendesse sua resposta diante de uma banca de not\u00e1veis do calibre, por exemplo, de S\u00f3crates, Plat\u00e3o ou Arist\u00f3teles. Nada mal para um bando de garotos analfabetos! Sim, pois de acordo com esse sistema educacional, chamado Paideia, habilidades tais como leitura, escrita e at\u00e9 mesmo a nobre matem\u00e1tica eram consideradas secund\u00e1rias; mera tekn\u00e8, diriam os antigos. O objetivo da Paideia era moldar o car\u00e1ter. &#8220;As letras vir\u00e3o com o tempo&#8221;, dizia S\u00f3crates. Ser capaz de responder qual o sentido da sua exist\u00eancia nunca foi uma tarefa simples. Nem mesmo na Gr\u00e9cia Antiga! E \u00e9 por isso que os gregos se dedicavam tanto \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o de seus jovens no sentido de torn\u00e1-los homens-excel\u00eancia, ou seja, homens de car\u00e1ter. Contudo, o pr\u00f3prio conceito de car\u00e1ter ia al\u00e9m da simples pr\u00e1tica das virtudes. Tinha a ver com a realiza\u00e7\u00e3o das potencialidades individuais ou, para ser mais precisa, com o cumprimento do sentido da exist\u00eancia de cada indiv\u00edduo. Esse era o caminho que o jovem era ensinado a seguir. Esse era o conceito arcaico de sucesso, que em muito difere da vis\u00e3o distorcida que hoje perseguimos. Em outras palavras, podemos dizer que todo o sistema educacional da Gr\u00e9cia Antiga buscava o ser, ao passo que, hoje, nossa Educa\u00e7\u00e3o valoriza o ter.<\/p>\n<p>Em seguida, sugere a doutora Lilian:<\/p>\n<p>&#8211; Para compreender a amplitude do que estou dizendo, fa\u00e7a a si mesmo a seguinte pergunta: Como eu seria hoje se  tivesse me dedicado ao autoconhecimento metade do que me dediquei ao trabalho e \u00e0s minhas conquistas profissionais?<\/p>\n<p>Ela responde:<\/p>\n<p>&#8211; Isso me faz lembrar de uma frase de Nietzsche que dizia que &#8220;quem tem por que viver pode suportar qualquer como&#8221;. Nesse sentido, se engana quem acredita que a press\u00e3o da vida moderna nos est\u00e1 adoecendo. A doen\u00e7a da modernidade \u00e9 a anomia, ou seja, a falta de sentido. Talvez f\u00f4ssemos mais resilientes se soub\u00e9ssemos pelo que estamos lutando, se conhec\u00eassemos qual \u00e9 a nossa &#8220;causa&#8221;. Infelizmente, passamos a acreditar que somente os her\u00f3is lutam por uma causa. Com isso, nos acostumamos a uma vida sem sentido e nos esquecemos de que podemos ser her\u00f3is, ainda que isso nos custe a felicidade e at\u00e9 mesmo a sa\u00fade.<\/p>\n<p>Termino, com este &#8220;sentir&#8221; de Jung:<\/p>\n<p>&#8211; O INDIV\u00cdDUO N\u00c3O REALIZA O SENTIDO DA SUA VIDA SE N\u00c3O CONSEGUIR COLOCAR O SEU &#8220;EU&#8221; A SERVI\u00c7O DE UMA ORDEM ESPIRITUAL E SOBRE-HUMANA.<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>1.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;AFINAL, SABER O SENTIDO DA SUA EXIST\u00caNCIA \u00c9, MAIS DO QUE UM CAMINHO PARA A FELICIDADE, UMA GARANTIA DE QUE SUA VIDA N\u00c3O TER\u00c1 SIDO EM V\u00c3O&#8221; S\u00e3o palavras de Lilian Graziano, doutora em Psicologia pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Psicoterapia Cognitiva Construtivista. 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