{"id":12543,"date":"2019-01-01T18:10:07","date_gmt":"2019-01-01T21:10:07","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=12543"},"modified":"2024-12-08T09:50:50","modified_gmt":"2024-12-08T12:50:50","slug":"240-sentindo-neste-novo-ano-o-poder-de-mudar-as-nossas-realidades-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=12543","title":{"rendered":"(250) Sentindo, neste novo ano, o poder de mudar as nossas &#8220;realidades&#8221; de vida."},"content":{"rendered":"<p>&#8220;PARA FALAR DE REALIDADE \u00c9 PRECISO QUE O PERCEBIDO PELA SENSIBILIDADE CHEGUE \u00c0 CONSCI\u00caNCIA E ALI SEJA EXAMINADO, PORQUE N\u00c3O BASTA EXPERIMENTAR SEM ENTENDER OU REFERENCIAR O QUE SENTIMOS&#8221;<br \/>\nS\u00e3o palavras do psic\u00f3logo e fil\u00f3sofo Jos\u00e9 Maur\u00edcio de Carvalho, ao comentar  a terceira edi\u00e7\u00e3o do seu livro &#8220;O Homem e a Filosofia\u201d que ser\u00e1 lan\u00e7ado no Brasil pela Editora Mikelis. O motivo da escolha para iniciar esta mensagem, deve-se ao meu antigo interesse pela necessidade de tamb\u00e9m se entender as influ\u00eancias recebidas das nossas &#8220;realidades&#8221; como sendo fontes de &#8220;autoconhecimento&#8221;. Estou convencido de que \u00e9 poss\u00edvel, de modo consciente, interpretar, construir, e ressignificar essas &#8220;realidades&#8221;, reavaliando as percep\u00e7\u00f5es vindas do nosso interior e do  mundo exterior. Para que isso seja poss\u00edvel, concordo com o escritor uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015):<\/p>\n<p>&#8211; A PRIMEIRA CONDI\u00c7\u00c3O PARA MODIFICAR A  REALIDADE, CONSISTE EM CONHEC\u00ca-LA.<\/p>\n<p>Acontece que esse conhecimento n\u00e3o \u00e9 alcan\u00e7ado apenas pela contempla\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de uma \u201crealidade\u201d em si mesma. Para o psic\u00f3logo Steve Ayan, &#8220;n\u00f3s podemos aprender a antecipar nossas pr\u00f3prias rea\u00e7\u00f5es em momentos intensos, visualizando os resultados que preferimos e identificando a\u00e7\u00f5es que podem mudar sensa\u00e7\u00f5es futuras&#8221;. Portanto, se queremos mudar as nossas &#8220;realidades&#8221;, inicialmente devemos interpretar os significados sensoriais alcan\u00e7ados com as nossas percep\u00e7\u00f5es. Ali\u00e1s, esse \u00e9 o objetivo de todas as conhecidas pr\u00e1ticas de mindfulness. S\u00e3o essas t\u00e9cnicas de &#8220;aten\u00e7\u00e3o plena&#8221;, que nos ajudam perceber as manifesta\u00e7\u00f5es sens\u00f3rias da nossa subjetividade interior. Como sustenta a psic\u00f3loga cl\u00ednica Tiffany Rain Carei, do Hospital Infantil de Seattle, em Washington, &#8220;ao aprender a se concentrar nas pr\u00f3prias sensa\u00e7\u00f5es f\u00edsicas do aqui e agora, as pessoas ampliam sua capacidade de interocep\u00e7\u00e3o&#8221;. Esclarece Ant\u00f3nio Dam\u00e1sio, no seu livro \u201cEm busca de Espinosa\u201d, lan\u00e7ado no Brasil pela Editora Companhia Das Letras:<\/p>\n<p>&#8211; Quando digo que os sentimentos s\u00e3o constitu\u00eddos, sobretudo, pela percep\u00e7\u00e3o de um certo estado do corpo, ou quando digo que a percep\u00e7\u00e3o do estado do corpo forma a ess\u00eancia do sentimento, insisto no valor das palavras \u201csobretudo\u201d e \u201cess\u00eancia\u201d. (&#8230;) Em muitas circunst\u00e2ncias, especialmente quando h\u00e1 pouco ou nenhum tempo para reflex\u00e3o, os sentimentos s\u00e3o de fato constitu\u00eddos pela percep\u00e7\u00e3o de um certo estado do corpo. Noutras circunst\u00e2ncias, contudo, os sentimentos envolvem a percep\u00e7\u00e3o de um certo estado do corpo e a percep\u00e7\u00e3o de um certo estado de esp\u00edrito. Temos imagens n\u00e3o s\u00f3 de um certo estado do corpo mas tamb\u00e9m, em paralelo, imagens de uma certa forma de pensar.