{"id":10144,"date":"2018-03-17T15:18:21","date_gmt":"2018-03-17T18:18:21","guid":{"rendered":"http:\/\/sensibilidadedaalma.blog.br\/?p=10144"},"modified":"2024-12-07T20:59:53","modified_gmt":"2024-12-07T23:59:53","slug":"209-sentindo-as-imagens-interiores-da-nossa-jornada-de-ser-humano-nesta-dimensao-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=10144","title":{"rendered":"(209) Sentindo as &#8220;imagens interiores&#8221; da nossa jornada de ser humano, nesta dimens\u00e3o de vida."},"content":{"rendered":"<p>O que sempre me impulsiona nesta caminhada virtual de \u201cautoconhecimento\u201d, tem sido a determina\u00e7\u00e3o de querer ajudar na conscientiza\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios que todos n\u00f3s podemos alcan\u00e7ar atrav\u00e9s do &#8220;conhecimento de si mesmo&#8221;. Acredito que esse objetivo amplia a nossa &#8220;percep\u00e7\u00e3o existencial&#8221; de que, nesta dimens\u00e3o de vida, temos necessidades de crescimentos em todos os sentidos (entenda-se, como &#8220;miss\u00e3o&#8221; de aprimoramento e de evolu\u00e7\u00e3o espiritual). N\u00f3s n\u00e3o estamos aqui \u201cpor acaso\u201d e nem para \u201cviver por viver\u201d sem a idealiza\u00e7\u00e3o de prop\u00f3sitos de conquistas e realiza\u00e7\u00f5es. Tudo que necessitamos j\u00e1 est\u00e1 \u201csemeado\u201d dentro de n\u00f3s (mensagem 191). <\/p>\n<p>Gosto desta bela e significativa explica\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico indiano Deepak Chopra (mensagem 188):<\/p>\n<p> &#8211; CADA PESSOA \u00c9 UM SER INFINITO, N\u00c3O LIMITADO PELO TEMPO E ESPA\u00c7O.  <\/p>\n<p>O ser humano, em sintonia de quietude interior, precisa se harmonizar com a ess\u00eancia espiritual da sua &#8220;Sensibilidade da Alma&#8221;. Precisa aprender a olhar para &#8220;dentro de si mesmo&#8221;. \u00c9 com esse &#8220;olhar&#8221; que ser\u00e1 poss\u00edvel &#8220;sentir&#8221; o esplendor transcendente da nossa &#8220;individualidade espiritual&#8221;. \u00c9 com esse &#8220;olhar&#8221; que n\u00f3s vamos poder contemplar a maravilha do fluir existencial pela nossa jornada de ser humano (mensagem 195).<\/p>\n<p>Esta mensagem me foi intu\u00edda pela leitura da an\u00e1lise do romance &#8220;O Momento M\u00e1gico&#8221;, de M\u00e1rcio Leite, lan\u00e7ado no Brasil pela Editora Record. Ela foi escrita pelo m\u00e9dico e psicoterapeuta junguiano Carlos S\u00e3o Paulo, para a sua coluna &#8220;Div\u00e3 liter\u00e1rio&#8221; e foi publicada na Edi\u00e7\u00e3o 124 da Revista PSIQUE, da Editora Escala. Dela, destaco o seguinte: <\/p>\n<p>&#8211; Conta a hist\u00f3ria de Adalberto, um homem de 88 anos, portador de uma doen\u00e7a degenerativa, que se d\u00e1 conta de que sua vida chegou ao fim. Sabe que aproveitou o m\u00e1ximo de sua vida e quer morrer, mas a morte n\u00e3o vem e ele vive a ang\u00fastia de n\u00e3o terminar. Vive isolado frente ao mar. Observa, por horas, os frequentadores da praia. Em seu universo interior vive como uma montagem de um filme. Assiste a esse filme com os olhos dos arrependimentos de tudo que considera como &#8220;os seus erros&#8221;. Adalberto recebe aten\u00e7\u00e3o de suas duas filhas, mas rejeita-as em franca deteriora\u00e7\u00e3o da afetividade para com elas. Perdeu o seu filho Renato, afogado no mar da Bahia.