{"id":10558,"date":"2018-04-29T09:06:15","date_gmt":"2018-04-29T12:06:15","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=10558"},"modified":"2024-12-07T21:53:24","modified_gmt":"2024-12-08T00:53:24","slug":"216-sentindo-a-necessidade-humanista-de-conhecer-o-autismo-parte-iii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=10558","title":{"rendered":"(218) Sentindo a &#8220;necessidade humanista&#8221; de conhecer o autismo (Parte III)."},"content":{"rendered":"<p>Dando continuidade \u00e0 s\u00e9rie de mensagens sobre &#8220;autismo&#8221;, merecem aten\u00e7\u00e3o as seguintes informa\u00e7\u00f5es selecionadas da entrevista concedida pelo doutor Eug\u00eanio Cunha ao jornalista Lucas Vasques, publicada na Edi\u00e7\u00e3o 145 da Revista PSIQUE, lan\u00e7ada no Brasil pela Editora Escala:<\/p>\n<p>1.Sobre a dificuldade dos profissionais da sa\u00fade, para diagnosticar o &#8220;autismo&#8221;.<br \/>\nEug\u00eanio Cunha. O diagn\u00f3stico do autismo \u00e9 com base no comportamento. Por essa raz\u00e3o ainda existem muitas dificuldades para o profissional avaliar, principalmente nos casos mais leves. O transtorno compreende um conjunto de comportamentos agrupados numa tr\u00edade principal: comprometimentos na comunica\u00e7\u00e3o, dificuldades na intera\u00e7\u00e3o social e atividades restritivas e repetitivas. Mas os sintomas variam de indiv\u00edduo para indiv\u00edduo, dificultando em muitos casos o diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>2.Sobre o que est\u00e1 na origem de uma personalidade autista. O gatilho \u00e9 algo que ocorre no c\u00e9rebro?<br \/>\nEug\u00eanio Cunha. O gatilho \u00e9 uma s\u00edndrome proveniente de causas ainda desconhecidas, mas com grande contribui\u00e7\u00e3o de fatores gen\u00e9ticos. trata-se de um transtorno complexo com sintomas e quadros comportamentais distintos. Atualmente, estudos da neuroci\u00eancia t\u00eam relacionado o n\u00famero cada vez mais de casos de autismo e de outros transtornos a fatores ambientais. As pesquisas mostram um grande n\u00famero de crian\u00e7as afetadas por danos t\u00f3xicos no desenvolvimento do c\u00e9rebro. H\u00e1 redu\u00e7\u00e3o na capacidade de aten\u00e7\u00e3o, atraso no desenvolvimento e mau desempenho escolar. Produtos qu\u00edmicos industriais somados \u00e0 predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica est\u00e3o agora emergindo como causas mais prov\u00e1veis.<\/p>\n<p>3. Sobre o que \u00e9 necess\u00e1rio ainda estudar para compreender melhor esse tipo de condi\u00e7\u00e3o e os problemas consequentes.<br \/>\nEug\u00eanio Cunha. Penso que s\u00e3o as contribui\u00e7\u00f5es dos fatores ambientais na incrementa\u00e7\u00e3o dos sintomas do autismo. A coisa \u00e9 s\u00e9ria. Nossa sa\u00fade \u00e9 cada vez mais prejudicada por alimentos contaminados por pesticidas, alimentos industrializados contendo muito a\u00e7\u00facar, conservantes, corantes e s\u00f3dio. Isso tem provocado intoxica\u00e7\u00f5es severas, principalmente em autistas. O texto da Lei n. 12.764\/12, Lei do Autismo, tamb\u00e9m conhecida como Lei Berenice Piana, estabelece em seu artigo terceiro que a pessoa com TEA tem direito a nutri\u00e7\u00e3o adequada e a terapia nutricional. Se n\u00e3o fosse algo t\u00e3o importante, n\u00e3o estaria na lei.<\/p>\n<p>4.Sobre os principais sintomas do autismo.<br \/>\nEug\u00eanio Cunha. Os sintomas s\u00e3o: dificuldade para compreender s\u00edmbolos da linguagem e c\u00f3digos sociais; dificuldade de interagir com as pessoas; estereotipias e, em alguns casos, defici\u00eancia intelectual. H\u00e1 alguns sinais  que podem ser percebidos desde cedo: isolamento social, aus\u00eancia de contato visual, resist\u00eancia a mudan\u00e7as de rotina, manuseio n\u00e3o apropriado de objetos, transtorno de processamento sensorial e movimentos circulares no corpo.<\/p>\n<p>5.Sobre em qual idade esses sintomas aparecem com mais frequ\u00eancia.