(&#8230;) Na constru\u00e7\u00e3o de um sentimento, a percep\u00e7\u00e3o do estado do corpo \u00e9, assim, acompanhada pela percep\u00e7\u00e3o de temas consonantes com esse estado e pela percep\u00e7\u00e3o de um certo modo de pensar.(&#8230;) Concluindo, a minha hip\u00f3tese de trabalho sobre aquilo que s\u00e3o os sentimentos indica que um sentimento \u00e9 uma percep\u00e7\u00e3o de um certo estado do corpo, acompanhado pela percep\u00e7\u00e3o de pensamentos com certos temas e pela percep\u00e7\u00e3o de um certo modo de pensar. Todo esse conjunto perceptivo se refere \u00e0 causa que lhe deu origem. Os sentimentos emergem quando a acumula\u00e7\u00e3o dos detalhes mapeados no c\u00e9rebro atinge um determinado n\u00edvel.<\/p>\n<p>Concordo com Ant\u00f3nio Dam\u00e1sio.  Entendo ser o nosso &#8220;modo de pensar&#8221; que  elabora a constru\u00e7\u00e3o cognitiva de todos os significados das nossas experi\u00eancias de vida. Mas em todas as rela\u00e7\u00f5es interpessoais, tamb\u00e9m devemos escutar com aten\u00e7\u00e3o o &#8220;modo de pensar&#8221; do outro e, assim, comparando, favorecemos uma melhor avalia\u00e7\u00e3o das nossas &#8220;realidades&#8221;. No mesmo sentido, precisam ser aferidas as  percep\u00e7\u00f5es das nossas intera\u00e7\u00f5es no &#8220;mundo exterior&#8221; (principalmente com o esplendor da natureza, preciosa fonte de bem-estar humano). No seu livro &#8220;Sentimentos, valores e espiritualidade&#8221;, lan\u00e7ado no Brasil pela Editora VOZES, ensina a Doutora Daniela Benzecry:<\/p>\n<p>&#8211; A vis\u00e3o de mundo n\u00e3o \u00e9 simplesmente como um indiv\u00edduo pensa o mundo ou acha que pensa o mundo, embora ela interfira nos conceitos e julgamentos que a pessoa fa\u00e7a (pensamento). A vis\u00e3o de mundo de um indiv\u00edduo pode estar relacionada a diversas cren\u00e7as pessoais, aspectos culturais e do esp\u00edrito da \u00e9poca, mas \u00e9 sempre subjetiva e individual. Ela orienta a vida da pessoa e vai mudando na medida em que a sua consci\u00eancia amplia-se pela compreens\u00e3o oriunda da experi\u00eancia, assim, a vis\u00e3o de mundo de uma pessoa variar\u00e1 ao longo de sua vida. A vis\u00e3o de mundo \u00e9 diretamente relacionada aos nossos valores, os definidores das nossas prioridades e, portanto, atua nas nossas escolhas.<\/p>\n<p>Observe que at\u00e9 agora s\u00f3 foram feitas considera\u00e7\u00f5es sobre a percep\u00e7\u00e3o dos &#8220;sentimentos&#8221;. Mas os nossos &#8220;estados emocionais&#8221; tamb\u00e9m merecem aten\u00e7\u00e3o especial para o enfoque desta mensagem. Na obra acima citada, esclarece Ant\u00f3nio Dam\u00e1sio:<\/p>\n<p>&#8211; AS EMO\u00c7\u00d5ES S\u00c3O UM MEIO NATURAL DE AVALIAR O AMBIENTE QUE NOS RODEIA E REAGIR DE FORMA ADAPTATIVA.<\/p>\n<p>Por sua vez, cabe registrar o interessante estudo do psic\u00f3logo holand\u00eas Nico Frijda (1927-2015), por ele denominado \u201cLeis das Emo\u00e7\u00f5es\u201d. Sobre a da \u201cRealidade Aparente\u201d, explica Marco Callegaro, psic\u00f3logo e mestre em Neuroci\u00eancias e Comportamento: &#8220;Essa lei valida o que em terapia cognitiva chamamos de interpreta\u00e7\u00e3o. A lei da realidade aparente postula que as rea\u00e7\u00f5es emocionais de uma pessoa s\u00e3o causadas pela interpreta\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o em si. Ou seja, n\u00e3o respondemos \u00e0 realidade, mas ao que consideramos realidade dentro de nosso sistema de cren\u00e7as e de atribui\u00e7\u00e3o de significado.