<br \/>\nSob o enfoque da psicologia anal\u00edtica do psiquiatra e psicoterapeuta Carl Gustav Jung, explica o doutor Carlos S\u00e3o Paulo: <\/p>\n<p>&#8211; O tempo de VIVER (ou de MORRER). Para a f\u00edsica esse \u00e9 um conceito que se modifica de acordo com o espa\u00e7o que o cont\u00e9m, e que este se curva onde existe mat\u00e9ria. E que mat\u00e9ria faz tudo isso quando se trata de um idoso sentindo seu corpo em dissolu\u00e7\u00e3o? <\/p>\n<p>Em seguida, esclarece:<\/p>\n<p>1. Nada sabemos sobre a vida ps\u00edquica depois da morte f\u00edsica. Essa mesma ci\u00eancia nos fala de \u00e1tomos que comp\u00f5em nossos corpos, e que durante a vida encontram-se em constante troca com o cosmo at\u00e9 que, na dissolu\u00e7\u00e3o desses corpos, esses mesmos \u00e1tomos ser\u00e3o depois encontrados em todas as coisas.<\/p>\n<p>2. A psique continua a elaborar seus s\u00edmbolos, mas Adalberto n\u00e3o consegue aproveitar essa prepara\u00e7\u00e3o, e seu ego se compensa com a culpa e a vontade de transcender por meio da morte f\u00edsica. Com isso vai criando dificuldades para aceitar os cuidados de suas filhas como se elas quisessem mant\u00ea-lo em sofrimento.<\/p>\n<p>3. Depois de velho, os olhos n\u00e3o permitem que se enxergue bem o mundo l\u00e1 fora. Na contrapartida, os &#8220;olhos internos&#8221;, envolvidos com os eventos, podem nos fazer ver com mais nitidez o mundo interior. A evolu\u00e7\u00e3o esperada \u00e9 que possamos olhar para os eventos que passaram em nossas vidas de forma mais amadurecida do que na \u00e9poca em que ocorreram. Assim, as vistas ruins fariam o idoso enxergar o mundo de forma melhor. Adalberto n\u00e3o conseguiu fazer assim e procura em cada jovem que frequenta a praia o seu passado sem conseguir elabor\u00e1-lo simbolicamente.<\/p>\n<p>4. Quando olhamos crian\u00e7as e jovens, revisitamos nosso passado.<\/p>\n<p>5. Em nossas vidas certamente houve muitos eventos em que enfrentar\u00edamos os conflitos com mais sabedoria. Dessa forma, nos processos anal\u00edticos, podemos revisitar esse passado com seguran\u00e7a e participar desse processo de ressignifica\u00e7\u00e3o de viv\u00eancias para transform\u00e1-lo. A\u00ed, o espa\u00e7o-tempo se relaciona com a mat\u00e9ria sofrendo suas flex\u00f5es.<\/p>\n<p>6. A F\u00edsica moderna, quando fala do espa\u00e7o-tempo, nos lembra as hist\u00f3rias fant\u00e1sticas contadas pelos nossos ancestrais em volta do fogo. Ela busca verdades e desmancha outras que n\u00e3o fazem mais sentido. Assim ocorre em nossas vidas. Enquanto os f\u00edsicos enxergam o universo com seus eventos interagindo continuamente uns com os outros, tamb\u00e9m nossa psique traz os acontecimentos que resultaram de nossas intera\u00e7\u00f5es com outras pessoas. (&#8230;)<\/p>\n<p>7. O que vivemos \u00e9 o que experimentamos. O universo ou a psique n\u00e3o t\u00eam coisas, mas eventos. Nascemos, crescemos e envelhecemos. Isso \u00e9 o tempo. O tempo medido em dias \u00e9 imut\u00e1vel. Tem uma \u00fanica dire\u00e7\u00e3o, mas tem outro tempo que n\u00e3o segue essa lei. Tanto faz ir para frente como para tr\u00e1s, \u00e9 o tempo do inconsciente. E o espa\u00e7o? Como \u00e9 essa rela\u00e7\u00e3o? <\/p>\n<p>8. O dia do evento em que o filho de Adalberto morre marca um tempo e espa\u00e7o na psique que se atualiza no cotidiano. Pensar no que se foi \u00e9 trazermos sua presen\u00e7a para perto de n\u00f3s. Isso condensa o passado e o presente deixando o ego alheio e aceitando uma realidade inintelig\u00edvel. Essa rela\u00e7\u00e3o pode ser transformada simbolicamente, por meio da an\u00e1lise, para acolher outras possibilidades.<\/p>\n<p>9. Adalberto vivia de arrependimentos. Viveu uma cultura religiosa em que a no\u00e7\u00e3o de culpa e arrependimentos relacionava o prazer com coisas erradas e se for\u00e7ava a respeitar o outro por medo da puni\u00e7\u00e3o divina. Numa cultura mais evolu\u00edda, respeita-se o outro por entender que fazendo assim tamb\u00e9m se \u00e9 respeitado. \u00c9 como saber lidar com o outro de si mesmo.