<br \/>\nEug\u00eanio Cunha. \u00c9 mais comum identificarmos o autismo por volta dos tr\u00eas anos de idade, principalmente quando a crian\u00e7a est\u00e1 na escola e qualquer diferen\u00e7a de comportamento ou dificuldade de socializa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais bem percebida. Mas \u00e9 comum identificar sinais de autismo precocemente, quando, por exemplo, o beb\u00ea n\u00e3o faz contato com os olhos, n\u00e3o sorrir, chora muito, n\u00e3o balbucia palavras e n\u00e3o aponta.<\/p>\n<p>6. Sobre a d\u00favida dos pais a respeito de como educar a crian\u00e7a autista.<br \/>\nEug\u00eanio Cunha. Sim, mas isso \u00e9 natural. O autismo, como falamos anteriormente, est\u00e1 envolvido ainda pelo desconhecido. Al\u00e9m disso, o diagn\u00f3stico nem sempre \u00e9 f\u00e1cil, o que aumenta a inseguran\u00e7a dos pais. Somam-se a esses fatores a dificuldade de encontrar tratamento adequado, com qualidade, profissionais preparados e escolas inclusivas.<\/p>\n<p>7.Sobre os tratamentos adequados para a crian\u00e7a, o adolescente e o adulto autista.<br \/>\nEug\u00eanio Cunha. N\u00e3o h\u00e1 receitas. O que ser\u00e1 preciso fazer depender\u00e1 da pessoa. Normalmente, habilidades de socializa\u00e7\u00e3o e a linguagem dever\u00e3o ser estimuladas. Os materiais da escola dever\u00e3o ser adaptados. Al\u00e9m disso, dever\u00e3o ser observadas quest\u00f5es ligadas ao processamento sensorial, alergias em raz\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o inadequada, as quais alteram profundamente o comportamento,al\u00e9m de aspectos relacionados a poss\u00edveis inoxica\u00e7\u00f5es por conta da exposi\u00e7\u00e3o a metais pesados.<\/p>\n<p>8.Sobre se a sociedade moderna est\u00e1 mais preparada para lidar com pessoas autistas, sem o estigma que o transtorno provoca.<br \/>\nEug\u00eanio Cunha. Sem d\u00favida houve grandes progressos, mas ainda h\u00e1 um longo caminho a percorrer. H\u00e1 muitos casos de preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o em distintos espa\u00e7os sociais, como a escola e o trabalho, inclusive com o uso pejorativo do autismo.<\/p>\n<p>9.Sobre os avan\u00e7os dos estudos cient\u00edficos sobre o transtorno.<br \/>\nEug\u00eanio Cunha. H\u00e1 estudos bem promissores que procuram entender a gen\u00e9tica do autismo e estudos advindos da neuroci\u00eancia que buscam conhecer melhor o c\u00e9rebro humano. H\u00e1 tamb\u00e9m uma grande contribui\u00e7\u00e3o das tecnologias digitais na educa\u00e7\u00e3o, como suporte ao ensino e \u00e0 aprendizagem. Atualmente, n\u00e3o se pode pensar em aprendizagem sem atentar para as novas articula\u00e7\u00f5es cognitivas que surgiram em raz\u00e3o das instrumenta\u00e7\u00f5es digitais. Elas t\u00eam contribu\u00eddo com novos conceitos epistemol\u00f3gicos relacionados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Complemento esta bela e esclarecedora entrevista, com estas explica\u00e7\u00f5es do doutor Caio Abujadi, m\u00e9dico psiquiatra infantil, especialista em autismo:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"400\" height=\"320\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/t7i5LzSuCCY\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>1.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<br \/>\n3. O Dr. Eug\u00eanio Cunha \u00e9 autor dos seguintes livros sobre autismo; &#8220;Autismo e inclus\u00e3o&#8221; e &#8220;Autismo na Escola&#8221;, publicados no Brasil pela Wak Editora. E-mail para contato: eugenio@eugeniocunha.com \/ Dr. Caio Abujadi, fone (11) 32571697 ou contato@clinicamarcolin, em S\u00e3o Paulo.<br \/>\n4.V\u00eddeo do youtube (&#8220;Programa Especial &#8211; Caio Abujadi&#8221;).<\/p>\n<p>Muita paz e harmoniza\u00e7\u00e3o interior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dando continuidade \u00e0 s\u00e9rie de mensagens sobre &#8220;autismo&#8221;, merecem aten\u00e7\u00e3o as seguintes informa\u00e7\u00f5es selecionadas da entrevista concedida pelo doutor Eug\u00eanio Cunha ao jornalista Lucas Vasques, publicada na Edi\u00e7\u00e3o 145 da Revista PSIQUE, lan\u00e7ada no Brasil pela Editora Escala: 1.Sobre a dificuldade dos profissionais da sa\u00fade, para diagnosticar o &#8220;autismo&#8221;. Eug\u00eanio Cunha. 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