&#8221;<\/p>\n<p>Certo \u00e9 que a &#8220;ess\u00eancia interior&#8221; dos anseios de renova\u00e7\u00e3o de vida, s\u00e3o por n\u00f3s (e para n\u00f3s) idealizados de acordo com os desejos e necessidades de futuras realiza\u00e7\u00f5es em todos os sentidos do nosso existir (inclusive no espiritual). N\u00e3o basta &#8220;querer&#8221; mudar a &#8220;realidade&#8221;, sem antes escolher a &#8220;realidade&#8221; que gostar\u00edamos de vivenciar. Para os que gostam de Filosofia, acredito que seja assim que devemos entender as tr\u00eas dimens\u00f5es de vida (a est\u00e9tica,\u00e9tica e religiosa), que foram concebidas pelo pensador e te\u00f3logo dinamarqu\u00eas Kierkegaard (1813-1855).<\/p>\n<p>Pergunto:<\/p>\n<p>&#8211; QUAL \u00c9 A &#8220;REALIDADE&#8221; QUE VOC\u00ca DESEJA PARA 2019?<\/p>\n<p>No in\u00edcio do ano 2010, na primeira edi\u00e7\u00e3o da Revista Veja, a escritora Lya Luft, para quem dediquei esta nossa jornada de &#8220;autoconhecimento&#8221; (mensagem 001), assim come\u00e7ou a sua conhecida e consagrada coluna:<\/p>\n<p>&#8211; O ano de pensar<br \/>\n\u201cA ess\u00eancia seria esta: neste ano, eu vou pensar. Em mim, na vida,<br \/>\nnos outros, no mundo, em mil coisas ou numa coisa s\u00f3 \u2013 que seja<br \/>\nrealmente importante.&#8221;<br \/>\nMudan\u00e7a de ano, que, com o Natal, para uns \u00e9 celebra\u00e7\u00e3o (estou desse lado), para outros, melancolia.<br \/>\nO que nos atrapalha \u00e9 que algu\u00e9m inventou que temos de tomar decis\u00f5es e fazer projetos para esse novo ano. S\u00e3o quase sempre irreais, quase sempre n\u00e3o cumpridos. A\u00ed j\u00e1 nos frustramos neste mundo de tantas frustra\u00e7\u00f5es, em que a gente teria de ser bonito, saud\u00e1vel, competitivo e competente, bom de cama e ruim de mesa, e uma lista intermin\u00e1vel de \u201cter de\u201d.<br \/>\nPois eu acho que 2010 pode ser o Ano de Pensar. Bom projeto, boa inten\u00e7\u00e3o. Uma s\u00f3, e j\u00e1 \u00e9 bastante. Pensar: coisa que t\u00e3o pouco fazemos, embora seja o que nos distingue das outras feras.<\/p>\n<p>Termino, convidando voc\u00ea a &#8220;pensar&#8221; na sua atual &#8220;realidade&#8221; de vida, ou em outra desejada. Tudo \u00e9 poss\u00edvel pelo nosso merecimento, mas no &#8220;tempo certo de Deus&#8221;.<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>1.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2.A explica\u00e7\u00e3o do Psic\u00f3logo Marco Callegaro foi reproduzida da edi\u00e7\u00e3o 153 da Revista PSIQUE, publica\u00e7\u00e3o da  Editora Escala.<br \/>\n2.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<\/p>\n<p>Muita paz e harmonia espiritual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;PARA FALAR DE REALIDADE \u00c9 PRECISO QUE O PERCEBIDO PELA SENSIBILIDADE CHEGUE \u00c0 CONSCI\u00caNCIA E ALI SEJA EXAMINADO, PORQUE N\u00c3O BASTA EXPERIMENTAR SEM ENTENDER OU REFERENCIAR O QUE SENTIMOS&#8221; S\u00e3o palavras do psic\u00f3logo e fil\u00f3sofo Jos\u00e9 Maur\u00edcio de Carvalho, ao comentar a terceira edi\u00e7\u00e3o do seu livro &#8220;O Homem e a Filosofia\u201d que ser\u00e1 lan\u00e7ado &hellip; <a href=\"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=12543\" class=\"more-link\">Continuar lendo <span class=\"screen-reader-text\">(250) Sentindo, neste novo ano, o poder de mudar as nossas &#8220;realidades&#8221; de vida.<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-12543","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-busca-interior"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pfkQEa-3gj","jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12543","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=12543"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12543\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15363,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12543\/revisions\/15363"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=12543"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=12543"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=12543"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}