<\/p>\n<p>Termino esta mensagem, com esta conclus\u00e3o do doutor Carlos S\u00e3o Paulo sobre o mencionado romance de M\u00e1rcio Leite:<\/p>\n<p>&#8211; Talvez sejamos a \u00fanica esp\u00e9cie que tem consci\u00eancia de sua finitude. Nascemos como se f\u00f4ssemos um filho \u00fanico que cresce e aprende que o mundo n\u00e3o gira somente ao nosso redor, como pens\u00e1vamos. Descobrimos que somos importantes para aqueles que nos amam e apenas \u00ednfimos fragmentos de eventos de um grande universo. Treinamos para aprender o desapego para que n\u00e3o se viva como se j\u00e1 tiv\u00e9ssemos morrido.<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"400\" height=\"320\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AI3522ZbEHk\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>      Assim s\u00e3o nossas vidas, levadas pela leveza infinita do renascer na imortalidade da alma!<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>1.A reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou total, atrav\u00e9s de qualquer forma, meio ou processo eletr\u00f4nico, depender\u00e1 de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor deste espa\u00e7o virtual, com indica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e link, para os efeitos da Lei 9610\/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.<br \/>\n2.Havendo, neste espa\u00e7o virtual, qualquer cita\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que sejam contr\u00e1rios \u00e0 vontade dos seus autores, ser\u00e3o imediatamente retiradas ap\u00f3s o recebimento de solicita\u00e7\u00e3o feita em \u201ccoment\u00e1rios\u201d no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br<br \/>\n3. V\u00eddeo youtube (&#8220;Bernward Koch &#8211; Under Trees&#8221;).<\/p>\n<p>Muita paz e harmoniza\u00e7\u00e3o interior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que sempre me impulsiona nesta caminhada virtual de \u201cautoconhecimento\u201d, tem sido a determina\u00e7\u00e3o de querer ajudar na conscientiza\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios que todos n\u00f3s podemos alcan\u00e7ar atrav\u00e9s do &#8220;conhecimento de si mesmo&#8221;. Acredito que esse objetivo amplia a nossa &#8220;percep\u00e7\u00e3o existencial&#8221; de que, nesta dimens\u00e3o de vida, temos necessidades de crescimentos em todos os sentidos &hellip; <a href=\"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/?p=10144\" class=\"more-link\">Continuar lendo <span class=\"screen-reader-text\">(209) Sentindo as &#8220;imagens interiores&#8221; da nossa jornada de ser humano, nesta dimens\u00e3o de vida.<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-10144","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-busca-interior"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pfkQEa-2DC","jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10144","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10144"}],"version-history":[{"count":87,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10144\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10261,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10144\/revisions\/10261"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10144"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10144"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sensibilidadedaalma.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10144"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}